<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718</id><updated>2012-01-12T08:42:58.456-08:00</updated><category term='Lar Velhinhos Piracicaba'/><title type='text'>Memorial Piracicabano</title><subtitle type='html'>Dedicado a pessoas de importância no desenvolvimento passado e atual de Piracicaba.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-3591838590875611515</id><published>2011-06-20T13:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T13:57:54.695-07:00</updated><title type='text'>MISTÉRIOS DE PIRACICABA VII</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://005.free-counters.co.uk/count-086.pl?count=oli32&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÂNICO DE 1842&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Dia 17 de maio de 1842 os sinos das igrejas de Sorocaba tocaram a rebate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ateava se extemporâneamente o facho da revolução. Pouco depois reuniam-se a Camara Municipal e o povo, proclamando o coronel Rafael Tobias de Aguiar, como presidente interino da província de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Empossado do cargo, foz o coronel Rafael Tobias a seguinte proclamação que, em texto impresso, está guardada no cartório do Registo Geral desta cidade:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PAULISTAS : Os fidelíssimos sorocabanos, vendo o estado de coacção a que se acha reduzido o nosso Augusto Imperador o Sr. D. Pedro II por esta Oligarquia sedenta de mando e riqueza, acabam de levantar a voz, elegendo-me presidente interino da Província para debelar essa hidra de trinta cabeças, que por mais de uma vez tem levado o Brasil à barda do abismo, e libertar a Província desse Procônsul, que postergando os decretos mais sagrados veio comissionado para reduzi-la ao do mísero Ceará e Paraiba. Fiel aos princípios que hei adotado constantemente na minha carreira publica, não pude hesitar em dedicar mais uma vez as minhas débeis forças na sustentação do Trono Constitucional. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PAULISTA! O vosso patriotismo já deu o primeiro passo precedendo e seguindo os vossos representantes quando fieis interpretes de vossos sentimentos, clamaram contra essas leis que cerceando as prerrogativas da Coroa e as liberdades publicas, deitaram por terra a Constituição: o vosso valor e firmeza farão o resto. Mostremos ao mundo inteiro que as palmas colhidas nas campinas do Rio da Prata não podem definhar na do Ipiranga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os descendentes do ilustre Amador Bueno sabem defender os seus direitos a par da fidelidade devem ao Trono. União e a Pátria será salva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a Nossa Santa Religião&lt;br /&gt;Viva S M, o Imperador&lt;br /&gt;Viva a Constituição&lt;br /&gt;Rafael Tobias de Aguiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os revoltosos expediram imediatamente emissários para as povoações vizinhas com o fim de obterem o reconhecimento do seu governo. Veio a Piracicaba o dr. João Viegas Forte Muniz, um dos chefes revolucionários e aqui entendeu-se com o chefe liberal, o vigário colado Pé. Manoel José de França e por delegação de poderes o fez comandante militar desta praça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O padre França, de pronto, pôs em ação toda a sua energia e influência, e logo daqui marcharam, com presteza, uma força de guardas nacionais para Itu e outra de guardas policiais para a Venda Grande, próximo a Campinas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convém aqui mencionar que o comandante militar de Itu, Tristão de Abreu Rangel, referindo-se ao pessoal piracicabano ali chegado para reforçar a coluna Libertadora, disse, em ofício dirigido no Presidente interino: &lt;he&gt;Ao chegar a Coluna Libertadora no lugar denominado Pírajussara, aquém do ribeirão dos Pinheiros próximo a São Paulo, o entusiasmo dos rebeldes se arrefeceu, devido á noticia alarmante de estar aquela cidade já guarnecida por batalhões de caçadores e fuzileiros do exército nacional, comandados pelo Barão de Caxias, vindos a toda-pressa do Rio de Janeiro, a requisição do Barão de Monte Alegre, presidente da província.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Coluna Libertadora não tinha a mínima organização militar e estava pessimamente armada e municiada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguinte ocorrência, seguramente muito aumentada pelo relator, um partidário doa legalistas, evidencia o gráu de preparo dos rebeldes, dias antes de chegarem a Pirajussara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha sido confiado ao tenente Corrêa um grupo de matutos para ministrar-lhes o exercício de marcha, mas estes não acertaram os passos, confundindo o pé direito com o esquedo, ao receber as ordens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou-se então o tenente de atar uma cinta de palha na perna direita dos novos soldados e outra de capim na esquerda: e assim começava o exercício :&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;—Passo à frente, pé de palha... marcha... 'pé de 'capim... pé de palha... um... dois... um... dois... pé de capim... pé de palha... assim não falha, até o fim... alto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O major Francisco Galvão de Barros França, comandante da Coluna Libertadora, foi um valente soldado nas campanhas ao sul. Corajoso a honrado entendeu, todavia, que não devia sacrificar o seu pessoal, combatendo contra a flor do exercito brasileiro, aguerrido pelas lutas renhidas, travadas no norte do Império.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante da perspectiva de uma carnificina inútil determinou a retirada para Barueri. A essa retirada seguiu-se a debandada e, depois, o salve-se quem puder.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Barão de Caxias, general em chefe do Exercito Pacificador, aquartelou-se em Sorocaba em 21 de junho de 1842, sem que tivesse tido um só encontro com a Columna Libertadora, e com a sua aproximação, daquela cidade desapareceram os chefes do movimento revolucionário, a não ser o senador padre Feijó, doente e quase incapaz de movimentar-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O próprio Barão de Caxias foi á casa onde se achava hospedado esse grande brasileiro lá disse-lhe com acatamento : "só o dever de soldado me impõe o doloroso dever de vir prender ao senador Feijó, um dos chefes do movimento revoltoso. Convido-o a acompanhar-me.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De Sorocaba ordenou Caxias que o capitão Butiá fosse com um pelotão do execito á fabrica de ferro do Ipanema e de lá à Villa da Constituição, devendo chegar neste, ultimo ponto, de surpresa, pela estrada-picadão, que faz parte da fazenda Sobrado de Botucatú, a fim de prender o padre França, o Gordo e assim, outros liberais implicados na revolução. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O capitão Butiá encontrou homiziados na fabrica de ferro do Ipanema muitos dos revoltosos e prendeu-os, entre eles o porto-feliciense capitão José Rodrigues Leite (o Zuza) um dos mais inteligentes, influentes e operosos chefes dos revolucionários, o avô do nosso distinto conterrâneo e ilustrado médico dr. José Rodrigues de Almeida, que, por sinal, tem acompanhado com interesse e feito, entre nós, severas criticas aos “Mysterios de Piracicaba».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Ipanema o capitão Butiá procurou a confluência dos rios Tietê e Piracicaba e atravessou aquele rio no lugar denominado Barreiro Rico, onde passava a estrada picadão que vinha à Constituição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A travessia do rio foi feita num dia chuvoso o tendo de continuar a caminhada em um sertão de matas brutas, continuando as pancadas fortes de chuva, o capitão Butiá teve que fazer alto e aquartelou-se no sitio que Pedro Ferraz Castanho, ali estava abrindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedro Ferraz Castanho, um dos influentes do partido liberal de Piracicaba e avô do sr. Henrique Brasiliense, ilustrado lente da Escola Agrícola e apreciado colaborador deste jornal, depois da noticia da debandada da Coluna Libertadora, preferiu estacionar, por algum tempo, no seu novo sitio do Barreiro Rico, em vez de sua aprazível e boa fazenda no Rio das Pedras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não imaginara que a estratégia do Barão de. Caxias conceberia o plano de avançar para a Villa da Constituição, procurando a confluência dos dois rios e daí distribuir forças, parte delas subindo em canoas para cercar os fugitivos, em demanda dos sertões de rio abaixo e as restantes marchando por terra em péssima estrada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não contava com a visita de tantos hóspedes e, por isso, naquele dia chuvoso, estava com os seus escravos africanos dentro do paiol no afân de empilhar as espigas de milho. Da curta palestra que entreteve com o Capitão Buitá com Castanho, compreende-se que aquele tinha diante de si um homem sincero, ordeiroe trabalhador, no entanto dispôz do sítio de Castanhocomo se fora do governo, arrecadando todos os animais de sela e de cargueiros, utilizando-se dos víverese ordenando que ninguém se retirasse daquela propriedade agrícola sem ordens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A despeito desta proibição, logrou Castanho avisar o seu vizinho Francisco Idalgo, para que mandasse um próprio, à toda brida, à vila afim de noticiar aos piracicabanos a presença dos forças de Caxias naquele lado e recomendar que não descessem os fugitivos o rio, visto como subia per ele um batalhão com tropas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A notícia trazida pelo portador de Idalgo produziu um verdadeiro pânico era Piracicaba, como veremos no capitulo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÂNICO DE 1842 &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;II &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dirigente dos rebeldes piracicabanos na revolução de 1842, como já foi dito no capitulo anterior, eram: o vigário colado padre Manoel José de França, o senador Vergueiro e o Gordo; estes dois últimos tinham as suas propriedades agrícolas em Limeira e o ultimo veio a ser, mais tarde, sogro do coronel Carlos Botelho e dos drs. Moraes Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois da noticia da fuga dos chefes revoltosos em Sorocaba, o padre França retirou-se para Araraquara, o senador Vergueiro foi com outros chefes políticos da Capivari jogar o solo na fazenda de Jucá Fernando, nas divisas entre Capivari e Piracicaba, permanecendo aqui apenas o Gordo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gordo, durante o primeiro mês da revolução, tornou-se um infatigável, percorrendo a zona de Limeira, Piracicaba e Capivari e instigando os liberais a auxiliarem o mais possível a Coluna Libertadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Usava, porém, de uma linguagem desbragada e inconveniente contra todos os chefes da legalidade. Tratava-os de "cascudos, "corcundas", e "absolutistas" e quando se referia ao Barão de Monte Alegre, presidente da província, e grande proprietário de engenhos de açúcar em Piracicaba, chamava-o de ex-presidente BAHIA ou simplesmente —o "bahiano”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a noticia da aproximação do capitão Butiá, Gordo retirou-se para a grande chácara do Enxofre, porém ali demorou se apenas dois ou três dias, por não poder suportar os enxames de pernilongos no rancho do canavial, onde se homisiara e porque recebera a noticia inteiramente falsa que Castanho e Idalgo tinham sido presos e vinham algemados e a pé dentro de um quadrado de "periquitos" — nome esse que davam aos soldados do exercito, por causa da farda verde que usavam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gordo entendeu que seria preferível esconder-se, e ser preso na própria casa do chefe ''cascudo” major António Fiusa de Almeida, do que ali no canavial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valeu-se, para isso, do seguinte expediente, que surtiu efeito por ser baixo e gordo: vestiu-se com roupa grossa de mulher, pintou de preto o rosto e as mãos, pôs um balaio na cabeça, partiu para a casa de Fiusa e ali, penetrando corredor adentro, ao avistar dona Rita Fiusa assentada na rede da varanda, deu o “louvado», tal como faziam as escravas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dona Rita logo que reconheceu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gordo, perguntou-lhe como é que se apresentava, nesta ocasião tão fora de propósito, na casa de um inimigo político, que, aquelas horas, com outros o procuravam para prender; ao que respondeu Gordo que vinha a procura de guarida e se por acaso naquela casa fosse preso, tinha a certeza que não seria maltratado pelos soldados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dona Rita, paulista egrégia, aconselhou a Gordo que se ocultasse no pavimento térreo de sua casa e mesmo tempo recomendou às suas escravas que não denunciassem a vinda desse hóspede.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao chegar Fiusa, dona Rita fez-lhe ciente da resolução que tomara em sua ausência e ponderou que competia a ele decidir o que entendesse ser mais acertado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiusa de Almeida não só aprovou o procedimento de esposa como ainda acrescentou: o que vai acontecer é que temos de dar-lhe asilo até que venha a anistia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse rasgo de generosidade hospitaleira, da família paulista, não é o único caso registrado durante a revolução- fatos quase que idênticos se deram em Campinas, Jundiaí e Itú.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte à acolhida dada a Gordo, o capitão Butiá visitava a Fiusa, em casa deste, e iniciou a sua palestra lamentando o fato de ainda não ter podido prender Gordo. É a essa «boava», dizia ele , que eu quero agarrar e mostrar a esse dêsbriado o quanto vale estar apoiando o Rafael Tobias, esse desenfreado inimigo de todos que não são paulistas" !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gordo, debaixo da sala de visitas e em um quarto com pouca altura do chão, arranhava o soalho debaixo da cadeira em que estava asssentado Fiusa, cada vez que Buitá citava o seu nome, indicando, naturalmente, que estava ouvindo o que diziam, que estava garantido, ou que tinha chiste a bravata militar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os legalistas ou «cascudos» de Piracicaba, que estiveram cabisbaixos nos primeiros dias do movimento revolucionário, com a aproximação do pelotão do exército, comandado pelo capitão Butiá, assentaram de tirar a sua desforra, amedrontando os adeptos da revolução.&lt;br /&gt;E, realmente despicaram-se dos doestos e troças recebidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O capitão João Francisco do Oliveira Leme, homem de bastante trato social, que se exprimia bem e que muito blasonou no inicio da revolução, agora deixou-se apanhar pelo pânico de um modo lamentável. Ao receber a notícia trazida pelo portador de Idalgo, escreveu uma carta ao seu compadre António Florencio da Silveira, no bairro do Rio das Pedras pedindo condução e se possível viesse ele mesmo buscá-lo, pois, sentia-se abatido e receava faltar-lhe animo para fazer a caminhada sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte António Florencio encontrou a porta da casa do capitão João Francisco cerrada e foi descobri-lo no quintal, junto a uma toiça de bananeira, pálido e tremulo, em virtude de ter acreditado na balela da que o seu bom e velho amigo Pedro Ferraz Castanho vinha algemado e escoltado pelos «periquitos».&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para maior efeito do pânico os cascudos aconselhavam aos liberais que deixassem a vila quanto antes, e fossem para sítios diversos afim de não serem presos e a outros menos timoratos que desejavam informar ao capitão Butiá que a debandada Piracicaba era completa — não havendo um só rebelde para semente e que tal informação faria com que a permanência desse oficial na Vila fosse de curta duração, poupando a população de estar suportando por muito tempo os soldados desalmados das tropas de linha. Levado por essa primeira injunção, entre outros, Caetano da Cunha Caldeira deliberou deixar a Vila o foi para o seu sito, além do Congonhal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao se aproximar desse ribeirão começou a ouvir gritos de gente que o seguia cada vez mais de perto; desviou então a sua cavalgadura para um carreador já abandonado, porém logo adiante encontrou um terreno alagadiço e com as estivas já apodrecidas. Tratou então de transpô-lo, puxando o animal; porém, logo que deu os primeiros passos uma das estivas cedeu e ficou ele com um dos pés atolado e ao sacá-lo fora descalçou se lhe a bota do pé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem perda de tempo deixou ficar a bota, montou de novo e voltou o animal a toda pressa para o caminho que tinha deixado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pajem, um africano, que observara ter Caldeira deixado um pé das botas, se apressou em apanhá-lo, o que fez e de galope foi ao alcance do seu senhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avistando-o gritou:bota, sinhô... bota, sinhô...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cunha Caldeira, julgando que vinham perto os seus perseguidores, deu rédeas ao seu animal e só muito depois, quando o africano repetiu com insistência: pare, sinhô...bota tá aí... bota tá aí...é que ele sofreou seu animal...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi curta a estada do capitão Butiá na Vila da Constituição, que o povo teimava em chamar de Piracicaba, e aqui não foi realizada qualquer prisão, constando apenas que houve busca e apreensão de cartas e documentos comprometedores em casa do vigário padre França.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a retirada do capitão Butiá terminou o pânico de 42.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HUGO CAPETO&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Glossário&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oligarquia:- &lt;/div&gt;regime político em que o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timorato.&lt;br /&gt;que tem temor, que tem medo de errar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homiziar&lt;br /&gt;Criar inimizade(s); inimizar, indispor, malquistar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-3591838590875611515?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/3591838590875611515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=3591838590875611515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3591838590875611515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3591838590875611515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/06/misterios-de-piracicaba-vii.html' title='MISTÉRIOS DE PIRACICABA VII'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-3516918757967509543</id><published>2011-05-30T08:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T12:33:50.863-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -6-</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://005.free-counters.co.uk/count-082.pl?count=oli30&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DEGREDO DE MARIA FLORA&lt;/strong&gt;]&lt;br /&gt;O DEGREDO DE MARIA FLORA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certa noite em que me pareceu deserta a casa de Harum Al-Raschid entendi de fazer por minha conta, uma reportagem sobre o homem misterioso que vem clareando o passado obscuro de Piracicaba, com as crônicas suculentas dos fatos narrados neste “Jornal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9y6vyuTAfAc/TePjQfLmGKI/AAAAAAAABD4/Fh091YK3jso/s1600/port%25C3%25A3o%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 126px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612579433021315234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-9y6vyuTAfAc/TePjQfLmGKI/AAAAAAAABD4/Fh091YK3jso/s200/port%25C3%25A3o%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Penetrei no jardim ermo e abandonado aos surtos de vegetação pomposa que sombreia aquela vivenda, transpus a soleira da porta, calcando o botão mágico meu conhecido e entrei... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A reminiscência daquele encontro com a sepultura abandonada, de onde eu vira com pavor cair aquele defunto, que me embargara os passos da fuga desabalada em que eu corria, e também as ilhargas doloridas e as contusões arroxeadas que ainda marcavam meu corpo, quando foi a queda que levei naquele subterrâneo escuro, tornaram-me temeroso e eu levava uma lanterna elétrica na algibeira, além de fósforos e um maço de velas, por precaução.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convém dizer que Harum não tem água canalizada em casa, nem instalações elétricas, servindo-se apenas de um lampião belga sobre a mesa da sala e uma lanterna de mineiro, que ele transporta de um para outro compartimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a água canalizada e a instalação elétrica importam em ter o nome registrado como consumidor, dos livros da Hidráulica e da Empresa Elétrica de Piracicaba, e estes livros SAP verdadeiros prontuários, onde o Sr. Dr. Djalma Goulart poderá descobrir não só a residência, mas também a identidade de quase o total de moradores desta cidade populosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Restava ao imposto predial, por onde a ilustríssima senhora Câmara Municipal poder denunciar ao mesmo Sr. Dr. delegado a situação exata do prédio e o nome do morador, as Harum Al Rashchid tomou a precaução de estabelecer os seus penates num dos centenares de prédios interditados pelo eminente Sr. Dr. Valentim Browne e assim, protegido pêlos éditos inefáveis da Inspetoria de Higiene, sem registro nos livros denunciadores dos Srs. Fonseca Rodrigues e Américo do Santos, o meu misterioso amigo vai evocando as sombras dos passados acontecimentos locais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrei, pois. Sobre a mesa da sala o referido lampião belga, solitário e aceso, espargia uma claridade tristonha e doentia, falta talvez do querosene ou talvez da torcida já gasta e requeimada); papeis amarelecidos pelo tempo, espalhados aqui e além, o Almanaque de Piracicaba de há vinte anos atrás; volumes encadernados em couro vetusto e roído pelas traças irreverentes dos armários e, por sobre aquilo tudo, a caveira... o horripilante prendedor de papeis a rir eternamente com a dentadura exposta e falha, a olhar fixamente com as orbitas vazias e escuras, para uni pergaminho encarquilhado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peguei no pergaminho, todo garatujado numa letra amiga e esmaecida, numa ortografia&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NGiwdjWADPg/TePkQ3On8II/AAAAAAAABEA/fd1v036vzHY/s1600/pergaminho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612580538988097666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-NGiwdjWADPg/TePkQ3On8II/AAAAAAAABEA/fd1v036vzHY/s200/pergaminho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; contemporânea dos clássicos quinhentistas, onde predominavam as hastes eriçadas dos hh e dos yy subscrevendo toda aquela floresta de letras com hastes eriçadas uma assinatura respeitável —D. Luiz António de Souza!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, por Deus! Segundo os meus estudos de historia pátria e o Quadro Histórico da Província de São Paulo até 1822, pelo brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira, pai do inesquecível. Dr. Brasílio Machado, que foi promotor público nesta comarca, aquela assinatura era do morgado de Matheus, D. Luiz Antônio de Souza, que foi capitão general e governador da capitania de São Paulo desde 1765 até 1775, data em que foi substituído no governo da capitania por Martim Lopes.&lt;br /&gt;Então o pergaminho encarquilhado que eu examinava, tinha mais de cento e cinqüenta anos, quase dois séculos de duração? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então aquela assinatura vetusta e respeitável andava para ali, jogada sobre a mesa de um antiquário, sob o olhar fixo e indiferente das orbitas negras de uma caveira?... Andava sim, — e mão ciumenta arrebatou-me o pergaminho, após o ranger sinistro de uma porta que eu não vira abrir-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Harum estava diante de mim e tendo arrebatado o pergaminho contemplava, com amoroso carinho, as garatujas escritas e a assinatura solene do célebre morgado de Matheus, D. Luiz Antonio de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este documento, disse ele, é quase contemporâneo da fundação de Piracicaba, quando ela começou como presídio, ali na margem direita do rio onde hoje se ergue o Engenho Central&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como sabe o meu amigo, o Dr. Joaquim da Silveira Mello há muito tempo que trocou os cálculos de logaritmos, os binômios e polinômios, e extração de raízes cúbicas, azimutais e tudo mais da engenharia, pelas autuações no Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, formais de partilha c contas do Regimento de Custos, isto com gravame e perda sensível para a historia pátria, da qual é ilustrado cultor. Pois, o Dr. ]oaquim da Silveira Mello, que é por si um arquivo vivo das crônicas piracicabanas, ainda tem á sua disposição o arquivo do primeiro tabelionato e outro arquivo particular, de onde eu tirei este pergaminho com a assinatura do morgado de Matheus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando li seu conteúdo vi que era um documento inestimável para a publicidade dos “Mistérios de Piracicaba”, e com o faro arqueológico, que nunca me abandona, em se tratando de escavações históricas, foi reconstruído o drama e as cenas que deram lugar à intervenção do capitão geral governador da capitania na vida local de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E comodamente refestelado na fofa poltrona da sala de Harum Al Raschid, sob a claridade mortiça do lampião belga, dispuz-me a ouvir um mistério relatado por tão ínclito narrador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saiba meu amigo que Piracicaba deveu a sua existência de arraial e depois povoação, vila, etc. a uma razão puramente econômica e estratégica e como toda história deve ter uma epígrafe, os fatos que vou narrar podem bem ter o título “O Degredo de dona Maria Flora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O morgado de Matheus, D. Luiz António de Souza, sendo nomeado governador da capitania de São Paulo em 1765, teve empenho em executar 03 planos os alvitres da Marquez de Pombal, os quais consistiam era estender o domínio português para o sul e oeste do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de entender-se com o governo do Rio de Janeiro e de receber dali os recursos para as explorações do Tibagy e para ampliar possessões portuguesas por esta então capitania de São Paulo, D. Luís António de Souza preparou uma primeira expedição de 650 homens, em 21 canoas e 6 batelões que partiu de Porto Feliz em 1769, com o pretexto de explorar e povoar os sertões do rio Ivahy, na confluência com o Rio Paraná, mas com o intuito real de ir mais além e garantir o território litigioso entre Portugal e a Espanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E fez seguir em 1770 outra expedição de duas companhias de aventureiros que foi juntar-se à primeira na barra do lvahy e ambas atravessaram o Rio Paraná, navegando para o Iguatemi, onde em terreno fronteiro ao Paraguai deram começo a uma colônia, depois ali edificaram o “Forte Prazeres”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa colônia de Iguatemi chegou a conter 1.227 povoadores, feitos sair por diversas vezes de São Paulo e, segundo afirma o saudoso diretor do Arquivo de S. Paulo, Dr. António de Toledo Pizza, era seus - «apontamentos históricos»: custou aos paulistas os maiores sofrimentos e privações, consumindo centenares de vidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todas as povoações da capitania eram recrutados indivíduo e famílias, por ordem de D. Luís Antônio de Souza, os quais deviam povoar aquela colônia, mas ali pereciam de febres e doenças oriundas dos terrenos paludosos do Iguatemi, basta dizer que em 1773, três anos depois da fundação do Presídio de Iguatemi, verificou-se um recenseamento que ainda, incluindo os nascimentos havidos, a população estava reduzida a 556 indivíduos de 1227 que eram no tempo da fundação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal a colônia foi abandonada então apressadamente que nem retiraram a artilharia e o material do “Forte Prazeres”, dos quais se apropriaram os paraguaios e o arrasaram em 1777.&lt;br /&gt;Enquanto, porém não era conhecido este recenseamento, D. Luís Antônio de Souza tinha tido interesse em abrir uma estrada por terra até aquela colônia, e sendo informado da existência de um picadão dos antigos, que saia do salto do Rio Piracicaba ia ter ao sertão, sabendo que o rio fazia no local uma grande volta arredondada, circulando extensos terrenos cobertos de grandes madeiras, próprio para a construção de canoas, cuja varação para o rio era fácil, resolveu fundar ali uma povoação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fundou realmente um presídio, com o fim de aviventar o picadão antigo, de fabricar canoas e de sujeitar os recrutados nestes serviços até a época das monções para a colônia de Iguatemi, pôs na margem direita do Rio Piracicaba um quartel com o destacamento de milícias, um comandante e a férrea disciplina de uma praça de guerra, temperada por uma igreja ou capela, cujos alicerces derrocados ainda podem ser vistos no Engenho Central.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com os abarracamentos ou arraial daquele lado, logo começaram a se abrir pequenos sítios na margem esquerda, iniciando-se a cultura de cereais, criação de porcos, fabricação de rapaduras, produtos enfim, que achavam franca saída, no fornecimento da colônia de Iguatemi.&lt;br /&gt;Estes sitiantes e moradores da margem esquerda do rio Piracicaba não estavam sujeitos da administração do capitão povoador e nem do comandante da força de milícia, e sobre eles D. Luís Antônio de Sousa havia feito aos primeiros recomendação especial para que fossem tratados com toda a brandura e sem vexação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao amparo dessas regalias, sob a proteção da força de milícia. Os adventícios foram adquirindo terras nesta sesmaria, povoando-se a margem esquerda, e entre estes adventícios aconteceu-se estabelecer-se nas adjacências no atual córrego de “Nha Flor” um jovem casal, originário de Jundiaí, e de onde havia imigrado, para furtar-se às impertinências do respectivo capitão mor.&lt;br /&gt;Esse casal dispunha de recursos pecuniários e abriu lavoura, que logo prosperou, mas, falecendo o marido, a viúva dona Maria Flora continuou a labutar com tamanho proveito nas terras que em pouco aumentou a pecúnia; seu sítio sendo limitado por um córrego começaram os visinhos a designar as terras e vivenda da viúva por córrego da “Nha Fiora”, depois por corruptela” Nha Flor”. Como atualmente o conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto administrava com uma grande disposição varonil lavouras e gado, dona Maria Flora não descurava os cuidados com a alma, e todos os domingos ia ouvir missa, na capela do arraial, que era pequeno e por isto tinha a frente em aberto, prolongada por um vasto telheiro, a fim de conter os fiéis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dona Flora era moça bonita e mais realçava a sua boniteza o donaire com que ela montava (a maneira dos homens e ao uso daquele tempo em que o silhão era desconhecido) num cavalo branco, fogoso, que controlava e nutria, ao contato das lindas esporinhas de prata, que ornavam os altos borzeguins da bela amazona, e caracolava com risco de derrubar um cachorrinho, alvo também e felpudo, que o nobre animal conduzia na garupa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As leitoras riem-se? Pois Rugendas, que foi pintor contemporâneo daqueles costumes, deixou-nos vários desenhos representando o passeio das damas no Rio de Janeiro e era assim que passeavam as nossas tetravós elegantes – levando um moleque com um balaio cheio de objetos de toucador e bugigangas, um papagaio ou uma arara, ou um cachorrinho de estimação, além de crioulinhos, almofadas e mucamas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto acontecia, segundo o testemunho de Rugendas nas ruas de Rio de Janeiro, que já era uma metrópole naquele tempo. Porque pois, D. Flora em Piracicaba não poderia levar na garupa do fogoso cavalo branco, um cachorrinho branco e felpudo, como se usava no Rio?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos domingos era certo ver (e quanto m0oço via e suspirava!) D. Maria Flor a cavalo, com um pajem atrás, vadear o Rio Piracicaba, num local que dava vau no tempo da vazante logo acima do ribeirão do Enxofre e dirigir-se para os lados da Igreja a fim de ouvir a missa conventuo-papal (deixem passar o neologismo, porque como já ficou escrito, a Igreja ou capela era em parte edificada e em parte prolongada por um simples telheiro).&lt;br /&gt;Era o comandante da milícia no arraial presídio de Piracicaba um mocetão bem parecido, capaz de virar a cabecinha estouvada de muitas moças solteiras, quanto mais o coração vazio de viúvas, e esse comandante Carlos Bartolomeu de Arruda rendeu-se, passou-se com armas e bagagens para a inimiga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegada ao pátio D. Maria Flora entregava a rédea de seu lindo corcel ao pajem e dirigia-se para os lados da casa do padre, onde já a esperava Carlos Bartolomeu de Arruda, para juntos entrarem na capela. Era esta dividida no meio da nave por um peitoril de balaustres toscos, separando as hierarquias; a frente do altar mor as damas e donzelas do arraial, atrás os homens, as pessoas gradas, capitão, povoador, o comandante; mais além no telheiro, o povaréu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A amizade crescente e recíproca do jovem oficial pela jovem viúva despertava ciúmes no arraial, e embora procedessem ambos com muita circunspecção e decência, as mulheres não toleravam que D. Flora escolhesse sempre para ajoelhar-se ao lado de um balaústre, nem os moços sofriam que Carlos Bartolomeu se ajoelhasse sempre ao lado dela, separados apenasmente pelo mesmo balaústre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não faltavam línguas alcoviteiras nem cochilos das devotas para insinuarem que eles faltavam com a devoção, durante o ritual da missa e nem mesmo respeitavam a presença do capitão povoador, num namoro escandaloso. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NNtU5b-G9nY/TePi-XVKOSI/AAAAAAAABDw/FyM7C08vGkk/s1600/fofoqueiras%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612579121676302626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NNtU5b-G9nY/TePi-XVKOSI/AAAAAAAABDw/FyM7C08vGkk/s200/fofoqueiras%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num domingo, durante e depois da missa, correu um alvoroço porque ao começarem os Evangelhos, D. Maria Flora assustada soltou um ai... meio abafado e logo reprimido, mas bastante perceptível na parte da nave reservada para as mulheres. O coroinha que servia de sacristão ia mudar o missal para a direita do celebrante e atraído pelo gritinho, olhou e viu os dois dedos do comandante premendo levemente o braço polpudo e feminino, mas duas velhas beatas (que poderia fiar-se nesta espécie de gente?) estavam mais próximas, logo sussurraram num mexerico venenoso, por toda a igreja e depois propalaram pelo arraial, que Carlos Bartolomeu havia dado um beliscão muito mais indiscreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eis de ver como o brinco inocente de namorados, envenenado pela língua viperina das velhas beatas e exagerado pela ciumeira azeda dos rivais, transformou-se logo em arma de perseguição política e como a política, barregã sem entranhas, horrendamente fez recair o peso injusto de um desterro iníquo, em vez de no culpado, em uma viúva frágil como era dona Maria Flora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O beliscão muito mais indiscreto no modo de ver das beatas correu a igreja, atravessou o telheiro e esparramou-se pelo arraial, e enquanto dona Flora, inocente e incauta transpunha o terrapleno do átrio, com as esporinhas de prata tinindo e ia cavalgar o corcel branco para regressar ao sítio, reuniram-se os maiores como no conselho de guerra, para julgar o caso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O capitão povoador não apreciava o comandante Carlos Bartolomeu de Arruda, era uma malquerença gratuita, não apoiada em qualquer fato desabonasse aquele moço, quer nas suas funções que no seu trato espetacular, mas, levado por esse sentimento menos nobre, resolveu fazer uma acusação tremenda contra o comandante, ao capitão-mor de Itu, cuja jurisdição e alçada se estendiam até Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era esse capitão-mor um homem inteligente e letrado, especialmente no latim, em que escrevia epigramas e sátiras com a mesma facilidade com que manejava o vernáculo e era também excelente absolutista em extremo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carlos Bartolomeu de Arruda era sem parente e protegido, o que não impeliria o excelente regedor de removê-lo deste comando, mas o povo de Piracicaba, muito afeiçoado a Carlos Bartholomeu, em quem reconhecia esplêndidos predicados, logo representou ao capitão mor de Itu, insistindo pela permanência do comandante e o rigor do bastão de regedor recaiu em dona Maria Flora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob o pretexto de que o caso melhormente seria resolvido com a presença de dona Maria Flora, foi a viúva chamada pelo capitão mor a Itu e ali esperou dias e semanas pela solução do incidente; entretanto aquele chamado atencioso ocultara uma ordem de degredo, do despótico capitão-mor, para longe de suas lavouras, para longe de suas missas de domingo, para longe enfim do comandante culpado mas absolvido, que a fizera gritar de susto, com uma beliscadura ligeira no braço polpudo e roliço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Política de campanário, que já naqueles tempos coloniais alteava as sete cabeças de hidra hedionda e nefasta. Política pessoal, que nascida de uma antipatia gratuita, mas fortalecida por uma vontade ferrenha, prepotente e arbitrária, intervinha na vida privada de dois entes bem quistos e revolucionava um arraial, que só precisava de paz e braços para prepara! Dona Maria Flora era viúva e moça, o comandante Carlos Bartholomeu de Arruda era solteiro e livre; que muito era que se namorassem aos domingos, na igreja, se eles podiam casar-se e casados podiam com uma prole fecunda dar braços às lavouras incipientes e servidores possíveis da Pátria, numa época de turbulações como aquela?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carlos Bartholomeu não resistiu por muito tempo às injunções da política prepotente do capitão-povoador, e foi constrangido a deixar o comando da força e deixar Piracicaba, a despeito dos empenhos dos habitantes povoadores que lhe queriam bem,&lt;br /&gt;Mas, voltou tempos depois como posto de sargento-mor e já casado; tornou-se proprietário da sesmaria de Bom Jardim do Salto, que se dilatava entre o Itapeva até a fazenda Monte Alegre e onde faleceu com a idade provecta, ali pelo ano de 1815, sendo enterrado na nova igreja matiz, grades a dentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Debalde tentou Carlos Bartholomeu esquecer a antiga amizade com a dona Maria Flora e o que conseguiram as velhas beatas contra o testemunho do coroinha sacristão, e a política do capelão povoador foi que ele, embora casado com outra e sendo bom chefe de família, ligou-se com a viúva e constituiu duas famílias, cujos descendentes espalharam-se pelas então vilas de Curuçá, São João do Rio Claro e Araraquara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E dona Maria Flora? E o pergaminho assinado por D. Luis Antonio de Souza? perguntei eu vendo que com aquela apóstrofe contra a política Harum Al Raschid havia salteado o curso de sua narração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dona Maria Flora cansou de esperar em Itu uma solução que não pedira nem provocara, sempre que se apresentava oportunidade para regressar a Piracicaba, (pois as estradas eram difíceis e as tropas e viajantes eram periódicas), o capitão mor a retinha sob qualquer pretexto, até que ela percebeu o degredo a que fora condenada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, readquirindo aquela energia varonil, que a guiava na administração de suas lavouras, a jovem viúva lançou as vistas para o capitão geral e governador da capitania de São Paulo, D. Luis Antonio de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fez-lhe ver, num ofício repassado de circunstâncias, a prepotência do capitão-mor de tu, que a retinha em degredo por culpa que cometera, com prejuízo para sua lavoura de cereais e cana, e criação de gado, que abastecia a colônia de Iguatemi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reclamou contra o prejuízo de suas plantações, longe dos cuidados e da administração dela e pôs em evidência os perigos que adviriam para o povoamento e colonização da capitania, se os colonos e povoadores pudessem ser retirados de suas terras pelos caprichos e prepotências dos capitães mores (pudera, pois ela e o defunto marido já haviam imigrado de Jundiaí para fugir as impertinências do respectivo capitão mor). Com uma tal petição está visto que governador da capitania de São Paulo havia de tomar providências imediatas e estas consistiram de pedir informações ao capitão-mor de Itu e ao capitão povoador deste arraial, por qual motivo mantinham longe de suas terças e haveres uma dona prestimosa, que honradamente ia lavrando terras duma sesmaria perdida nas margens do Rio Piracicaba,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As comunicações entre São Paulo e Itu eram tão difíceis quanto demoradas e assim, entre a troca de ofícios e de informações ainda decorrem um tempo vasto, porém D. Maria Flora afinal foi recambiada para Piracicaba, por ordem indiscutível do governador da capitania.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Harum estendeu-me então o pergaminho que escamoteara do arquivo particular do Dr. Joaquim de Silveira Mello e entre variadas instruções de caratê administrativo, aos respectivos capitães, eu li este despacho fulminante, que revogava o degredo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;”Volte dona Maria Flora para Piracicaba: aly nã consilt que Carlos visite Flora em caza de esta e nen que esta visite o comandante em caza de este, e além disso que nã veja nem na egreja, nem no arrayal, nem na lavoura e se nã encontrem em parte algua- te mesmo na capoeyra”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hugo Capeto&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Glossário&lt;br /&gt;Morgado: primogênito&lt;br /&gt;Penates: deuses do lar entre os romanos e etruscos, casa materna (fg)&lt;br /&gt;Silhão: cela grande com estribo só de um lado&lt;br /&gt;Vetusto: de idade muito avançada, velho&lt;br /&gt;Córrego de Nha Flor: seu local provavelmente era na altura da atual rua São Josécom o Rio Piracicaba &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-3516918757967509543?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/3516918757967509543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=3516918757967509543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3516918757967509543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3516918757967509543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/05/misterios-de-piracicab-6.html' title='Mistérios de Piracicaba -6-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9y6vyuTAfAc/TePjQfLmGKI/AAAAAAAABD4/Fh091YK3jso/s72-c/port%25C3%25A3o%2Bc%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-3098198186310305715</id><published>2011-05-08T19:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T08:37:35.791-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -5-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Beija-flor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(continuidade da Loca de Pedra) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://005.free-counters.co.uk/count-085.pl?count=oli25&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;Era por uma destas noites horríveis de Piracicaba, em que o despenhar das aguas no Salto tem um gemido cavernoso e trágico; em que o trilar dos apitos da guarda noturna, de quarto em quarto d'hora, é como um pio de coruja agourenta, pavoroso e lúgubre; em que o assobio do vento sul nas frinchas e desvãos da «loca de pedra» é sinistro e tétrico; em que o ar pesado, na atmosfera funérea tem um cheiro esquisito de sangue coagulado e frio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wNQABxkwObg/TcdTISDUb-I/AAAAAAAABB4/VK3Sh7ZRd5I/s1600/velho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 144px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604539663035690978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wNQABxkwObg/TcdTISDUb-I/AAAAAAAABB4/VK3Sh7ZRd5I/s200/velho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Era a hora em que no alto dos postes dispersos, as lâmpadas da iluminação publica parecem tremer de medo das trevas envolventes e os densos bulcões de nuvens viajam no espaço fuliginoso e negro como a asa fatídica de um corvo crocitante e negro. Solitário e ébrio, pela solidão da rua do Salto, ia descendo pávido e cambaleante o vulto negro do Salustiano Claudino, um ex-palhaço de circo de cavalinhos que a falência da companhia e os &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-romRVjNVMp0/TcdTmRehPGI/AAAAAAAABCA/Spa3uQMXS_0/s1600/prost%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 103px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604540178277416034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-romRVjNVMp0/TcdTmRehPGI/AAAAAAAABCA/Spa3uQMXS_0/s200/prost%2B4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;embates de uma sorte madrasta haviam largado nesta cidade e aqui vivia, temperando panelas como cozinheiro medíocre e divertindo a noite, com os seus ditos alegres, a Mariquinha «tostão», a Maria «porcadeiro» e as outras flores da «loca de pedra» famigerada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ttmpN_VVHmU/TcdWwfL9czI/AAAAAAAABCI/rgT_NKp2Cqs/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo-1%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604543652291244850" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ttmpN_VVHmU/TcdWwfL9czI/AAAAAAAABCI/rgT_NKp2Cqs/s200/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo-1%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era engraçado e meigo o Salustiano Claudino e quanto mais bebia mais alegre e brandamente sorria, conciliador o pacífico, nunca se enredando em brigas, desmanchando muitas vezes era gargalhadas sonoras, com alguma chalaça bem dita, o furor truculento do «Chico limeirense» e do «Zé Caveira», prestes a se esfaquearem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanta vez os seus esgares de palhaço aposentado não fizeram a Emília rebolar e tremer&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-00Dv7u9e-Hg/TcdXqrzKnMI/AAAAAAAABCQ/8Xmt29-KkUo/s1600/prost%2B7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 118px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604544652109323458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-00Dv7u9e-Hg/TcdXqrzKnMI/AAAAAAAABCQ/8Xmt29-KkUo/s200/prost%2B7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;, naquele seu riso casquinado e retumbante, que enchia e atufava os ecos soturnos da «loca»! A Emilia «trem de carga» — assim apelidada porque em bebedeiras contínuas, xingando os outros se descompondo toda, resistia à prisão, tombando em cada esquina, como um trem de carga que para de estação em estação, sendo precisos os braços de quase o destacamento inteiro, para a transportarem de rastos até o xadrez distante! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E porque o Salustiano era brando assim e avesso a brigas a desordens, as moradoras da «loca» o queriam muito e por consenso unânime das divas e mancebos daquele cortiço lhe ficou o apelido mimoso — Salustiano Claudino, o «beija flor». &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descia pois o Salustiano «beija flor» a rua do Salto quando lobrigou na esquina da rua Luiz de Queiroz e nas trevas fúnebres da noite o pingo rubro de um cigarro fumegante, ali, bem junto à mole de granito das vastas construções, de onde surgira mais tarde a «loca de pedra»; cigarro tão fumegante, no negrume vasto da noite e em plena esquina, só algum guarda noturno naquela hora tardia poderia chupá-lo e o «beija-flor» medroso, já se dispunha a galgar a mole de pedra e ganhar o seu quarto na «loca», varando pelo quintal em declive, quando estacou no passeio, estarrecido e pávido ... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 117px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604545257335385490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-tPmHDz2wyng/TcdYN6cTbZI/AAAAAAAABCY/yNAu9KrJZr4/s200/prost%2B3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ruído insólito, o tac-tec nervoso do um tacão de sapatinho Luiz XV, acalcanhado, ressoava ligeiro no passeio e o «beija-flor» arrepiado viu passar ao seu lado um vulto feminino de saias roçagantes e dilatou-lhe as ventas numa delicia consoladora, aquele perfume procuradíssimo nos baús dos mascates turcos — o «korylopis» do Japão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 176px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604546527731525714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-c3qUKPU7DbU/TcdZX3CWKFI/AAAAAAAABCg/QLH0DMU2Qr0/s200/prost%2B2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;E entre o pingo rubro do cigarro fumegante e o tacão do sapatinho Luiz XV acalcanhado, os únicos seres perceptíveis na escuridão opaca da noite tenebrosa, ao lado do «beija-flor» cozido ao muro da esquina, travou-se este dialogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—- É você, «Isaias»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;—Sou eu mesmo, «Libania»; faz tempinho que estou pregado aqui na esquina, a sua espera, para lhe dizer um sentimento que tenho aqui no peito... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;— Será do pulmão? &lt;zé&gt;—Não Libania Rita, é do coração, mas não é doença; é pior do que doença, porque é ciúme e desde que eu vi você andar em derriço com o Salustiauo, andou querendo lhe dizer duas palavrinhas, porque... ou bem eu, ou bem ele... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;—Alin!... mas eu tenho medo de prosear aqui na esquina e meu quarto, na «loca», está escuro que nem breu, não tenho querosene na candeia, nem fósforo para alumiar a estrada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O «beija-flor» não quis ouvir resto do dialogo; alma generosa e mão aberta para todos os sofrimentos, não pode tolerar que a Libânia Rita sofresse por falta de luz — a Libania que tanto se divertia com as suas pilhérias inofensivas — e o «beija-flor» galgou o muro e correu pelo quintal até o seu quarto, enquanto pela rua o José Isaias seguia ao longo do quarteirão, fazendo tilintar no bolso da calça os últimos níqueis, e ia comprar uma vela de espermacete e uma caixa de fósforos marca olho, na venda do José Toretti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xOk22TyEalc/TcdeLZXDXzI/AAAAAAAABCw/mv6tFUaNSas/s1600/prost%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 144px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604551811165019954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xOk22TyEalc/TcdeLZXDXzI/AAAAAAAABCw/mv6tFUaNSas/s200/prost%2B5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sereno e majestoso, qual a estátua gigantesca estátua da liberdade iluminando o porto de Nova York, assim o «beija flor» postou-se ante a porta do cubículo de Libania Rita e soerguia na mão canhota uma lamparina de pavio aceso, quando o José Isaias defrontou com ele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um clarão de ódio faiscou nos olhos vermelhos do Isaias, o ciúme incontido resumou de sua boca, numa intimação feroz: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;—Arreda dai, Salustiano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o «beíja flor» não viu o clarão de ódio, nem reparou na fisionomia transtornada do companheiro da Libania, que presenciava o drama e replicou por chalaça, com uma voz aflautada, como no circo de cavalinhos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;—Aqui hoje nós se despedaça, mas eu não saio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O José Isaias circunvagou em torvo olhar de assassino e viu junto a parede um pau comprido e grosso, a escora talvez da alguma porta; ergueu-o rápido e fulminante, com as mãos ambas e uma pancada única abalou o eco da «loca», como um estilhaçar de vidro de janela, uma vibração sonora de tigela rachada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 115px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604549692225444994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-JGK6WG8cJIw/TcdcQDsfXII/AAAAAAAABCo/tOCRLcZXvIw/s200/prost%2B10.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caindo de borco, o crânio espatifado, um liquido sanguinolento e espumoso a escorrer-lhe pela boca ao clarão fumarento da lamparina que tombara, Salustiano Claudino «Beija flor» entrou em agonia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E morreu... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;HUGO CAPETO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Glossário &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trilar: soltar a voz, trinar&lt;br /&gt;Despenhar: cair de grande altura&lt;br /&gt;Lúgubre: que evoca a morte&lt;br /&gt;Frinchas: fenda, fresta&lt;br /&gt;Desvão: espaço que fica entre o forro e o telhado&lt;br /&gt;Bulcão: aglomeração de nimbos, indício e causa de tempestade&lt;br /&gt;Crocitar: gritar como um corvo&lt;br /&gt;Pávido: tomado de pavor&lt;br /&gt;Chalaça: dito ou feito espirituoso, zombeteiro, escárnio&lt;br /&gt;Esgar: jeito, careta de escárnio&lt;br /&gt;Atufar: fazer crescer, tornar inchado&lt;br /&gt;Lobrigar: enxergar com dificuldade na escuridão&lt;br /&gt;Tacão: salto do calçado&lt;br /&gt;Roçagante: que se roçaga, que se arrasta&lt;br /&gt;Derriço: encontro, conversação, namoro &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-3098198186310305715?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/3098198186310305715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=3098198186310305715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3098198186310305715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3098198186310305715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/05/o-beija-flor-loca-de-pedra.html' title='Mistérios de Piracicaba -5-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wNQABxkwObg/TcdTISDUb-I/AAAAAAAABB4/VK3Sh7ZRd5I/s72-c/velho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-5803300609727130374</id><published>2011-02-21T12:53:00.001-08:00</published><updated>2011-03-27T18:49:36.551-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -4-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;INGRATIDÃO DE ESCRAVA&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.digits.com" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;img src="http://counter.digits.com/?counter={02f7b04f-e6d7-9844-8df3-83a5ab11e4e2}&amp;template=simple" &lt;br /&gt;     alt="Hit Counter by Digits" border="0"  /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;script language="JavaScript"&gt;&lt;br /&gt;var count = "all01";          // Change Your Account?&lt;br /&gt;var type = "cold";       // Change Your Counter Image?&lt;br /&gt;var digits = "5";          // Change The Amount of Digits on Your Counter?&lt;br /&gt;var prog = "hit";          // Change to Either hit/unique?&lt;br /&gt;var statslink = "no";    // provide statistical link in counter yes/no?&lt;br /&gt;var sitelink = "yes";     // provide link back to our site;~) yes/no?&lt;br /&gt;var cntvisible = "yes"; // do you want counter visible yes/no?&lt;br /&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- START DO NOT TAMPER WITH ANYTHING ELSE BELOW THIS LINE FOR YOUR WEBTV &amp; 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WIDTH: 197px; FLOAT: right; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572097580636394706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-S6KRdkzH2QM/TVQROjOlVNI/AAAAAAAAA-U/Ud05fpjBeYg/s200/Lar%2B9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas- coisa estranha- em certas horas, no silêncio tumular daquela casa, ecoa, suave e comovedor, um cântico melodioso, um doce hino todo repassado de ternura, ungido de um encanto celeste que enternece a alma e amaina o furor do coração –é mendiga que canta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UTejYytnke4/TVQT9MCeGfI/AAAAAAAAA-c/w0DmZwhWmBs/s1600/Lar%2B9%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572100580888680946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-UTejYytnke4/TVQT9MCeGfI/AAAAAAAAA-c/w0DmZwhWmBs/s200/Lar%2B9%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentada sobre o leito rude, a olhar pela janela o rio que ali embaixo desliza manso e sinuoso, a desvairada negra parece, num momento de lucidez, lembrar-se do seu passado e reporta-se então com o pensamento às horas felizes que suas orações e do culto fervoroso que lhe ensinaram a prestar ao Supremo Criador. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enlevada num misticismo intenso, toda entregue às contemplações, vai entoando os salmos dos apóstolos os cânticos religiosos e as breves orações em louvor àquele que, na cruz ignominiosa, derramou o sangue inocente para a salvação da humanidade pecadora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um quadro tão simples, mas ao mesmo tempo tão significativo e belo, que o espectador de coração sensível sente-se comovido e não pode refrear o pensamento que voa por entre as névoas da cisma e das meditações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali fora, no báratro medonho das agitações mundanas, rasteja a calúnia, explode o ódio, reina a hipocrisia, estorce-se o homem nas garras da perfídia e vasqueja nas ânsias convulsivas da paixão mesquinha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, na pobreza de um quarto abafado, uma criatura desconhecida, sem as comodidades dos salões nem o brilho das festas, espera resignadamente o alfanje implacável da Parca destruidora sem um queixume, sem um ai de desespero, antes abismada num róseo oceano de inefável ventura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali tão perto, para além do rio que serpenteia murmuro, beirando a casa humilde dos pobres, há lágrimas amargas e ódios implacáveis; mas a velhinha ignora o rumorejar do mundo e o fervilhar das misérias da terra: canta, canta piamente, invocando a presença dos anjos níveos que lá do alto a protegem, ungida de sinceridade, impregnada de um suave misticismo comovedor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E como é belo, como é sublime assistir a este espetáculo maravilhoso de uma pobre criatura caminhando para a sepultura a modular os hinos aprendidos na fase transitória da adolescência, enquanto a humanidade, pelas encruzilhadas da vida, perde-se no labirinto do pecado, chafurda-se no lodo do crime e tomba enfraquecida no atascal mefítico da hipocrisia e da calúnia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim vinha pensando, de regresso daquele benemérito estabelecimento, em que a velhice exausta e a mendacidade reconhecida encontraram lenitivo para suas mágoas e bálsamo para suas dores, quando o meu companheiro de jornada, um velho piracicabano que fora dono da primeira casa de tijolos construída na antiga Rua da Quitanda, hoje 15 de Novembro, interrompeu o silêncio: &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M7c_8YgFC38/TWAzKeYZiEI/AAAAAAAAA_E/oUArLV3eK8o/s1600/Lar%2B4.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 127px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575512593731782722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-M7c_8YgFC38/TWAzKeYZiEI/AAAAAAAAA_E/oUArLV3eK8o/s200/Lar%2B4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Veja como são as coisas. Aquela negra velha, cuja atitude de santidade tanto comoveu seu coração, foi a escrava mais ingrata de que há memória. &lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Aquela pobre doida?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Doida ou não, o caso é que a presença da negra encanecida avivou em minha memória uma recordação dolorosa de um crime, em que se via de um lado a encarnação da ingratidão e de outro, a personificação da bondade. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reportei-me a um passado distante, a uma noite de festa, em que o povo, alegre e satisfeito ouvia no jardim a velhas músicas da antiga Banda Stipp, enquanto em um lar, até então feliz, um honrado cavalheiro, pertencente a uma das mais distintas famílias de Piracicaba, era vítima do atentado mais hediondo, uma inominável ingratidão, originada em condenável cobiça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Esta negra decrépita, que hoje hinos enlevadores, com toda essa beatitude que comove os visitante do Asilo, foi a figura principal deste drama horrível e misterioso, que levou ao luto e a desolação ao seio de uma família honrada e boa, bem digna de melhor sorte. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-E o pior, meu caro amigo, o pior que é que o crime ficou impune. A mão criminosa, que tão certeira e perversamente agiu, roubando a uma esposa a solicitude com companheiro fiel das alegrias e dos dissabores da vida a três inocentes crianças as carícias consoladoras de um pai amoroso, não recebeu as merecidas algemas da punição. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-É uma história bem triste, que pouca gente conhece. Se quer conhecê-la, vá à noite ao clube e eu lhe contarei tudo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À noite, não podendo resistir à curiosidade, fui ao clube e lá ouvi, comovido, a história da velha escrava. Em velha e espaçosa casa, já demolida, da antiga rua da Quitanda, residia com sua família , em janeiro de 18**, o coronel Camargo, sitiante de haveres e proprietário de algumas das melhores casas da cidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filho de rico fazendeiro natural de Itu, homem operoso e de bom coração, tinha a bolsa sempre aberta para socorrer os necessitados que, conhecendo a filantropia proverbial que o caracterizava, não vacilam em lhe estender as mãos súplices, cada vez que se viam em dificuldades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivia assim o velho piracicabano, cercado de estima e do respeito de quantos o conheciam, feliz no doce aconchego do lar que tão caro lhe era. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia, em conseqüência talvez de uma corrente de ar, ao sair do Teatro Santo Estevam, onde fora assistir com a esposa solícita a uma representação da companhia Couto Rocha, apanhou um esfriamento e foi para a cama. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sua casa vivia, neste tempo, como criada de confiança, uma negra nonagenária, que fora escrava da família e que, por amizade ou gratidão pela alforria alcançada antes da lei de 13 de maio, não quisera abandonar o “sinhô moço”, que ela ajudara a criar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal dedicação comovia a família Camargo, já acostumada a tratar da negra como pessoa de casa. O enfermo, que já se achava na convalescença e que se encontrava grato ao interesse que por saúde revelava a velha mucama, disse-lhe uma noite, ao receber de suas mãos uma chávena de chá: &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não esqueço sua bondade, minha boa Filisbina, tanto que no meu testamento você é contemplada. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5Yy1w92TKNA/TWAyf7u75RI/AAAAAAAAA-8/T4GQDru-Czk/s1600/lar%2Bcama.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 122px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575511862876562706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-5Yy1w92TKNA/TWAyf7u75RI/AAAAAAAAA-8/T4GQDru-Czk/s200/lar%2Bcama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;-Ora, Nhonhô... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, você sempre foi uma escrava serviçal, e agora me trata como se eu fosse seu filho. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E a negra véia quer bem Nhonhô como fio memo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Por isso mesmo, se eu morrer, você receberá dez contos de réis, como recompensa de seus serviços e de sua dedicação para comigo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ora, Nhonhô, não fale de murrê que isto dexa a gente triste... -Ninguém sabe o que está para acontecer e eu sou previdente, Filisbina. Mas como está delicioso este chá. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E entregando a chávena à velha mucama, o enfermo deitou-se de novo, puxou as cobertas até os ombros e daí a minutos ressonava. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felisbina, que se sentara perto de leito, de vigília, enquanto a esposa do enfermo, fatigada, descansava no quarto próximo, começou a pensar, então, no que lhe dissera há pouco, o magnânimo patrão, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dez contos de réis... Que fortuna para uma velha negra, que de seu nunca tivera mais de alguns tostões. Era verdade que nada lhe faltara ali, nem roupa, nem fumo nem pinga... Mas dez contos de réis... Que felicidade para uma pobre como ela... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na noite seguinte o enfermo, que já se achava em convalescença. Piorava. Uma recaída? Alguma complicação? O médico debalde procurou a origem daquele agravamento da moléstia. Fizeram uma conferência médica. O dr. Tibério, o dr. Paulo Pinto e o dr. Possolo examinaram o enfermo com carinho e interesse, mas confessaram desolados, que não podiam desvendar o mistério daquele agravamento no estado do enfermo, cuja debilidade se acentuava de hora a hora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pobre esposa, com olhos lacrimejantes. Não poupava sacrifícios no solícito tratamento do amado companheiro de tantos anos. A ex-escrava, cada vez revelando maior dedicação, não abandonava o quarto do enfermo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma noite, a esposa aflita e chorosa, contemplava, no quarto vizinho, o pobre enfermo, quando repentinamente observou que a velha Felisbina tirava do seio um pequeno embrulho e esvaziava o conteúdo num copo dágua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Admirada, mal contendo a respiração, a infeliz senhora ficou como que pregada ao soalho. Daí a pouco o enfermo tosse e pede água. A negra, toda solícita, dá-lhe o copo dizendo: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Beba, Nhonhô, que a água refresca a cabeça...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O enfermo pega o copo e vai levá-lo aos lábios, quando uma voz rouca e nervosa lhe chega aos ouvidos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não beba! Não beba... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, quase cambaleando de comoção, avança a esposa, toma-lhe o copo das mãos trêmulas e diz fitando os olhos pávidos da velha mucama: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Miserável!... Miserável assassina... Bem andava eu desconfiada deste monstro em figura da gente!... A negra, vendo-se desmascarada precisamente quando menos esperava, caiu de joelhos e arrastando-se até o leito em que o enfermo, mudo de espanto, acompanhava aquela triste cena com os olhos esbugalhados, suplicou-lhe em voz trêmula e chorosa: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt;Perdão, sinhô moço... perdão... Ai, meu Deus do céu... Pensei que o Nhonhô morria mêmo e... ai sinhô moçõ... perdão...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele barulho, no silêncio tétrico da noite, chamou a atenção dos serviçais que se achavam na cozinha e que correram ao quarto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posto a par do que se passava, agarraram a negra velha, enquanto um próprio sobrinho da criminosa, indignado com a inominável ingratidão gerada pela cobiça sórdida dos dez contos de réis, com que a mucama sonhara dia e noite, saiu à procura do alferes P......., que era neste tempo o delegado de policia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A presença do alferes P..... e de sua ordenança infundiu maior terror à criminosa, que manietada, continuou a gemer: &lt;em&gt;-Ai meu Deus do céu... Perdão, sinhô moço... perdão, sinhô... perdão pra mãe negra...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pobre enfermo, com lágrima nos olhos, assistia a tudo com um silêncio quase inexplicável. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, quando o delegado, num gesto enérgico, mandou que sua ordenança levasse a criminosa para a cadeia, o cel Camargo levantou-se um pouco de leito, estendeu a dextra e disse com voz fraca: &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Deixem-na...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos olharam com espanto. E ele continuou: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ela foi minha ama... Era dedicada e boa... Depois... vejam como está arrependida”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O delegado relutou. Tais foram, porém as súplicas do enfermo, que não foi possível resistir. E, com o generoso perdão, foi a negra para a casa de uns parentes, onde voluntariamente se enclausurou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TQUgk_AZM-k/TWA06IiSYbI/AAAAAAAAA_M/eNSgOYe_JLs/s1600/Lar%2B6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 190px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575514512013025714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TQUgk_AZM-k/TWA06IiSYbI/AAAAAAAAA_M/eNSgOYe_JLs/s200/Lar%2B6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Dois meses depois o cel Camargo, em conseqüência do vidro moído que lhe ministrara a velha mucama, em noites consecutivas, falecia, pedindo ainda, à hora suprema de expirar, que nada fizessem à sua velha ama, que ao receber a notícia fatal, chorava e ria ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava louca a desgraçada ambiciosa criatura, que tão mal pagara os benefícios recebidos de seu magnânimo Sinhô moço... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hugo Capeto&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apêndice Mucama: escrava ou criada negra, geralmente jovem, que vivia mais próxima dos senhores, ajudava nos serviços caseiros e acompanhava sua senhora em passeios. Manietar: amarrar as mãos, tolher os movimentos. Enlevado: em arroubos de encanto, maravilhado extasiado. Báratro: abismo, voragem, inferno. Vasquejar: ter convulsões,contorcer-se. Parca: ma mitologia clássica, cada uma das três deusas (Cloto, Láquesis e Átropos) que determinam o curso da vida humana, morte. Níveo: relativo à neve, branco. Chafurdar: espojar, evolver-se em, corromper-se. Atascal: lugar onde há lama, lamaçal. Mefítico: nocivo à saúde, tóxico, pestilento fétido. Mendacidade: característica de ser mentiroso, falso. Encanecer: branquear os cabelos gradativamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-5803300609727130374?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/5803300609727130374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=5803300609727130374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5803300609727130374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5803300609727130374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/02/misterios-de-piracicaba-4.html' title='Mistérios de Piracicaba -4-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hfudQ8pR6TM/TVQMWl5YEhI/AAAAAAAAA-M/zkiboau5uVc/s72-c/Lar%2B2%2Bc%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-3528476463823798780</id><published>2011-02-10T07:25:00.000-08:00</published><updated>2011-10-13T12:09:07.326-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -3-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assombrações do Bairro Alto -2-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://005.free-counters.co.uk/count-087.pl?count=oli27&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- End of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://006.free-counters.co.uk/count-025.pl?count=oli23&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debalde o velho Moreira tentou conciliar o sono naquela noite de folia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-H2hqJNCvniA/TWMBYjPBUgI/AAAAAAAAA_U/0NEt6P2zl2Y/s1600/mosquete.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576302284901536258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-H2hqJNCvniA/TWMBYjPBUgI/AAAAAAAAA_U/0NEt6P2zl2Y/s200/mosquete.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Recordara-se que, como testemunha jurada, ocultara grande parte do que sabia, para não agravar a situação do réu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passou lhe na mente que as almas não podiam pedir vingança contra Joaquim Ferraz, que já tinha sido despachado para o outro mundo por um tirinho carteiro que lhe descarregarei o Manduca Pereira, quando aquele pretendeu passar-lhe uma sova com um rabo de tatú. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convenceu-se que as almas das duas mulheres estavam revoltadas contra José Ribeiro, marido de Manoela Maria, contra ele, Moreira e os jurados; contra o sem-vergonha José Ribeiro, porque a despeito de ter com convicção denunciado Joaquim Ferraz como sendo o autor do assassinato de sua mulher, veio, mais tarde, depois de ter comido bola, declarar publicamente que o cadáver encontrado,a cuja exumação assistiu, era de cor preta e tinha cabelos grenhos, ao passo que a sua&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-htpe_Wn38cM/TWMBmd_4BVI/AAAAAAAAA_c/BP0IEhGs0cg/s1600/juramento1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 129px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576302524014003538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-htpe_Wn38cM/TWMBmd_4BVI/AAAAAAAAA_c/BP0IEhGs0cg/s200/juramento1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; mulher era branca e de cabelos lisos e compridos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Contra ele e os salafrários dos jurados porque não souberam cumprir o juramento prestado com a mão sobre os Santos Evangelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cobriu então a cabeça, receoso de que os espectros descritos pelo cabra pernóstico surgissem no seu quarto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim abalado, os fartos goles de quentão, que havia tomado durante a folia, entraram em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começou a transpirar com abundância e, depois, foi atacado por uma espécie de crise imaginaria que se prendia ao crime praticado por Joaquim Ferraz e o seu pagem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desenrolou-se na sua imaginação todo o cenário de sofrimentos da infeliz Manoela Maria: os rodeios e tretas de Ferraz para transviá-la, a vida escandalosa que ambos levaram na tapera velha, durante meses; os ciúmes e ameaças aterradoras do amante; o passeio no carreador do mato até chegar no cerne de cabriúva estendido ao lado do caminho, onde se assentaram até que viesse o negro Paulo, munido de um bom cabo de foice, a súplica que de joelhos, chorando com os braços cruzados na cabeça a amásia fazia para que não a desfigurassem cortando os seus longos cabelos; a ordem áspera dada ao pagem para que desse o golpe mortal; a ferocidade com que cortou os seios da vítima já prostrada no chão e os dois talhos longitudinais feitos no couro da cabeça com o fim de grudar e fixar, com o sangue que vertia e coagulava, a cabeleira grenha; a exumação do cadáver e a sessão do júri, duas únicas cousas que realmente testemunhara. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estranhou que nesta exumação o cadáver tivesse as feições da mártir Santa Filomena, que vira no quadro pendurado numa das paredes da sacristia da matriz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Notou também que o júri não se compunha do mesmo pessoal que ouvira com tanta atenção o seu depoimento;—o juiz tinha a figura de José Ribeiro, marido de Manoela Maria; o promotor a de Manoel da Cunha, senhor do sitio onde fora encontrado o cadáver: e os jurados homenzinhos com o tipo de foliões. Distinguiu a figura sua pessoa que se dirigia para prestar o juramento, quando o pulso forte de Manoel da Cunha o deteve, segurando-o pelo braço com um fortíssimo aperto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Despertou muito assustado e levantou-se com a imaginação muito exaltada.&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 136px; FLOAT: right; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576303129921344626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-dk2cGK3-v0w/TWMCJvLcVHI/AAAAAAAAA_s/88i2F4HIewg/s200/espectro%2B1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde então, durante meses, só se sentia bem com o dia claro e parte da noite enquanto havia lume, quando naturalmente, os fantasmas não se atreveriam a aparecer. Mas esse relativo estado de sossego era pago caramente quando tinha que se movimentar à noite, mesmo nas de luar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas sombras e figuras misteriosas se interpunham no seu caminho. Como se lhe arregalavam os olhos avistando ao longe uma vaca pintada, deitada no meio da rua! Quantas vezes deixou de olhar para traz, com o coração batendo fortemente, receoso de que visse espectros seguindo do perto os seus passos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas vezes os seus cabelos só eriçaram e as suas pernas bambalearam com a aproximação de um redemoinho de vento, por passar-lhe pela idéia o encontro que tivera o cabra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante este estado de excitação fantástica, tomou-se Moreira, de fato, de uma esquisita mistura de grande credulidade e imaginárias visões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por pouco, devido ao contido, não ficou o Bairro Alto envolvido numa atmosfera de sonhos e fantasias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranho como pareça ser, da própria credulidade dos moradores, adveio entrar o Bairro Alto nos moldes ambicionados por Joaquim Quaresma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O padre José Gomes, finório e no expediente pratico, fez anunciar que havia recebido de Roma relicários que, quando trazidos no pescoço podia, qualquer um, rezando o &lt;em&gt;magnificat&lt;/em&gt;, sem receio enfrentar o sobrenatural e afugentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim, com a distribuição larga destes relicários, deixou o Bairro Alto do ser um lugar mal assombrado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HUGO CAPETO&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-3528476463823798780?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/3528476463823798780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=3528476463823798780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3528476463823798780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3528476463823798780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/02/misterios-de-piracicaba-3.html' title='Mistérios de Piracicaba -3-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-H2hqJNCvniA/TWMBYjPBUgI/AAAAAAAAA_U/0NEt6P2zl2Y/s72-c/mosquete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-2753905098853862320</id><published>2011-02-10T04:26:00.000-08:00</published><updated>2011-05-16T19:53:58.691-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -2-</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AS ASSOMBRAÇÕES DO BAIRRO ALTO -1-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://006.free-counters.co.uk/count-025.pl?count=oli22&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://005.free-counters.co.uk/count-087.pl?count=oli28&amp;type=links&amp;prog=hit" width="150" height="26" border="0" alt="Free Counters" title="Free Counters"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;The following text will not be seen after you upload your website,&lt;br /&gt;please keep it in order to retain your counter functionality &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/trackers/" target="_blank"&gt;Trackers&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/help/counter/" target="_blank"&gt;Counter Help&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- End of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LDMgAaAZe08/TVPmYNik1GI/AAAAAAAAA98/UtSeYjfSpjg/s1600/bandeira%2Bdivino.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572050467613365346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-LDMgAaAZe08/TVPmYNik1GI/AAAAAAAAA98/UtSeYjfSpjg/s200/bandeira%2Bdivino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Na manhã seguinte a da noite da folia em casa do Moreira, logo depois &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;do almoço, o cabra pernóstico foi à casa de Joaquim Quaresma, proprietário de várias datas de terrenos no Bairro Alto. Era a ocupação de Quaresma o tirar esmolas para o Divino com uma bandeira bem enfeitada e um bom séquito de tocadores de violas, caixas, adufes e pandeiros, percorrendo as fazendas e povoados cantarolando, recebendo toda a sorte de ofertas que faziam, e, nessa exploração rendosa, era bem tratado e via a todos os dias novas faces e novas cenas. Era considerado como homem viajado e os seus conceitos muito acatados no Bairro Alto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Logo que o cabra assentou-se, contou com orgulho o efeito que a sua história de assombração produzira no ânimo do velho mineiro. Lavrou um tento, disse-lhe Quaresma, julguei que o meu compadre fosse um dos poucos desabusados desta vizinhança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;É dos desabusados que um abuso com minhas histórias, contadas ao meu modo, atalhou o cabra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Quaresma ponderou-lhe, então, que fazia mal estar cultivando no ânimo dos pobres crédulos, sem proveito algum, as suas fantásticas visões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; FLOAT: right; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572048648150529154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-E9n85MMY7Y0/TVPkuTg1NII/AAAAAAAAA9s/it0mNDO_3PA/s200/forca%2B1.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Contou-lhe que o Bairro Alto desvalorizou-se e perdeu muito desde quando reservaram uma das suas quadras de terreno para o Campo da Forca, chegando a ser considerado um lugar assombrado, que as suas casas muito isoladas umas das outras e as suas ruas assemelhando carreadores, eram um campo azado para nele figurarem os Saci-Pererês, boitatás e outras inventivas; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ew9_ugOAPv8/TVPlpZ2LRcI/AAAAAAAAA90/uq5TttjwIsw/s1600/boitat%25C3%25A1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572049663462950338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ew9_ugOAPv8/TVPlpZ2LRcI/AAAAAAAAA90/uq5TttjwIsw/s200/boitat%25C3%25A1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;que os moradores eram todos descendentes dos antigos povoadores, gente ignorante e supersticiosa, que vinham transmitindo de pais a filhos as histórias de lobisomens, cavalos sem cabeça e assim outras minhocarias, para as quais todos tinham boa disposição para ouvir e grande facilidade em acreditar; que era preciso que este estado de coisa tomasse outro molde e, portanto não continuasse com suas práticas inconvenientes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Se o meu compadre Moreira, disse Quaresma, deu crédito a você, isto advém, tão somente do fato de ter citado maliciosamente os nomes daquelas duas mulheres e também porque ele mora, há muitos anos, neste decanto onde aninhou-se a superstição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O compadre Moreira, continuou ele, andou muito tempo aborrecido, depois do julgamento no processo Joaquim Ferraz e seu pajem, porque como testemunha, contou só o que viu e ocultou tudo o que ouvira de sua própria mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;É o cãs: a negra Rita, mulher de Paulo, pajem de Joaquim Ferraz, viera à vila trazendo consigo uma rapariguinha sua filha, a fim de sujeitá-la ao tratamento de uma das mãos que fora apanhada e ralada pela cevadeira de mandioca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Ali na vila, a negrinha gritava a noite toda de dores e, para não incomodar a vizinhança, mudaram-na para uma pequena casa no quarteirão debaixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Muito bondosa, vendo a Rita tão isolada e só o que a negrinha teria apenas horas de vida, resolveu fazer-lhe companhia durante a noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Era já tarde quando, inesperadamente entrou seu marido, com a cabeça rapada, espantado e trêmulo, o que fez a Rita perguntar, exclamando: O que é que há, meu Deus?&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Paulo contou então, que no sítio no fim do carreador de fundo no mato, encontrou-se conforme combinado, com Joaquim Ferraz e a sua amante Manoela Maria, mulher de José Ribeiro; que Ferraz, tomando &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2PZGSrpJzZQ/TVPqsY9M-qI/AAAAAAAAA-E/nK-GqzNMM6U/s1600/martelo%2Bna%2Bcabe%25C3%25A7a%2Ba.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572055212321733282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2PZGSrpJzZQ/TVPqsY9M-qI/AAAAAAAAA-E/nK-GqzNMM6U/s200/martelo%2Bna%2Bcabe%25C3%25A7a%2Ba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;uma tesoura que trouxe consigo, tosquiou rente os cabelos dele, Paulo, e em seguida os da amante; que isto feito, ordenou-lhe que matasse a infeliz mulher e que, diante das súplicas desta, faltou-lhe o ânimo e então Ferraz, com a faca na mão, dissera: “não queres ficar ferro, negro” que mais de medo de morrer na ponta da faca do que o interesse de ficar liberto, dera a pancada fatal e ela tombou; que em seguida procederam o enterramento além do rumo, em terras de Manoel da Cunha, tendo antes disto ajustado a sua cabeleira na cabeça da defunta; que terminada esta tarefa disse Ferraz: “estamos garantidos., se descobrirem esta sepultura encontrarão entre os ossos os cabelos grenhos e hão de presumir que aqui foi enterrado um escravo de Manoel da Cunha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Contou mais, que na tarde última, fora descoberto o cadáver e, ao saber disso, o seu senhor dissera-lhe que fugisse para bem longe se não queria ser enforcado.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Nesta mesma noite, morreu a negrinha e depois do enterro a Rita, alucinada e em estado febril, desapareceu, sendo encontrada dias depois, morta, perto do córrego de Nha Flor; toda esfarrapada, cheia de arranhaduras pelo corpo e com as mãos apertando o peito.&lt;/span&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O que é assombroso em tudo isto, é que durante o dia quando o compadre Moreira andava procurando no mato de Manoel da Cunha madeiras para lavrar, dirigindo-se para um local onde havia ajuntamento de corvos, ali encontrou a sepultura já violada de Manoela Maria. Nesta mesma noite, a sua mulher aqui no Bairro Alto, desempenhando uma missão caritativa ouvia, sem esperar a narrativa que acabo de contar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Não tendo minha comadre revelado a quem quer que seja o que ouvira senão do marido, este, atendendo aos pedidos dos parentes de Ferraz, limitou-se a contar o que vira. Só mais tarde, depois do julgamento, quando o próprio Ferraz, um verdadeiro maluco gabava-se em liberdade, de suas ferocidades nessa tragédia é que começou a contar o que sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;Hugo Capeto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Observações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mantivemos o texto tal qual foi apresentado no original, fazendo apenas a correção ortográfica que se fazia necessário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Seria interessante ler também a introdução aos textos de Hugo Capeto, que está localizado nos Mistérios de Piracicaba -1-.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Apêndice&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Adufe: tipo de pandeiro quadrado de origem árabe, feito de madeira leve com membranas retesadas de ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Data: terreno retangular medindo de 20 a 22 metros por 40 a 44 metros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Desabusado: que não tem abusão, que perdeu a ilusão, preconceito ou superstição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Carreador: diz-se de ou caminho aberto no meio de uma lavoura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Azado: que é conveniente, oportuno, propício.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Boitatá: mito indígena simbolizado por uma cobra de fogo ou de luz com dois grandes olhos, ou por um touro que lança figi oekas vendas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Decanto: qualidade ou condição do que é decantável, exaltabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:85%;"&gt;Grenho: despenteado, desgrenhado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-2753905098853862320?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/2753905098853862320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=2753905098853862320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/2753905098853862320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/2753905098853862320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/02/misterios-de-piracicaba-2.html' title='Mistérios de Piracicaba -2-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LDMgAaAZe08/TVPmYNik1GI/AAAAAAAAA98/UtSeYjfSpjg/s72-c/bandeira%2Bdivino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-3277194599558525271</id><published>2011-02-09T03:03:00.000-08:00</published><updated>2011-05-16T19:55:58.206-07:00</updated><title type='text'>Mistérios de Piracicaba -1-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Loca de Pedra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://005.free-counters.co.uk/count-087.pl?count=oli29&amp;type=links&amp;prog=hit" width="150" height="26" border="0" alt="Free Counters" title="Free Counters"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;The following text will not be seen after you upload your website,&lt;br /&gt;please keep it in order to retain your counter functionality &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/trackers/" target="_blank"&gt;Trackers&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/help/counter/" target="_blank"&gt;Counter Help&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- End of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="Free Counters" border="0" alt="Free Counters" src="http://006.free-counters.co.uk/count-025.pl?count=oli20&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- End of Globel Code --&gt;&lt;strong&gt;Explicações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todas as avaliações que sejam feitas desta cidade, falando de seu explosivo desenvolvimento do início do século XX, de ter sido considerada com um Atheneu Paulista, por ser fonte geradora de múltiplos fatos dentro do ensino, do trabalho, das artes ou até mesmo lugar de vida de figuras ilustres, por ter se envolvido em revoluções, não muito se falou sobre seus costumes, seu misticismo, suas figuras do dia a dia, de sua habitualidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o firme propósito de vermos expostas facetas pouco conhecidas, eis que partimos em busca de verdades e/ou fatos dentro destas metas. Talvez alguns sejam pouco saborosos. Outros, o tema mostra-se tão irreal, que é obvio a capacidade de criação fantasiosa de quem redigiu.&lt;br /&gt;Em alguns capítulos a serem abordados, o relatado permanece imerso em uma névoa, onde a realidade mistura-se com a ficção, e perdemos os parâmetros para a exata avaliação. Em outros, é nítido que é um fato é ou ficção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns dos capítulos mencionados foram escritos sob o pseudônimo de “Hugo Capeto” e publicados no Jornal de Piracicaba na década de 1920 sob o título de “Mistérios de Piracicaba”, que iremos manter. Debalde os esforços feitos, não conseguimos identificar o nome da pessoa que escrevia sob este pseudônimo. Várias hipóteses foram aventadas, mas na ausência de qualquer comprovação, preferimos omitir estes nomes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A LOCA DE PEDRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando em 1877 o fragor da dinamite estilhaçando rochas e o rumor cavo e profundo dos alviões rasgando a terra, pouco mais longe onde a cidade acaba, para além do Bairro Verde, anunciavam o advento da primeira linha férrea, em Piracicaba, o local onde deveria construir-se a estação da Sorocabana era uma incógnita que comportava múltiplas soluções para os bons moradores desta antiqüíssima Constituição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="WIDTH: 5px; HEIGHT: 6px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571660187129329602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVKDa5cHt8I/AAAAAAAAA9k/6KMsfc27RNo/s200/Loca.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVJ3Dks75ZI/AAAAAAAAA9U/n4EGuARE_jA/s1600/loca%2Btrem.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; FLOAT: left; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571646592286188946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVJ3Dks75ZI/AAAAAAAAA9U/n4EGuARE_jA/s200/loca%2Btrem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certamente as rodas da via férrea atingiram a margem do ribeirão Piracicamirim e transpondo-o na bifurcação das estradas de Santa Bárbara e Rio das Pedras ou alhures, viriam terminar nas margens do rio Piracicaba, com de Araritaguaba (Porto Feliz) e pelas canoas e balsas que rio acima vinham abicar na Rua do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era esta, pelo menos, a solução dada àquela incógnita pelo antigo piracicabano, coronel José F. de Camargo, senhor de largo descortino comercial e grandes latifúndios, na baixada que fronteia o rio e por onde se estendem hoje a Rua Luiz de Queiroz e adjacências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então (quem nos conta esta historia é Harun-Al-Raschid, não o califa de Bagdá lendário e brumoso, mas, o outro, visível e palpável, o homem dos mistérios, que os guardas noturnos encapotados e friorentos vêm passar, por noite alta, nos lugares tenebrosos), então o Coronel José Ferraz concebeu o plano de uns vastos armazéns para cargas, com quartos sobressalentes para hospedarias e cômodos para negócios — e no quarteirão remanescente entre as ruas do Salto (R. Cristiano Cleopath) e do Rocio (R. Mns Manoel Francisco Rosa) lentamente foi levantando aquela comprida construção em pedra e ferro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, a 19 de maio daquele ano a estrada foi aberta ao trafego e a estação, falhando a todas as conjecturas, acabava por erguer se no Bairro Alto, pouco aquém do parque Barão de Serra Negra — e os vastos armazéns da Rua Luiz de Queiroz estacionaram também acima dos alicerces, sendo despedidos os pedreiros espanhóis que iam erguendo aquelas muralhas a dois mil e tantos réis por dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVJ6qEUeQmI/AAAAAAAAA9c/9Ow42p9_Yac/s1600/Planta%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 311px; FLOAT: right; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571650552143430242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVJ6qEUeQmI/AAAAAAAAA9c/9Ow42p9_Yac/s200/Planta%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mais de uma década havia decorrido, a hera e o musgo já se estendiam virentes e ovantes sobre a tosca alvenaria rejuntada com cimento, quando o primitivo plano foi modificado e construiu-se e sobradão de meio tijolo, com oito frestas superiores e quatro portas e outras tantas janelas no pavimento inferior, ficando apenas em arcadas obstruídas com tijolos a parte da alvenaria que confina com a Rua do Rocio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro sobrado ergueu-se mais tarde ao lado, as paredes da Rua do Salto foram levantadas e cobertas por um telhado e antes, bem antes do honrado Toretti instalar ali o seu honrado balcão, já o primitivo sobradão pintado do amarelo. Era o cortiço, conhecido pitorescamente pela denominação popular do — Loca de Pedra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortiço de vida noturna intensa pelos seus cubículos virgens de vassoura, onde a poeira negra dos anos decorridos se casa tão magnificamente com o viver anti-higiênico dos moradores, tem passado os vultos mais eminentes do cadastro policial - e à claridade baça das noites enluaradas, sob o rumor estrondoso das águas do Salto, ou nas noites tenebrosas em que o vento Sul fustiga os coqueiros da vargem e levanta em turbilhões a poeira grossa do macadame da rua, muitos dramas sinistros, bastas tragédias sangrentas tiveram por palco o pavimento escuro daqueles cubículos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «Prateleira», que atualmente expia numa das prisões da cadeia duas penas por crime de roubo com ferimentos e crime contra a honra iniciou-se na «loca d« pedra», onde o “Totico”, muito antes do conflito que lhe valera um tiro na barriga e vários meses de reclusão à sombra do xadrez, já ensaiava a cabeça contra o ventre dos antagonistas ou movia as pernas num fandango ao som da sanfona fanhosa do «Zé Estanislau»; outro «cabra famoso», lá das bandas de Capivarí, comparsa da «Loca de Pedra», que marca as suas entradas em Piracicaba com alguns pontaços de faca e varias passagens consequentes pelo banquinho dos réus, mas sempre absolvido! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Rocambole», «Guilhermino», Japonês, épicos varões da faca ou do porrete e tantos outros, cuja nomenclatura encheria tiras e tiras de papel e cujas façanhas enchem a crônica do cortiço, justificando a alcunha que circunda como uma auréola de fastígio — "Loca de Pedra"!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a fauna que a frequenta tem produzido tantos e tais espécimes, que avultam nos prontuários da Delegacia de Policia, não menos interessante é a flora que nele vegeta e também merecia uma descrição sucinta e breve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu desejaria apresentar a todos a tia Tereza, matrona precoce, curtida dia e noite pêlos vapores nauseabundos de uma cachaça ordinaríssima, a Julinha, um tenro botão de quinze anos de idade apenas e também fanado pelo álcool causticante de vastas camoecas , a Libânia Rita louçan e dengosa, um ciúmes vivo para as outras saias e um perigo constante a pairar por sobre os corações do sexo de calças, mas...já o galo cantou pela terceira vez: já o oriente empalidece ao clarão difuso das luzes da madrugada e tudo anuncia que o meu poder diabólico e evocativo é findo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;HUGO CAPETO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nota&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus pais sempre se referiam a este local quando passávamos nas cercanias do antigo Jardim da Ponte (hoje ocupado pelo Hotel Beira Rio e área da Biblioteca Municipal), ou quando caminhávamos pela Rua Luiz de Queiróz, ainda quando era criança. E deste tempo remoto, restou o vislumbre de sua base, e que avento a hipótese de ter sido as ruinas do referido local, hoje inexistentes, da loca de pedra...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVKDa5cHt8I/AAAAAAAAA9k/6KMsfc27RNo/s1600/Loca.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 229px; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571660187129329602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVKDa5cHt8I/AAAAAAAAA9k/6KMsfc27RNo/s200/Loca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alvião: &lt;span lang="PT-BR"&gt;instrumento de ferro constituído de um cabo de madeira, uma lâmina com feitio de enxada, de um lado, e uma ponta semelhante à da picareta, do outro, us. para cavar terra dura, arrancar pedras etc.; enxadão, marraco.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Loca: pequena gruta, furna, lapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camoeca: doença passageira, sem gravidade; achaque, embriaguez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fanar: cortar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fastígio: ponto ou lugar mais alto, cume, pico.s&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Macadame: Processo de revestimento de ruas e estradas que consiste numa mistura de pedras britadas, breu e areia, submetida à forte compressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ovante: triunfante, vitorioso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Virente: que verdeja, viçoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-3277194599558525271?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/3277194599558525271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=3277194599558525271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3277194599558525271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/3277194599558525271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/02/misterios-de-piracicaba-loca-de-pedra.html' title='Mistérios de Piracicaba -1-'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TVKDa5cHt8I/AAAAAAAAA9k/6KMsfc27RNo/s72-c/Loca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-6530324665158821173</id><published>2011-02-06T18:52:00.000-08:00</published><updated>2011-03-27T18:59:45.346-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9nmfEmi8I/AAAAAAAAA9E/hNa4YWGj4Vw/s1600/Makx%2BWeiser.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 287px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570785174954085314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9nmfEmi8I/AAAAAAAAA9E/hNa4YWGj4Vw/s200/Makx%2BWeiser.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.digits.com" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;img src="http://counter.digits.com/?counter={7bc60e37-cea7-b944-b918-c1a9fe91d81b}&amp;template=simple" &lt;br /&gt;     alt="Hit Counter by Digits" border="0"  /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;M A K S ...W E I S E L&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EXEMPLO.. DE.. VIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um povo sem passado&lt;br /&gt;É um povo sem futuro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo nada é estático. Tudo muda, molda-se, originando outros valores. E os primeiros valores vão sendo relegados a um segundo plano, caindo em desuso e finalmente, são varridos da memória humana por perderem a finalidade essencial pelo que existiram. Acabam sendo totalmente exterminados. É como dizia o poeta, “morrer totalmente que nem o nome subsista na memória de quem quer que seja...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fato que desejamos abortar é a fase inicial do desaparecimento de algo, especificamente neste caso, uma das fases do automobilismo em Piracicaba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9lUxraudI/AAAAAAAAA8c/1iWxFcAjqQo/s1600/maks%2Bcarro%2Bantigo%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; FLOAT: left; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570782671687825874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9lUxraudI/AAAAAAAAA8c/1iWxFcAjqQo/s200/maks%2Bcarro%2Bantigo%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Com a introdução dos veículos a explosão, em especial os carros, novos valores foram surgindo e agregados dentro da sociedade. Foi ele elemento de originou destaque dentro das classes mais abastadas, um elemento diferencial entre a nobreza e “os outros”. Também não deixou de representar o status de poder e força nestas fases iniciais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se de um lado tinha toda esta representatividade, os homens que o dominavam também viam nele algo que deveria ser aprimorado, lapidado, até que atingisse novos valores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um mero veículo com quatro rodas, onde seus ocupantes eram submetidos às intempéries, seu interior foi se aprimorando, atingindo conceitos melhores de conforto e beleza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De seu motor onde era necessário girar a manivela para colocá-lo em funcionamento, aprimoramentos continuaram a ser feitos, onde hoje simplesmente aperta-se um botão, e seu coração começa a rugir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De seu início com “gigantesca” capacidade de se fazer seus vinte, trinta quilômetros horários, hoje as velocidades habitualmente atingidas situam-se na escala dos cento e cinquenta a trezentos quilômetros horários. Em carros experimentais, o recorde situa-se acima de 1200 Km/h.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu preço antes proibitivo, cada vez mais foi diminuindo, sendo acessível de aquisição por uma grande fatia da população.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta ascensão que ocorreu em pouco mais de um século de existência, deve-se muito aqueles inconformados, que não se satisfaziam com o que era habitualmente oferecido, procurando sempre novos limites, almejando sempre novos valores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9lvsp-LjI/AAAAAAAAA8k/EXAtdEFu7KQ/s1600/Maks%2Bparis%2BDakar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 223px; FLOAT: right; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570783134196051506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9lvsp-LjI/AAAAAAAAA8k/EXAtdEFu7KQ/s200/Maks%2Bparis%2BDakar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas primeiras fases do automobilismo existia um certo glamour. Os valores sociais eram outros. E havia uma certa magia que envolvia aos fatos desconhecidos. Com o decorrer do tempo, ela foi esvaindo-se, com o desaparecimento das corridas de rua. A obrigatoriedade do uso dos autódromos, da tecnologia invadindo a capacidade mecânica dos pilotos e seus mecânicos fez sucumbir mais uma fase do automobilismo. Hoje, o que existe é o domínio do computador sobre a máquina. Raras são as competições que possuem ainda um certo glamour, como o rally Dakar, antigo Paris-Dakar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9mQSsF4EI/AAAAAAAAA8s/fxpLAYKifSk/s1600/maks%2Bcircuito%2Bcorrida.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; FLOAT: left; HEIGHT: 176px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570783694161305666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9mQSsF4EI/AAAAAAAAA8s/fxpLAYKifSk/s200/maks%2Bcircuito%2Bcorrida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se antes as primeiras corridas faziam-se pelas estradas européias, logo ao início do século XX elas foram proibidas, visto ao risco de atropelamentos e mortes que levavam aos que as assistiam.&lt;br /&gt;Esta proibição somente veio a acontecer no Brasil na segunda metade do século XX. Até nesta fase eram aceitas as corridas de rua, dentro das cidades. Não havia profissionalização entre os corredores, somente os novatos e os mais experientes. Os carros eram patrocinados pelas fábricas. Mas havia aqueles que retiravam valores do bolso e iam à luta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU--OP8jdiI/AAAAAAAAA9M/Gj4V1NPK-Vk/s1600/Maks%2Bcorrida.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 256px; FLOAT: right; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570880416088552994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU--OP8jdiI/AAAAAAAAA9M/Gj4V1NPK-Vk/s200/Maks%2Bcorrida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Maks Weisel foi um destes corredores. Abraçou Piracicaba como seu torrão natal, e entre sangue e lágrimas, erigiu o monumento que é sua vida. Destemido, sangrando os próprios bolsos para manter seu carro, foi um dos audazes pilotos ainda desta “fase romântica final” do automobilismo. Enfrentou as célebres corridas de rua não só em Piracicaba, mas em diversas cidades do Brasil. Teve suas glórias e decepções, sucessos, frustrações e angústias. Defendeu o automobilismo competitivo com extrema garra. Agiu tentando estabelecer um autódromo em Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste seu depoimento está o condensado de sua vida. É apenas uma breve visão de toda a trilha percorrida por este gigante. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9nMIUW4tI/AAAAAAAAA88/dl8rPR1COCg/s1600/Maks%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 290px; FLOAT: right; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570784722169553618" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9nMIUW4tI/AAAAAAAAA88/dl8rPR1COCg/s200/Maks%2B3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez Piracicaba embala em seus braços um filho adotivo, e esta Noiva da Colina pode jactar-se de ter Maks Weisel entre os de sua prole, assim como muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isto que orgulhosamente dizemos que ”que bebe água desta cidade sempre acaba voltando, e quem aqui está, invariavelmente colabora para sua grandiosidade como modo de agradecer aos frutos que dela colhe...” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ouvir o depoimento de Maks Weisel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;acione o seguinte endereço:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mXnxrr1KkKs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mXnxrr1KkKs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-6530324665158821173?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/6530324665158821173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=6530324665158821173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/6530324665158821173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/6530324665158821173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2011/02/m-k-s.html' title=''/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TU9nmfEmi8I/AAAAAAAAA9E/hNa4YWGj4Vw/s72-c/Makx%2BWeiser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-8342163845461918655</id><published>2010-09-23T19:42:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T16:20:50.920-07:00</updated><title type='text'>FRANCISCO DE CASTRO LAGRECA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img title="web counters" border="0" alt="web counters" src="http://006.free-counters.co.uk/count-081.pl?count=oli17&amp;amp;type=links&amp;amp;prog=hit" width="150" height="26" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aos Estudantes da Escola "Luiz de Queiroz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa terra feliz e coberta de opulência.&lt;br /&gt;Onde de ter nascido eu me orgulho e me ufano,&lt;br /&gt;Ergue-se para vós um templo soberano,&lt;br /&gt;Das lutas p'lo saber, das lutas pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhai por erguê-lo ao celeste oceano,&lt;br /&gt;Pois, dai-lhe a forte voz de vossa inteligência,&lt;br /&gt;Não o deixeis girar no eixo da decadência,&lt;br /&gt;E jovens, não fujais do combater insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 217px; FLOAT: right; HEIGHT: 324px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521612390173849266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC1Ns-1NrI/AAAAAAAAA1E/RQ1UUQWapao/s200/Francisco+Lagreca+b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bravo, grandes que sois em tão precoce idade,&lt;br /&gt;Eu gosto de vos ver lutando ao retumbar&lt;br /&gt;Da límpida canção azul da mocidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nesta frente altanada de heróis,&lt;br /&gt;A Deus peço que faça o louro fulgurar&lt;br /&gt;Brilhando como brilha um turbilhão de sóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1901&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rememorando&lt;br /&gt;Francisco de Castro Lagreca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Generalidades &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKAIYv_FGoI/AAAAAAAAA0s/LPtxnVc6Wwk/s1600/pomba_da_paz1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; FLOAT: left; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521422364447152770" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKAIYv_FGoI/AAAAAAAAA0s/LPtxnVc6Wwk/s200/pomba_da_paz1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São indecifráveis os propósitos do Todo Poderoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Minha mãe, católica fervorosa, mas não beata, de quem todos nós, filhos, aprendemos as primeiras lições, nunca deixou de incutir a submissão à Ele, a respeitá-Lo, honrá-Lo, e sempre ter receio de sua “varinha de algodão”. “Deus bate forte com vara de algodão”, dizia ela, quando queria referir-se ao castigo implacável que mais tempo, menos tempo viria Dele em função de nossos atos condenáveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas ao mesmo tempo não deixava ela de referir-se a Ele como o Justo dentro das ações meritórias (públicas os reservadas), que poderiam tardar, mas nunca deixariam de falhar no seu galardão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Frente a esta formação Cristã transmitida por minha genitora, posso dizer que muitas vezes não entendi Seus desígnios. Se a fidúcia alguma vez foi abalada devido aos tremores que faziam sentir faltar a terra sob meus pés, sempre houve uma alternativa, quase que milagrosa, que se impunha como solução das algaravias e enovelamentos que tentavam englobar e confundir nosso corpo e alma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em função destes conceitos, poderíamos dizer até pragmáticos, foi estabelecida minha existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 205px; FLOAT: right; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521411360961981506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TJ_-YQzx7EI/AAAAAAAAA0k/7OQW7JIb1jU/s200/250px-Charon_by_Dore.jpg" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não só por uma vez O senti levantar sua mão em minha defesa, desde incidentes graves na fazenda durante minha infância, bem como outras inúmeras vezes em que o anjo negro tentou me agarrar levando ao encontro a Caronte, barqueiro de Hades, para atravessar o rio Aqueronte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas havia mais missões a serem executadas antes desta grande e derradeira jornada. E agora, pressentindo que elas já tenham sido cumpridas em grande parte, conquanto ainda reste algum trabalho a ser realizado até que a moeda seja colocada sob a língua -o justo pagamento ao barqueiro-, sinto a necessidade de divulgar série de fatos pertencentes aos tempos passados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo agora, não posso deixar de ainda sentir a presença da saga, que sempre se faz presente, nos bons e maus momentos, a me acompanhar como imutável sombra. Constitui ela o anteparo mágico que se coloca entre eu e os maus acontecimentos, protegendo-me de ser prejudicado quando tomamos uma atitude ou executamos alguma ação. Os caminhos futuros são insondáveis, as sinuosidades que os envolvem são tão prolixas que se torna impossível prever com clareza o que ocorrerá no futuro, mas algumas vezes podemos sentir sua imagem lambuzada sombreando a porta do porvir. E assim, cabisbaixos ou não, avançarmos pouco a pouco mais no que nos reserva a roda da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Algumas vezes fui surpreendido pelas nuances do acaso. E estas passagens que me são resporadicamente reservadas não constituem mais que experiências existenciais. Já me acostumei a aceitar com certa resignação estes fatos, com plena intuição que eles não passam das eternas brincadeiras que o destino me reservava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fomos admitidos na Academia Piracicabana de Letras em 2010. Fomos honrados por esta digna Instituição a ocupar a cadeira número 25, em que o patrono é Francisco Lagreca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual não foi minha surpresa quando, procurando fatos sobre este ilustre personagem, muito pouco encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Insatisfeito com tal posicionamento, parti em busca de quem pudesse fornecer informações sobre ele. E fui encontrar estes dados em São Paulo com uma descendente familiar. Em viagem há alguns anos até Santa Domenica Talao, teve a informante a satisfação de confirmar os conhecimentos transmitidos oralmente a ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;História Familiar &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKANKxLM1-I/AAAAAAAAA08/1dZMS5btFkk/s1600/foto+geral+1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 303px; FLOAT: right; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521427621806397410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKANKxLM1-I/AAAAAAAAA08/1dZMS5btFkk/s200/foto+geral+1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nossa história começa na Itália, em pequena cidade da província de Cosenza, da Calábria, denominada de Santa Domênica Talao. Possui atualmente 35 Km2 e 1300 habitantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Neste local nasceu Pietro Paolo Francesco Lagreca, filho de Benigno Lagreca e Clorinda Campagna em 5 de outubro de 1857 e falecido em 01 de junho de 1944 em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 269px; FLOAT: left; HEIGHT: 348px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521616245288085874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC4uGZsKXI/AAAAAAAAA1M/VsLIFQnrJSY/s200/Cert+nasc+Pedro+Paulo+Lagreca+a.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pietro Paolo La Greca era filho de Benigno La Greca, nascido em 1810 e casado em 18 de fevereiro de 1849 com Clorinda Campagna, e (Benigno) já era advogado (dottore in legge).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Lagreca já se constituíam família diferenciada dentro desta província, visto que Don Giuseppe La Greca, último arcipreste de Santa Domenica Talao foi poeta e filósofo literário e ainda diversas de suas obras ainda são conservadas.&lt;br /&gt;Pietro Paolo F. Lagreca imigrou para Pernambuco com mais dois irmãos. Um permaneceu em Pernambuco, outro em Rio de Janeiro e o último em São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os motivos desta mudança são desconhecidos.. Uma das hipóteses especuladas seria que a Calábria teria sofrido grandes intempéries assim como toda a Itália (que era constituído por reinados). O sistema político italiano era praticamente feudal. A economia e o direito eram discutíveis. A fome e doenças imperavam. Em 1840 eclode surto de cólera. Em 1859 tratos entre Cavour e Napoleão III originaram lutas internas. Em 1860 surge Garibaldi com sua unificação dos diversos reinos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Provavelmente os irmãos preferiram enfrentar o desconhecido do que a própria situação que reinava na Itália, como veio ocorrer de forma exacerbada alguns anos depois.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pietro Paolo Lagreca veio a casar-se em 16 de outubro de 1880 com D. Maria Leopoldina de Castro Lagreca (filha de Francisco Rodrigues de Barros e Maximiana Rosa de Castro) em Piracicaba. Destas núpcias nasceram os seguinte filhos: Leopoldo, Francisco, José, Rosa, Leonor, Benigno, Gelsomina, Galilei, Zuleica, Silvério (Silvio 14/06/1895-Piracicaba 30/04/1966-São Paulo. Foi o primeiro técnico de seleção de futebol) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC75w6kL6I/AAAAAAAAA1U/wuY3LZK0KJM/s1600/Benigno+doc.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 224px; FLOAT: right; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521619744213708706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC75w6kL6I/AAAAAAAAA1U/wuY3LZK0KJM/s200/Benigno+doc.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Lagreca possuem extensa história ligada às artes. Provavelmente, devido ao berço que possuíam há mais de um século, com domínio sobre filosofia, poesia, seja, pessoas letradas e inclusive como figura proeminente na cidade, estes conhecimentos os faziam ressaltar dentro da comunidade de campesinos, que era a grande maioria da população dos reinados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Corroborando estes fatos,temos pequeno livro de anotações, de Benigno Lagreca, datado de 1839;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 241px; FLOAT: left; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521621387032111938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC9ZY4_q0I/AAAAAAAAA1c/fSeuGx-7IHQ/s200/Nascimento+Fco+Lagreca+a.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outro aspecto importante é o hábito que tinha Pedro Paulo Lagreca, pai de F. Lagreca em anotar o nome e a data do nascimento de todos os filhos em documentação própria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nascimento dir miei Figlinolo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Naque il mio primo figlio Leopoldo in giorno 1 di gennairo&lt;br /&gt;1882&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Naque il mio secondo figlio Francesco il giorno 17 di Febbraio del 1883&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Naque il mio terzo figlio Guseppo, il giorno 8 di Agosto 1884&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mi sono maritato il giorno 18 di outubro 1880&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como última conseqüência desta herança cultural, temos que o próprio Francesco Lagreca era formado advogado em 1906.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Família Lagreca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 450px; DISPLAY: block; HEIGHT: 412px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521807476947756994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKFmpP2RJ8I/AAAAAAAAA2c/cgdt_8_ucK0/s200/Fam%C3%ADlia+Pedro+Paulo+Lagreca+a.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao centro sentado Pedro Paulo Lagreca e sua esposa e segunda filha, Maria Leopoldina.&lt;br /&gt;Homens, da esq. p/ dir. Tio Petito (Silverino), tio Mezoco (Galileo), tio Zoca (José), vovô Benigno, tio Chico (Francesco). Faltou tio Nenê (Leopoldo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tempo e Obra &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há muito que me surpreendia sobre referências feitas por minha mãe (Antonieta Buzato Alleoni 1906-2001) de uma pessoa conhecida como o “Poeta de Piracicaba” ou segundo ela, o “Príncipe dos Poetas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seguramente meu primeiro conhecimento sobre esta pessoa ocorreu frente ao monumento do Soldado Constitucionalista, ainda nos meados da década de 1950, onde uma inscrição sempre me chamava a atenção desde tenra idade, e que era sempre referida por minha genitora como da autoria dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDHVXQ7qGI/AAAAAAAAA1k/z5BW1i99N4w/s1600/monumento-soldado+constitucionalista.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 222px; FLOAT: right; HEIGHT: 332px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521632312992442466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDHVXQ7qGI/AAAAAAAAA1k/z5BW1i99N4w/s200/monumento-soldado+constitucionalista.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Este é o valor da terra estremecida,&lt;br /&gt;É o poema à glória piracicabana!&lt;br /&gt;Pela Pátria a lutar, vida por vida,&lt;br /&gt;Tombaram com bravura soberana!&lt;br /&gt;Dor e martírio de uma raça forte,&lt;br /&gt;Que a luz e o ideal de um sentimento novo!&lt;br /&gt;Sobre estas pedras não existe a morte,&lt;br /&gt;Porque não morre quem defende um povo!” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dentro de nossa residência, algo que não faltava eram livros e mais livros, revistas das mais diversas, que eu lia avidamente com o maior prazer. Entre os livros de versos, também encontrava-se o de Francisco Lagreca, onde a colocação de palavras se fazia de forma altamente concatenada, marcante, e descritiva, para não falar, até com um sabor de magia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDJIGBHy8I/AAAAAAAAA1s/2Ct4mz_PJxg/s1600/Rio+Piracicaba+a.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; FLOAT: right; HEIGHT: 271px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521634284047682498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDJIGBHy8I/AAAAAAAAA1s/2Ct4mz_PJxg/s200/Rio+Piracicaba+a.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;"Bravio, intrépido, indomável,&lt;br /&gt;Como se fossem leões na jaula impenetrável,&lt;br /&gt;O rio, com as jubas crespas, vem rolando,&lt;br /&gt;Vem avançando,&lt;br /&gt;Numa fatal carreira,&lt;br /&gt;Até cair na pedreira.&lt;br /&gt;Ruge, reboa, atroa, fala, canta,&lt;br /&gt;E a espumarada ferve, referve,&lt;br /&gt;sobre o leito,&lt;br /&gt;Que é como o peito&lt;br /&gt;De um imenso gigante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pasmem: as linhas acima foram escritas quando ele tinha apenas seus treze anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outro encontro extremamente impetuoso que firmou minha convicção sobre este grande homem deu-se no ano de 2006, quando escrevendo o livro do Centenário do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, localizamos o texto abaixo reproduzido:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 417px; DISPLAY: block; HEIGHT: 461px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521640310593269026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDOm4pjrSI/AAAAAAAAA10/sAx1MAJx65o/s200/LAGRECA+a.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Há o amparo que nasce da hipocrisia e há o que nasce da sinceridade. O primeiro é fruto podre, caído de almas degeneradas; o segundo é a flor mais pura e mais formosa que todas as flores, e que só viceja no fundo dos corações verdadeiramente humanos. Neste Asilo se encontra o amparo que nasce da sinceridade. É um templo de infinito zelo e de infinita consolação, diante de cujos umbrais o meu pensamente se ajoelha reverente, e faz votos para que se prolonguem pela vida destes pobres asilados, a bondade, o carinho, as raras e imensas virtudes do seu fundador.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estas linhas, juntamente com sua produção de poemas, simplesmente vem endossar o homem com visão aquilina e sagaz que se fazia presente no jovem em plena juventude na Noiva da Colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuando a explorar esta alma excepcional que esteve presente na primeira metade do século XX, encontramos a descrição de locais que não mais existem hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechada, sem adornos, quase esquecida,&lt;br /&gt;A velha Santa Cruz, através dos contornos&lt;br /&gt;do ambiente&lt;br /&gt;Parece ter saudades de outra vida&lt;br /&gt;Quando ali se reunia e delirava a gente &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDa_09D4DI/AAAAAAAAA18/L4xRRNcXP-U/s1600/Capela+Sta+Cruz+mato.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 281px; FLOAT: right; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521653933237592114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKDa_09D4DI/AAAAAAAAA18/L4xRRNcXP-U/s200/Capela+Sta+Cruz+mato.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aspecto pobre, que simplicidade!&lt;br /&gt;Dos dias de fulgor nada mais resta...&lt;br /&gt;Naquele tempo todo o povo da cidade,&lt;br /&gt;Em bandos forasteiros,&lt;br /&gt;Vinha ali assistir aos encantos da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era o samba, o batuque, os tristes cantos,&lt;br /&gt;Dos violeiros, com seus prantos,&lt;br /&gt;Doces lembranças do país natal...&lt;br /&gt;A branca ermida, toda enfeitada,&lt;br /&gt;Com as flores mais belas,&lt;br /&gt;Sorria aos beijos puros das estrelas,&lt;br /&gt;No amplo docel da noite extática e aromal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, na paz de uma recordação,&lt;br /&gt;Está triste a pensar nas mortas alegrias,&lt;br /&gt;A volta da primavera,&lt;br /&gt;Os áureos sonhos dos passados dias... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Houve publicação póstuma em 1959 das “Poesias de Francisco Lagreca”, pela Editora José Aloisi Ltda onde estão depositadas 169 das suas obras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para continuar a sentir o perfil deste grande homem das letras, não poderíamos deixar de lembrar também trechos da &lt;strong&gt;Oração ao Salto&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu rio caudaloso, meu dolente rio&lt;br /&gt;Amo-te assim, indômito, bravio,&lt;br /&gt;No turbilhão das ondas rumorosas!&lt;br /&gt;Amo-te assim em vagas tumultuosas,&lt;br /&gt;Rolando pelas pedras desnegridas,&lt;br /&gt;Cantarolando estas canções sentidas&lt;br /&gt;Com que embala o sono da cidade,&lt;br /&gt;Nas horas de silêncio e de saudade!&lt;br /&gt;Amo-te assim, no horrendo deste abismo.&lt;br /&gt;Porque ouvindo tua voz, eu penso, eu sismo, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKF6jJjh94I/AAAAAAAAA2k/YfH_JMywD7M/s1600/Caudaloso+Piracicaba+a.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 358px; FLOAT: right; HEIGHT: 355px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521829362411894658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKF6jJjh94I/AAAAAAAAA2k/YfH_JMywD7M/s200/Caudaloso+Piracicaba+a.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Que vim de ti, do teu revolto seio,&lt;br /&gt;Para melhor sentir o meu anseio,&lt;br /&gt;Para que eu possa com orgulho amar-te&lt;br /&gt;E o teu canto levar para toda a parte!&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;Quantas vezes, olhando-te bem de perto&lt;br /&gt;Olhos parados, um olhar aberto,&lt;br /&gt;No êxtase musical dos teus rumores,&lt;br /&gt;Evoquei os teus velhos pescadores!&lt;br /&gt;Quantas vezes na angústia do segredo&lt;br /&gt;A fitar-te na sombra do arvoredo&lt;br /&gt;Por me vires descrente e solitário,&lt;br /&gt;Como um piedoso, místico, sudário,&lt;br /&gt;Recolhestes, nas dobras de teu manto,&lt;br /&gt;A amargura infinita de meu pranto!&lt;br /&gt;Quantas vezes. Ao luar beijando as ondas&lt;br /&gt;Que vem descendo louras e redondas,&lt;br /&gt;Ao culto enternecido do lirismo,&lt;br /&gt;Fiz de teu seio um suave misticismo...&lt;br /&gt;Meu Deus, Senhor, que me deste a glória&lt;br /&gt;Dos humildes na vida transitória,&lt;br /&gt;Faz com que minha alma vibre e cante,&lt;br /&gt;Este som, esta vida extasiante...&lt;br /&gt;Senhor! Quero que a vida alheia às dores&lt;br /&gt;Seja a perpetuação destes rumores:&lt;br /&gt;Águas rugindo na fatal corrida,&lt;br /&gt;Sonoras, vivas, como a própria vida!&lt;br /&gt;Senhor! Transforma o meu viver tristonho&lt;br /&gt;Nesse divino abismo dos meus sonhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso esta concatenação não nos fosse ainda plenamente satisfatória, teríamos como outra sobeja manifestação trechos do:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Piracicamirim&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desconhecido, humilde, ,&lt;br /&gt;Numa indolência sem fim,&lt;br /&gt;Desliza o Piracicamirim. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKFXdwFupRI/AAAAAAAAA2E/nnF8O1xANLQ/s1600/Piracicamirim.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 353px; FLOAT: right; HEIGHT: 281px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521790786769691922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKFXdwFupRI/AAAAAAAAA2E/nnF8O1xANLQ/s200/Piracicamirim.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem cachoeiras,&lt;br /&gt;Sem rumores,&lt;br /&gt;Numa florida devassa,&lt;br /&gt;Veste uns ares sombrios,&lt;br /&gt;Estremece de arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um chorão debruçado , entregue às mágoas&lt;br /&gt;Bebe toda a tristeza de há nas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ó riozinho&lt;br /&gt;Segue a tua sorte&lt;br /&gt;Na penumbra do silêncio&lt;br /&gt;Há muitas almas assim,&lt;br /&gt;Quando ficares triste,&lt;br /&gt;Da tristeza dos desiludidos,&lt;br /&gt;Recorda-te de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Homem&lt;/strong&gt; &lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 340px; FLOAT: right; HEIGHT: 312px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521800630022805474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKFgatEJl-I/AAAAAAAAA2M/4yQ7bIF9nls/s200/Francesco+Lagreca+a.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nascido nesta cidade, em 11 de março de 1883, Francisco Lagreca estudou no Colégio Piracicabano. Formou-se em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, tornando-se amigo de figuras notáveis da intelectualidade brasileira, tais como Olavo Bilac, Batista Cepelos , René Thiollier. Em 1906, bacharelou-se pelas "Arcadas" famosas e já se tornara conhecido pela beleza de seus versos. Conhecido como "O Poeta de Piracicaba".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já aos 13 anos de idade, Lagreca se revelara poeta de rara inspiração. Foi quando escreveu o poema "O Salto", que foi enviada a Olavo Bilac (2), despertou também poeta, Brasílio Machado(3) admiração e respeito. Foi inspirado no espetáculo descrito por Lagreca, em "O Salto", que Brasílio Machado escreveu o poema que se tornou um dos símbolos de "Piracicaba", no qual fixou a imagem da "Noiva da Colina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era casado com Luiza Capellari Lagreca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pertenceu a uma brilhante boemia literária, com Batista Capelos (1), Renê Thioilierm(4) , Olavo Bilac, Nóbrega de Siqueira. Bilac, ouvindo-o falar em público uma vez, empolgou-se com a veemência de sua frase, com a sugestão de sua figura de tribuno, denominando-o de “a tempestade vermelha”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 321px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521803734258419778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKFjPZPmCEI/AAAAAAAAA2U/qZjzBJgdS6Y/s200/Bilac+a.jpg" /&gt; "Adeus tempestade! Adeus amigo Golias" Um abraço de Olavo Bilac"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ganhou menção honrosa na Academia Brasileira de Letras com o livro “Cidade do Amor” em 1922.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi um dos participantes da “Semana de Arte Moderna de 1922, ao lado de Graça Aranha (5), Oswald e Mario de Andrade, Guilherme de Almeida e outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A monografia “Apologia de Arte Moderna”, publicada em 1923 é de sua autoria. Outro livro, “Alma Nova” foi adotado em todas as escolas primárias do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;Colaborou intensamente com os jornais "Diário da Manhã", "Diário de São Paulo", "A Manhã", "Jornal do Commercio", nas revistas "A Cigarra", "Vida Moderna" e outras publicações. Em Piracicaba, a sua intensa produção literária foi publicada no "Jornal de Piracicaba". Tinha conhecimentos com Cassiano Ricardo (6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entre os múltiplos relacionamentos que tinha, encontramos nomes como João Chiarini(7) , João Ferraz de Toledo(8) , Samuel Neves (9), João Sampaio, Virgilio Leonardo, Zeferino Bacchi (10), Antonio Calil, Pe Martinho Salgot, Hélio Penteado de Castro(11) , Benedito Dutra Teixeira (12), João Dutra (13), José Mello Ayres (14), Pedro Cofanni, Júlio Prestes FOTO, Emília de Castro Eça de Queiroz(15).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se abraçava ao panteismo, sabia respeitar e não denegrir outros valores filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por duas vezes escreveu nosso ilustre jornalista piracicabano Dr. Fortunato Losso Neto sobre esta marcante personagem que abrilhantou esta cidade. A primeira vez foi em 11 de dezembro de 1960, e que provavelmente constitui-se em depoimento único mostranto sua pessoa incisiva e marcante. Estas letras foram republicadas no Jornal de Piracicaba de 14 de novembro de 2010, e não poderíamos nos furtar de relembra-ls na íntegra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma das figuras piracicabanas mais interessantes do primeiro quartel deste século foi, sem dúvida, a do poeta e tribuno Francisco Lagreca. Seu aspecto físico um homenzarrão apoplético, cabelos de fogo, pele sardenta, olhar penetrante, induzia um temperamento ardente, uma personalidade pugnaz e combativa. Em parte, a impressão era verdadeira. Desde os bancos acadêmicos, Francisco Lagreca se revelou um inconformado com as injustiças e ficou célebre com seu opúsculo Em Defesa do Mestre, que&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;escreveu para defender Eça de Queiroz de críticas ao seu valor literário.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por toda a vida, esse homem curioso e cheio de aparentes contradições, mostrou a ardente chama que o consumia quando defendia pontos de vista, não só no terreno profissional como no jornalismo ou na política. Ninguém mais inflamado, numa oração popular. Seu verbo ribombava pela multidão, elevava a temperatura emocional dos ouvintes e na peroração já possuía todas as vontades coletivas a seu lado, e levaria o povo para onde quer que desejasse, para a revolução sangrenta ou para o voto em massa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu o conheci ainda na meninice. Residindo eu na rua da Boa Morte, Francisco Lagreca construiu uma casa residencial na área justamente de minhas andanças de moleque, o prédio onde hoje mora Luiz Dias Gonzaga (atual rua Alferes José Caetano esquina com a rua D. Pedro II). Passava por ali e via aquele homem grandalhão, de roupa clara e corrente de ouro atravessada no colete, de voz tonitroante, seguindo as obras, conversando com os pedreiros amistosamente. Foi nessa oportunidade que se me gravou fundamente a figura de Francisco Lagreca. O homem se achava ali na esquina vendo a construção quando transitava pela rua Alferes uma carroça tirada por animal muito magro, que visivelmente não conseguiu vencer o esforço necessário ao transporte de carga excessiva que enchia o veículo. E em dado momento fraquejou, dobrou os joelhos, arquejando. O carroceiro, em brutamontes sem entranhas, lept. lept, lept com a chibata no lombo do animal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma cena inédita para mim se de¬senrolou então: Francisco Lagreca atravessou a rua fuzilando, tomou violentamente das mãos do carroceiro o instrumento de tortura, e desandou numa saraivada de impropérios, em defesa do animal tão impiedosamente mal-tratado por aquele que lhe explorava o trabalho, até as últimas consequências. O bruto, atônito pelo inopinado da intervenção do causídico. e certamente lhe reconhecendo a determinação de enfrentar a situação, desmanchou-se em desculpas, alinhavando umas razões que ainda mais exasperavam o ardoroso defensor dos animais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com o decorrer dos tempos, pude acompanhar a atuação de Francisco Lagreca, como representante nesta cidade da Sociedade Protetora dos Animais, uma entidade do ação anodina e platônica,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;quando não tem homens que&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;sintam no fundo da alma, como o saudoso poeta piracicabano, toda a grandeza dessa solidariedade para com os pobres animais amigos do homem, Como São Francisco do Assis, Francisco Lagreca via nos entes irracionais que nos rodeiam algo de profundamente respeitável: o irmão cão, o irmão boi...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao que parece, Franciseo Lagreca está fazendo imensa falta em Piracicaba, na sua atuação&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;vigorosa em defesa dos pobres animais de trabalho. Vemo-los muito frequentemente magros, doentes, subnutridos, submetidos a excessivo trabalho, ao sol ardente, sempre pacientes, explorados por gente sem alma. Muitas vezes surpreendemos um olhar triste, uma expressão dolorosa nesses pobres companheiros, deste fundo vale de lágrimas. Será que a inspiração, o exemplo de bondade desse grande amigo dos animais não tocará a consciência desses brutos, fazendo ressurgir em nossa torra o espírito de caridade, que há tanto tempo desertou de seus empedernidos corações?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também as linhas abaixo são do jornalista Losso Neto: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Francisco Lagreca pode ser chamado o poeta de Piracicaba por excelência. Ninguém foi mais fiel, nem mais constante, em seu arrebatado amor pela cidade natal. Ninguém lhe descreveu as belezas naturais com maior paixão. (...) tudo fala gritantemente de Piracicaba, imprimindo uma veracidade tão fiel, que se sente o poeta e a terra em comovedora comunhão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal de Piracicaba de 23 de agosto de 1944, uma quarta feira, assim se referiu ao passe de Lagreca em primeira página:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Faleceu ontem nesta cidade o poeta Francisco Lagreca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cidade foi abalada por uma notícia infausta que a encheu de pesar: faleceu o poeta Francisco Lagreca, o suave cantador das belezas de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabrunhado ultimamente por pertinaz enfermidade, que o fez recolher-se por longos meses, retirado de toda a atividade pública, Francisco Lagreca veio a falecer ontem, às 11 horas, em sua residência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O dr. Francisco Lagreca era filho de do Sr. Pedro Paulo Lagreca e de d. Maria Leopoldina Lagreca, residente em São Paulo, era casado com a a sra. D. Luiza Lagreca deixa uma filha, casada com o sr. Dr. Nelson da Silva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixa os seguintes irmãos: Leopolde de Castro Lagreca, engenheiro residente em São Paulo; José de Castro Lagreca, advogado residente em São Paulo; Benigno de Castro Lagreca, residente nesta cidade; Galileu de Castro Lagreca, farmacêutico residente em Santos e Silvério de Castro Lagreca, dentista residente em São Paulo, Julieta, já falecida; Rosa, Leonor, Violeta, Helena, Zilpa (Zilma?) e Gersemina, todas casadas e residentes em São Paulo. Deixa ainda um neto, Francisco Lagreca da Silva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O seu sepultamento se dará hoje, às 12 horas, saindo o féretro da rua 15 de Novembro 1461.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Piracicabano apaixonado, plasmou em seus versos a terra natal, desde o frescor de suas madrugadas nevoentas até o poente incomparável da Rua do Porto, desde os oceanos verdes dos canaviais intermináveis até a grinalda imaculada do salto de Piracicaba. Se foi panteísta, soube ser também ... sentindo o rumo .... mas que sofrem na sua terra. ????&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Militou na política e como tribuno popular,conseguiu notoriedade. Arrastava multidões com sua voz trovejante, sua figura máscula, seus argumentos persuasivos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acompanhou o movimento modernista de nossa literatura com Graça Aranha, Osvald de Andrade, Mário de Andrade, Menoti Del Pichia, Brecheret, Guilherme de Almeida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi jornalista militante, colaborando intensamente no Jornal por muitos anos. Foi redator- fundador do Diário da Manhã de São Paulo, juntamente com Batista Cepelos. Colaborou com O Jornal do Comércio, A Manhã, Diário de São Paulo e em numerosas revistas dói país. Foi um dos iniciadores de Cassiano Ricardo no jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sua bagagem literária, grande e valiosa “Em Defesa do Mestre”, um magnífico estudo literário sobre Eça de Queiroz, “Alma Nova”, “Apologia da Arte Moderna”, Porque Não me Ufano de meu País” e outros livros a publicar, como Figuras de Proa, “Casa de Esquina”, “Exaltação”, Musa Humilde”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Francisco Lagreca candidatou-se à Academia Paulista de Letras, na vaga deixada por Gustavo Teixeira, vencendo-o Afonso Schmidt.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A legenda do Monumento aos Voluntários Piracicabanos, que se ergue na Praça 7 de setembro é de sua autoria, vencendo o concurso instituído pela Prefeitura Municipal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em seu livro “Alma Nova” recebeu menção honrosa da Academia Brasileira de Letras, com voto de louvor especial do acadêmico conde de Afonso Celso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de longa carreira no foro desta cidade de das cidades circunvizinhas, passou o dr. Lagreca a exercer o cargo de tabelião de Piratininga e ultimamente em Pederneiras, de onde se afastou por motivo de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cremos de importância a leitura cuidadosa destas poesias, pois nelas está descrita a Piracicaba da primeira metade do século XX, como o relatado no texto, e outras, como o Morro do Enxofre, o Jardim da Ponte e outros pontos da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.google.com/search?q=inauthor:lagreca&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;tbs=bks:1&amp;amp;ei=9B5YTLnPAsL38AbB_520Cw&amp;amp;start=20&amp;amp;sa=N&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras&lt;br /&gt;Em defesa do Mestre 1906&lt;br /&gt;Piracicaba Passado e Presente 1988?&lt;br /&gt;Porque não me Ufano de Meu País 1919&lt;br /&gt;Cidade do Amor 1922&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Sistema DEDALUS: Banco de Dados Bibliográficos da USP julho 2010&lt;br /&gt;Poesias de Francisco Lagreca Francisco Lagreca Editora Aloisi Ltda 1959&lt;br /&gt;Lar dos Velhinhos de Piracicaba A Saga e a Senda de um Ideal Olivio N. Alleoni Editora Unimed 2006&lt;br /&gt;Almanaque 2000 Memorial de Piracicaba, Cecílio Elias Neto Yangraf Gráfica e Editora&lt;br /&gt;Almanaque de Piracicaba 1955 Hélio M. Krähenbühl, Editora João Mendes Fonseca&lt;br /&gt;Jornal de Piracicaba 23 de agosto de 1944&lt;br /&gt;http://www.culturabrasil.pro.br/unificacao.htm&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Murillo_La_Greca&lt;br /&gt;Dicionário Houaiss da língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Notas&lt;br /&gt;1- Batista Cepelos figura na Poesia Simbolista de Péricles Eugênio da Silva Ramos. Sílvio Romero, ao tratar dos parnasianos, depois de citar Mário de Alencar, Goulart de Andrade e outros, acrescenta, em nota: "A estes devem-se juntar os recentes: Jonas da Silva, C. Porto Carreiro, Batista Cepelos e Luís Edmundo". Em verdade, Cepellos tinha traços mais simbolistas, sobretudo na obra Vaidades. No entanto, é justo que por causa de Bandeirantes, obra que mereceu prefácio de Olavo Bilac, seja inserido nesse rol de autores parnasianos.&lt;br /&gt;Enveredou também pelo romance realista, publicando O vil metal, em 1910, que mereceu crítica de Lúcia Miguel-Pereira, em sua Prosa de Ficção, página 139: "Também o poeta Batista Cepellos se mostrou, com O vil metal (1910), um naturalista retardatário. Nessa tentativa de estudar o meio argentário de São Paulo e a ação corruptora do dinheiro adivinha-se o autor superior à obra, mais narrador - e bom narrador, embora por demais preso a Eça de Queirós - do que criador. Algumas páginas cheias de vida e movimento, como as caricaturas do literato falhado e do falso jornalista, explorador dos ricaços, mal compensam o convencionalismo dos tipos".&lt;br /&gt;Teve os estudos financiados pelo senador Peixoto Gomide, e a convivência levou o escritor a apaixonar-se pela filha do senador. O casamento foi marcado, mas o político repentinamente assassinou a filha e, em seguida, se suicidou, revelando antes que os noivos podiam ser irmãos. O escritor, chocado, mudou-se para o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Em 1915, foi nomeado promotor público para Cantagalo, localidade do interior do estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Tentara, por três vezes sem êxito, ingressar na Academia Brasileira de Letras. No mês da inauguração do Teatro Trianon, a Companhia de Cristiano de Sousa levou à cena a peça Maria Madalena, tendo feito onze apresentações, incluindo um festival de homenagem ao poeta-dramaturgo agendado para o dia 10 de maio que acabou não ocorrendo.&lt;br /&gt;Cepelos foi encontrado morto junto às pedras da praia que existia na rua Pedro Américo, no Catete. Não se sabe, até hoje, se teria se suicidado ou caído acidentalmente, pois era míope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.&lt;br /&gt;Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista. Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Brasílio Augusto Machado de Oliveira (mais conhecido como Brasílio Machado) nasceu em São Paulo, em setembro de 1848. Cursou Direito nas "Arcad-as", onde foi contemporâneo de Rui Barbosa, Castro Alves, Afonso Pena e Rodrigues Alves. Casou-se com Dona Maria Leopoldina de Sousa e, depois de formado, foi promotor em Piracicaba, autor da expressão "Noiva da Colina", para home¬nagear a cidade. De volta a São Paulo, foi professor da Faculdade de Direito e, como advogado, precursor do uso da Medicina Legal no estudo e resolução de crimes. Foi membro da American Academy of Political and Social Science e, como escritor, foi fundador e primeiro presidente da Academia Paulista de Letras; autor das obras: Madressilva, Discursos, José de Anchieta e Obras Avulsas. Na Academia criou a expressão, até hoje famosa, "Paulista de 400 anos".&lt;br /&gt;Brasílio não teve êxito na carreira política. Durante o Império, pertenceu ao partido Liberal e, apesar de monarquista intransigente era respeitado pelos republicanos. Faleceu em 5 de março de 1919.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- René Thiollier (São Paulo, 1882 - 1968) foi um advogado e escritor brasileiro.[1] Seu pai foi o francês Alexandre Honoré Marie Thiollier e sua mãe Fortunata de Souza e Castro Thiollier, irmã da Baronesa de Itapetininga e Baronesa de Tatuí, proprietária de todo o vale do Anhangabaú, Antonio Bento de Souza e Castro, o abolicionista e Clementino de Souza e Castro, o Presidente da Intendências no período entre a Monarquia e a República. Clementino ocupou o cargo de Presidente das Intendências, cargo que foi o embrião para o título de Prefeito.&lt;br /&gt;René Thiollier foi um intelectual que deu uma enorme contribuição para São Paulo. Estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, do Largo de São Francisco, formando-se na turma de 1906. Foi um dos fundadores do TBC - Teatro Brasileiro de Comédia, era conselheiro no Liceu de Artes e Ofícios. Foi um importante organizador da Semana de Arte Moderna em São Paulo. Amigo do prefeito Arthur Bernardes, foi René Thiollier quem conseguiu alugar o Teatro Municipal, pagando o aluguel de seu próprio bolso, dando como garantia seus bens pessoais, para que o evento tão polêmico e revolucionário nas artes, tivesse um palco a altura de tão importante evento cultural. René Thiollier ainda pediu ao Presidente do Estado, seu amigo também, para que patrocinasse parte da vinda dos artistas do Rio de Janeiro para a tão esperada Semana de 22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- José Pereira da Graça Aranha (São Luís, 21 de junho de 1868 — Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1931) foi um escritor e diplomata brasileiro, e um imortal da Academia Brasileira de Letras, considerado um autor pré-modernista no Brasil, sendo un dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922[1].&lt;br /&gt;Devido aos cargos que ocupou na diplomacia brasileira em países europeus, ele esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiam na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura brasileira, rompendo com a Academia Brasileira de Letras por isso em 1924.&lt;br /&gt;Nascido em uma família abastada do Maranhão, Graça Aranha graduou-se em em Direito pela Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.&lt;br /&gt;Assumiu o cargo de juiz de Direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Nesse município ele buscou elementos necessários para criar sua obra mais importante, Canaã. Esta é um marco do chamado pré-modernismo, publicada em 1902, junto com a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha.&lt;br /&gt;Graça Aranha apresentou uma visão filosófica e artística assimilada de fontes muito diferentes e às vezes contraditórias.&lt;br /&gt;Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores, quando pronunciou o texto A Emoção Estética na Arte Moderna, defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do "Espírito Novo" apregoado por Apolinnaire[2]. Rompe com a Academia Brasileira de Letras em 1924, a qual acusou de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar "Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Cassiano Ricardo (26/07/1895, São José dos Campos (SP - 14/01/1974, Rio de Janeiro (RJ) )&lt;br /&gt;Cassiano Ricardo Leite era filho de Francisco Leite Machado e Minervina Ricardo Leite. Fez os primeiros estudos na cidade natal. Iniciou o curso de Direito em São Paulo, concluindo-o no Rio, em 1917.&lt;br /&gt;De volta a São Paulo, participou do movimento de reforma literária iniciada na Semana de Arte Moderna (1922). Também fez parte dos grupos nacionalistas "Verde Amarelo" e "Anta", ao lado de Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Cândido Mota Filho e outros.&lt;br /&gt;No jornalismo, Cassiano Ricardo trabalhou como redator no "Correio Paulistano", e dirigiu "A Manhã", do Rio de Janeiro. Em 1924, fundou a "Novíssima", revista literária dedicada à causa dos modernistas e ao intercâmbio cultural pan-americano. Também foi o criador das revistas "Planalto" (1930) e "Invenção" (1962).&lt;br /&gt;Em 1937 fundou, com Menotti del Picchia e Mota Filho, a "Bandeira", movimento político que se contrapunha ao Integralismo. Dirigiu, na mesma época, o jornal "O Anhangüera", que defendia a ideologia da Bandeira, condensada na fórmula: "Por uma democracia social brasileira, contra as ideologias dissolventes e exóticas." Também pertenceu ao Conselho Federal de Cultura, à Academia Paulista de Letras e à Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;Poeta de caráter lírico-sentimental, em seus primeiros livros, "Dentro da Noite" (1911) e "A Flauta de Pã" (1917), ainda está preso ao Parnasianismo. A partir de "Vamos Caçar Papagaios" (1926) adere ao movimento de 1922, embora ainda não tenha superado a sensibilidade parnasiana.&lt;br /&gt;Sua linguagem incorpora os valores da prosa, com definições e explicações freqüentes, mas sem prejuízo da linguagem poética. Obras mais expressivas: "Borrões de Verde e Amarelo" (1927), "Martim Cererê" (1928) e "Marcha para Oeste" (1940).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhou de perto as experiências do Concretismo e do Praxismo, movimentos da poesia de vanguarda nas décadas de 50 e 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Folclorista piracicabano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Agricultor, exportador de laranjas na primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- Médico e prefeito de Piracicaba da primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Médico oftalmologista em Piracicaba no século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11- Professor da Escola Normal Sud Menucci de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12- Prof de música do Colégio Assumpção, Escola Nornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13- Professor de artes e pintor de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14- Último Diretor Vitalício da ESALQ- professor de química da ESALQ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15- Esposa de Eça de Queiroz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obs. do autor:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontramos três grafias do sobrenome: Lagreca, Lagrecca e La Greca, todos pertencentes à mesma família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-8342163845461918655?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/8342163845461918655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=8342163845461918655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/8342163845461918655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/8342163845461918655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2010/09/francisco-de-castro-lagreca.html' title='&lt;strong&gt;FRANCISCO DE CASTRO LAGRECA&lt;/strong&gt;'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/TKC1Ns-1NrI/AAAAAAAAA1E/RQ1UUQWapao/s72-c/Francisco+Lagreca+b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-645452078013013166</id><published>2010-03-15T19:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T19:06:25.787-07:00</updated><title type='text'>Memorial Piracicabano: Prof. Dr. Nagib Nassar</title><content type='html'>&lt;a href="http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2010/03/prof-dr-nagib-nassar.html"&gt;Memorial Piracicabano: Prof. Dr. Nagib Nassar&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-645452078013013166?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2010/03/prof-dr-nagib-nassar.html' title='Memorial Piracicabano: Prof. Dr. Nagib Nassar'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/645452078013013166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=645452078013013166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/645452078013013166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/645452078013013166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2010/03/memorial-piracicabano-prof-dr-nagib.html' title='Memorial Piracicabano: Prof. Dr. Nagib Nassar'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-5684146059239958198</id><published>2010-03-15T11:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T19:05:21.931-07:00</updated><title type='text'>Prof. Dr. Nagib Nassar</title><content type='html'>&lt;!-- Start of Globel Code --&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.free-counters.co.uk/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://006.free-counters.co.uk/count-002.pl?count=oli01&amp;type=links&amp;prog=hit" width="150" height="26" border="0" alt="counters" title="counters"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;The following text will not be seen after you upload your website,&lt;br /&gt;please keep it in order to retain your counter functionality &lt;br /&gt;&lt;br&gt;Do your betting in casinos and enjoy it more. and further it can be said that quality 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A conseqüência prática desta pesquisa foi a implantação de uma mandioca modificada na costa leste da África, com maior teor protéico, colaborando na diminuição da fome naquele continente. ((WWW.youtube.com procurar por MEMORIAL PROF. NAGIB NASSAR &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9YWo4KTPung"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9YWo4KTPung&lt;/a&gt; ). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rememorando, Prof. Dr. Nagib Nassar (19/09/1938), egípcio nascido em Asyut, professor da Universidade do Cairo, chegou ao Brasil em setembro de 1974 e exerceu atividades junto ao Departamento de Genética da ESALQ, da Universidade de Goiás, Rio Grande do Sul, Viçosa, Brasília, Pan American Center CATIE. Naturalizou-se brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, mesmo aposentado e enfrentando alguns problemas de saúde, este incansável pesquisador não esmorece em seu intuito de deixar seu nome indelevelmente marcado como elemento que durante sua existência lutou para combater o terrível flagelo da fome mundial. Suas pesquisas mostraram variedade de mandioca que possui maior quantidade proteica que outras. Agora suas pesquisas identificaram uma variedade pouco conhecida de mandioca que possui até 50 vezes mais de caroteno e 20 vezes mais a dosagem habitual de zinco e ferro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo que venhamos a falar sobre este cidadão será pouco para poder agradecer o seu trabalho aos mais voltado aos necessitados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A única forma de podermos expressar por todos nós e por todos aqueles cujos aplausos talvez não possam chegar até esta fortaleza é: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Muito obrigado por tudo, por uma vida dedicada a melhorar a existência dos homens, Prof. Nagib Nassar.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 82px; DISPLAY: block; HEIGHT: 80px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448958280623251426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/S56Wr7h43-I/AAAAAAAAAow/kZY-iTW7gfY/s320/isis.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;P.S.&lt;br /&gt;O B-caroteno é substância primordial para produção de vitamina A, atuando na proteção da retina e proteção do tecido epitelial do corpo humano. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Notícias mais detalhadas poderão ser lidas nos sites abaixo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/09/cidades,i=178388/MANDIOCA+AMARELA+TEM+ATE+50+VEZES+MAIS+CAROTENO+QUE+A+VARIEDADE+COMUM+DA+RAIZ.shtml"&gt;http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/09/cidades,i=178388/MANDIOCA+AMARELA+TEM+ATE+50+VEZES+MAIS+CAROTENO+QUE+A+VARIEDADE+COMUM+DA+RAIZ.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scidev.net/en/editor-letters/indigenous-cassava-key-to-tackling-malnutrition.htm"&gt;http://www.scidev.net/en/editor-letters/indigenous-cassava-key-to-tackling-malnutrition.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69217"&gt;http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69217&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=602"&gt;http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=602&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blognassif.blogspot.com/2008/09/nagib-mohammed-abdalla-nassar-phd.html"&gt;http://www.blognassif.blogspot.com/2008/09/nagib-mohammed-abdalla-nassar-phd.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e muitos outros sites na internet.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-5684146059239958198?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/5684146059239958198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=5684146059239958198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5684146059239958198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5684146059239958198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2010/03/prof-dr-nagib-nassar.html' title='Prof. Dr. Nagib Nassar'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/S558eGtr6FI/AAAAAAAAAoo/zWisKETBRLM/s72-c/Nagib+Nassar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-7150761473842601744</id><published>2009-08-06T09:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T09:39:32.197-07:00</updated><title type='text'>Frei Paulo Maria de Sorocaba</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.music-trends.net/" target="blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Website counter" hspace="0" src="http://fully-sick-counters.net/1440156-7B4D136CF7B1AE304C18EE27D9437148/counter.img?theme=01&amp;amp;digits=4" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns1Wa_oVeI/AAAAAAAAAW0/1AIv2MjNX-4/s1600-h/frei+Paulo+a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366942040261678562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns1Wa_oVeI/AAAAAAAAAW0/1AIv2MjNX-4/s320/frei+Paulo+a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Escrevo somente para mostrar a&lt;br /&gt;grande misericórdia de Deus para&lt;br /&gt;comigo, pobre pecador”.&lt;br /&gt;Frei Paulo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Desde menino eu sentia atração para São Francisco de Assis. Meu pai contava algo a respeito dos capuchinhos do seminário de São Paulo, os quais eram capelães do Convento de Santa Clara, em Sorocaba. Desejava ser frade. Diziam-me, porém que brasileiro não podia: era proibido por lei do Império (lei feita mas não aprovada). Como eu gostasse de desenhos, os amigos de meu pai queriam mandar-me estudar na Europa; meu pai permitia de boa vontade, minha mãe era um pouco contrária. Eu, sempre fraco, adoentado, medroso e acanhado, não tinha muita vontade. Mas Deus Nosso Senhor me preservou dos perigos que poderia encontrar na escola de desenho, pintura, etc. Ele me guardava para ser filho de São Francisco, seu querido imitador.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns5PYKcUqI/AAAAAAAAAXE/_QCUJLYmVc4/s1600-h/Sorocaba+1886+4.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366946317289149090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns5PYKcUqI/AAAAAAAAAXE/_QCUJLYmVc4/s320/Sorocaba+1886+4.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Continuava desenhando, com 14 anos entrei a trabalhar com meu tio materno, pintor de casas, ficando com ele até 1888, quando comecei a trabalhar por conta própria. Em 1891 comecei a aprender fotografia, no que trabalhei o8 anos. Interrompi o serviço por certo tempo e depois reiniciei, mas já sem gosto, ainda mais que neste tempo minha querida mãe faleceu. A família foi indo: o pai viúvo, o irmão mais velho casado, o mais moço estudando música. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Em 30 de outubro de 1899 faleceu meu pai. Como eu estava noite e dia à sua cabeceira, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntKmTXcq5I/AAAAAAAAAYE/TkRhCTp8MkI/s1600-h/Sorocaba+1903.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366965402836183954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntKmTXcq5I/AAAAAAAAAYE/TkRhCTp8MkI/s320/Sorocaba+1903.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nesse mesmo dia resolvi entrar no convento. Após trabalhos e todas as dificuldades que se podem imaginar- sempre porém com esperança de conseguir- a 25 de dezembro desse mesmo ano fui a São Paulo, ao convento de São Francisco, onde me atendeu Frei Vicente de San Giácomo, que chamou o Superior, frei&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns2JYT1pcI/AAAAAAAAAW8/jCdHGvesUMY/s1600-h/Bernardino+Lavalle.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366942915714459074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns2JYT1pcI/AAAAAAAAAW8/jCdHGvesUMY/s320/Bernardino+Lavalle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Bernardino de Lavalle&lt;/strong&gt;. Como achasse que eu não suportaria o rigor da Ordem, aconselhou-me a it ter com os Salesianos ou Jesuítas. Nós, para irmãos, já temos muitos, disse. E para estudar, só sendo menino. (Ele pensava que eu tinha vontade de ser irmão leigo, sendo já minha idade longa).&lt;br /&gt;Oh! Que decepção. Voltei a Sorocaba triste, mas sempre com esperança. Neste tempo começou em Sorocaba a epidemia de febre amarela, da qual fui vítima, ficando muito mal. O confessor que chamei disse-me, entretanto, que eu não morreria, pois ainda havia de ser religioso capuchinho. Tendo sarado, lembrei-me de escrever ao cônego Lessa, que já havia anos residia em São Paulo e era amigo de nossa família. Depois de ter falado com Frei Bernardino de Lavalle, escreveu-me o cônego, fazendo-me ver os deveres do irmão capuchinho: cozinhar, lavar, varrer, etc. se eu queria sujeitar-me, podia vir e experimentar se agüentaria.&lt;br /&gt;Respondi que com a graça de Deus, estava pronto para tudo. Ah! Como senti o coração bater forte de contentamento. Chegado o dia da partida, meu irmão casado me acompanhou até a estação, abraçamo-nos e pronto.&lt;br /&gt;Em São Paulo o Cônego levou-me à Igreja de São Francisco da Ordem Terceira. Era o dia 2 de agosto de 1900 e conduziu-me à Igreja de Santo Antônio para lucrar a indulgência de Porciúncila. No convento de São Francisco o Pe. Bernardino de Lavelle mostrou-se contentíssimo. Lembrei-me do que ele dissera em dezembro – é melhor ir com os jesuítas- e então me veio à mente que em pequeno, meu pai era alfaiate, fazia batinas para coroinhas e eu servia de manequim. Minha mãe olhava e dizia: Parece jesuíta. Magro como santo de roça, que é só rosto mãos e o mais sarrafos...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns6CRzUyqI/AAAAAAAAAXM/sLOvOzA9BmM/s1600-h/Felix+Lavalle.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366947191754902178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns6CRzUyqI/AAAAAAAAAXM/sLOvOzA9BmM/s320/Felix+Lavalle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dia 6 o frei Bernardino me levou a Piracicaba, aonde chegamos à tarde. Depois do jantar fui entregue ao Padre Mestre de Noviços, &lt;strong&gt;frei Felix de Lavalle&lt;/strong&gt;. Já no dia 7 comecei a ajudar na cozinha, lavar, serrar lenha, etc, e assistir conferências do Pe. Mestre.&lt;br /&gt;Dia 11, cerca de 4.30 da tarde, foi a vestição, quando deixei o João Batista de Melo para receber o frei Paulo M. de Sorocaba. Era vigília de Sta. Clara. -Então frei Paulo, vamos experimentar? Você acostumará? Oh! Se Deus quiser, com Sua Santa Graça, havemos de perseverar. Irmãos, parentes, conhecidos e colegas: adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Paulo M. de Sorocaba&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década de 1870:&lt;/strong&gt; Sorocaba está em plena explosão de civilização.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns6_GQVgnI/AAAAAAAAAXU/bToU23i-_RM/s1600-h/Teatro+s%C3%A3o+raphael+Pedro+Neves+dos+Santos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366948236627378802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns6_GQVgnI/AAAAAAAAAXU/bToU23i-_RM/s320/Teatro+s%C3%A3o+raphael+Pedro+Neves+dos+Santos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Começara a construção da Estrada de Ferro Sorocabana, que trouxe consigo muita gente culta, comerciantes e artesões. Possuía já nesta época o &lt;strong&gt;teatro São Raphael&lt;/strong&gt; (fundado em 1844), jornais, bandas de música, orquestra, e a população tinha oportunidade de assistir espetáculos com artistas famosos, companhias líricas e similares. O teatro também era utilizado pelas famílias abastadas em suas reuniões festivas.&lt;br /&gt;João Batista Dimas de Melo (Frei Paulo Maria de Sorocaba) nasceu em 24 de junho de 1873 em Sorocaba na Rua da Santa Cruz da Composição, em plena noite de São João. Filho de Pedro Rodrigues de Melo e Frutuosa da Rocha Pinto, descendentes de índios do Rio Grande do Sul. Apesar de pessoas humildes e piedosas, souberam educá-los santamente. Seu pai era alfaiate, confeccionando batinas para coroinhas e também músico, fundador da Banda de Música Sete de Setembro (de Sorocaba) e provavelmente ensinou-lhe os rudimentos musicais, que depois foram desenvolvidos.&lt;br /&gt;Era o terceiro filho do casal com nove filhos, cinco dos quais deixaram a existência na infância: Joaquim, Antonio Demétrio, João Evangelista, Antonio Leocádio, Maria Germano e Antonio Mateus. José Raimundo faleceu em 9 de agosto de 1908, o penúltimo, Francisco Dimas de Melo, pintor profissional, regente da Banda de Música Santa Cecília (de Sorocaba) faleceu em 31 de agosto de 1936 vítima de queda de escada quando trabalhava na pintura da Santa Casa.&lt;br /&gt;Seu avô materno, José do Pinho, foi exímio armador de presépios, executando as próprias peças que necessitava. Torna-se óbvio que este fato deve ter exercido atração sobre o menor, em plena fase de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns78vssn-I/AAAAAAAAAXc/RmORIRKeCck/s1600-h/frei+c+crian%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366949295724208098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns78vssn-I/AAAAAAAAAXc/RmORIRKeCck/s320/frei+c+crian%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As primeiras noções de desenho, quem as transmitiu por volta de 1885 foi um engenheiro que lhe ensinou os traçados geométricos a mão livre. Seu nome seria Esmiel (o nome inteiro foi perdido). No ano seguinte, recebeu aulas de Antonio José da Rosa, ourives, desenhista, entalhador e músico. Recebeu aulas de desenho a “crayon”, aprendendo a desenhar figuras, retratos, gravuras litografadas.&lt;br /&gt;Quando este mestre mudou-se de Sorocaba, os admiradores das qualidades artísticas do menino, pessoas de posse e amigas de sua família quiseram mandá-lo estudar na Europa, mas a sua timidez e falta de coragem em afastar-se do lar contribuíram significativamente na recusa da oferta.&lt;br /&gt;João Batista começou aos nove anos a aprender violino com Salustiano Zeferino de Santana, estudando no próprio instrumento do pai e que conservou até sua morte. Deveria tocar bem, visto que quatro anos após, durante a visita de uma companhia lírica espanhola, havia sido convidado para ser o primeiro violinista, o que declinou por timidez.&lt;br /&gt;Em 30 de outubro de 1899 seu pai vem a falecer. Fica extremamente abalado com o fato e é neste tempo que tenta pela primeira vez adentrar à Ordem Franciscana dos Frades Capuchinhos.&lt;br /&gt;Em sua primeira tentativa de adentrar à &lt;strong&gt;Ordem,&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns95lYrWOI/AAAAAAAAAXk/IBrZ9iKKdxo/s1600-h/convento+s+fco+1862.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366951440439531746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns95lYrWOI/AAAAAAAAAXk/IBrZ9iKKdxo/s320/convento+s+fco+1862.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; foi desestimulado, retornando novamente a Sorocaba. Nesta fase, vem adoecer seriamente de febre amarela. Quando fazia a recomenda do corpo, o religioso que o atendia estimulou-o, dizendo que não iria morrer.&lt;br /&gt;Depois de curado, parte novamente em agosto de 1900 para São Paulo, decidido mais do que nunca a cumprir seu objetivo. Frei Bernardino de Lavalle o enviou à Piracicaba no convento do Sagrado Coração de Jesus, onde permaneceu alguns dias observando a vida capuchinha. No dia 9 de agosto fez a vestição.&lt;br /&gt;O irmão, que havia iniciado o noviciado em 1900, recebeu o hábito em Piracicaba e adotou o nome de Frei Paulo Maria de Sorocaba. Como não tivesse feito os estudos clericais, era um simples irmão leigo. Foi enviado à Taubaté, onde exerceu as atividades de porteiro, cozinheiro e sacristão. Nas horas vagas é que estudava violino e harmonia musical.&lt;br /&gt;Antes de partir para a Itália, entre 1903 a 1906 foi mandado para o interior do sul de São Paulo a fim de catequizar indígenas e formar povoados de Campos Novos de Paranapanema.&lt;br /&gt;Voltou doente destas obrigações, tendo permanecido em São Paulo para tratar-se.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntEeTJRwcI/AAAAAAAAAXs/HkdLtztPMa8/s1600-h/Neve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366958668268028354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntEeTJRwcI/AAAAAAAAAXs/HkdLtztPMa8/s320/Neve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1912 parte para a Europa, especificamente Itália, onde permanece por um ano. Neste tempo aperfeiçoa seus conhecimentos sobre pintura. Foram seus professores Camile Bernard da Academia de Mônaco e Antonio Meyer, pintor da escola veneziana nascido em Mori, sul do Tirol (1862-1921), discípulo de grandes pintores da época e restaurador de quadros clássicos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntRcig6SHI/AAAAAAAAAYM/sBPSnUIpl6c/s1600-h/mural+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366972931685107826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntRcig6SHI/AAAAAAAAAYM/sBPSnUIpl6c/s320/mural+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Retornando por volta de 1913-1914 para Piracicaba, onde permanece até 1924, pintou os afrescos no Convento do Sagrado Coração de Jesus. Nas capelas laterais e no altar mor pintou “Os doze apóstolos”.&lt;br /&gt;Depois disto, esteve em Botucatu e Santos, retornando a Piracicaba ao Seminário São Fidelis. Nesta segunda fase pintou 6 grandes painéis: "São Fidelis pregando”, São Fidelis defendendo tese", "Martírio de São Fidelis", “São Fidelis vestindo hábito de Capuchinhos”, “Glória de São Fidelis” e “São Fidelis menino”. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São Fidelis, antes de ser frade, chamava-se &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntTIs2Vz3I/AAAAAAAAAYU/cUIj4qWoIbI/s1600-h/SFidelis1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366974789885218674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntTIs2Vz3I/AAAAAAAAAYU/cUIj4qWoIbI/s320/SFidelis1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marcos Roy, filho de João Roy e Genoveva Roy. O primeiro quadro representa o menino Marcos Roy dando lição ao padre doutor Jonas Weias, beneditino, juntamente com o padre Filipe Reach, também beneditino. Isto somente é uma amostra como a análise de pinturas pode mostrar-se difícil. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntGDryu4EI/AAAAAAAAAX0/R1sKg5cFCdI/s1600-h/Santa+ceia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366960410051141698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SntGDryu4EI/AAAAAAAAAX0/R1sKg5cFCdI/s320/Santa+ceia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após 3 anos de estudo, concluiu sua mais importante obra, “Santa Ceia”, que se acha em Mococa, no Convento de São José.&lt;br /&gt;Em 1924 estava em Botucatu para pintar o altar de Santa Teresinha. Em 1925 ou 1926 estava em Santos.&lt;br /&gt;Suas obras brotavam dos mais diversos meios: terracota, pinturas a óleo, crayon, bico de pena, carvão. Há obras mecânicas como meridianos ou relógios solares. Desenhou as fases da último eclipse que assistiu.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt1WyHm80I/AAAAAAAAAYc/slj6Jn2d4Us/s1600-h/Santa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367012415213335362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt1WyHm80I/AAAAAAAAAYc/slj6Jn2d4Us/s320/Santa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Suas pinturas possuem traços de pintura acadêmica, mas com certo grau de ingenuidade. Seus murais encantam pela espontaneidade da expressão, não só dos desenhos bem como das cores da composição. Relacionar seu legado artístico torna-se difícil, em virtude do grande número de pinturas, de murais e outras obras que executou nos mais diversos locais.&lt;br /&gt;Comentando a respeito da Av. Independência, na altura do Seminário&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt1sGj-p3I/AAAAAAAAAYk/RSXMe-XPFoE/s1600-h/S.+Fco+Assis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367012781478291314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt1sGj-p3I/AAAAAAAAAYk/RSXMe-XPFoE/s320/S.+Fco+Assis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Seráfico São Fidelis, o cronista de um jornal na década de 1940 observa sobre o grande número de crianças com pranchetas de desenho e material de pintura que se observava&lt;br /&gt;”Cadinho de obras finíssimas, crisol de belezas, refúgio de paz, de trabalho fecundo, de aperfeiçoamento moral, o atelier de Frei Paulo é bem um viveiro de artistas que Piracicaba muito deve”.&lt;br /&gt;Algumas pessoas consideram Frei Paulo de Sorocaba um pintor clássico com traços primitivistas, enquanto outros o consideram como possuidor de um realismo ascético, influência de seu espírito ascético e místico. Segundo um crítico, apenas um de seus discípulos, João Adâmoli (1911-1980) absorveria dele este conteúdo, aplicando-o à paisagem e levando esta a despir-se progressivamente de seus elementos secundários, até exibir sua essência formal, no limite entre a impressão e expressão, no tênue limiar entre a forma e a abstração.&lt;br /&gt;Frei Paulo foi agraciado com o primeiro lugar no II Salão de Belas Artes de Piracicaba.&lt;br /&gt;Frei Paulo tinha uma personalidade toda especial. Ensinava com bondade. Nunca dizia não a quem quer que fosse. Nunca desanimava quem quisesse aprender. Estimulava a todos, mesmo aqueles que a natureza havia negado o dom da arte.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt2L1LmOBI/AAAAAAAAAYs/T_q1pCxr8_8/s1600-h/Foto+13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367013326568437778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt2L1LmOBI/AAAAAAAAAYs/T_q1pCxr8_8/s320/Foto+13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jamais teve alunos, sempre teve discípulos, seguidores convictos. Talvez nem todos saíssem pintores, mas saíram homens de bem, tocados pelo sentimento puro da bondade. Outros, a exemplo do mestre, se fizeram sacerdotes, como Frei Damião e os irmãos Mutschelle.&lt;br /&gt;Suas obras não conheciam os tons audaciosos da inovação das escolas&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt2wLQldlI/AAAAAAAAAY0/aUFXUJPkAMs/s1600-h/Cristo+Rei.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367013950970230354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Snt2wLQldlI/AAAAAAAAAY0/aUFXUJPkAMs/s320/Cristo+Rei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; abstrusas, com cores violentas e composição chocante (na época). Em sua obra há uma suavidade intensa, que atrai e comove. Não era somente o espírito contemplativo que transmitia em suas pinturas, mas havia “um que” de curiosidade polimorfa associada.&lt;br /&gt;Existe um disparate existencial em sua pessoa. Sempre foi colocado como uma pessoa frágil, doentia, mas longevo de 82 anos. Deus esteve ao seu lado, ao lado de um homem que aliava as virtudes de um santo e as qualidades maravilhosas de artista e mestre, que deixava apaixonado seus discípulos e seguidores fervorosos, que nunca cessaram de venerá-lo. Entre estes nomes poderíamos lembrar o de Eugênio Nardin, Angelino Stella, Ângelo P. Sega, Manoel Rodrigues Lourenço, Manoel Martho, João Adâmoli e outros, (que me desculpem a não referência de todos os muitos outros pelo puro pecado do desconhecimento).&lt;br /&gt;Frei Paulo Maria de Sorocaba faleceu em Piracicaba na tarde de 11 de julho. De seus 82 anos e 17 dias de vida, passou 54 anos e 11 meses na Ordem&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuMDf4TZsI/AAAAAAAAAZU/ejapmn6-snk/s1600-h/aad.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367037372667225794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuMDf4TZsI/AAAAAAAAAZU/ejapmn6-snk/s320/aad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Capu&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuMz7tPiDI/AAAAAAAAAZc/noj-9diOIHI/s1600-h/aae.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367038204770748466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 332px; CURSOR: hand; HEIGHT: 391px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuMz7tPiDI/AAAAAAAAAZc/noj-9diOIHI/s320/aae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;chinha. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuKx8WrJZI/AAAAAAAAAZE/f-DZ3qaJrSo/s1600-h/aab.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367035971561530770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuKx8WrJZI/AAAAAAAAAZE/f-DZ3qaJrSo/s320/aab.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuLp7gAbpI/AAAAAAAAAZM/ICzmsXPxcUw/s1600-h/aac.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367036933404913298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuLp7gAbpI/AAAAAAAAAZM/ICzmsXPxcUw/s320/aac.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuNtLnr11I/AAAAAAAAAZs/eh3i5WI55c4/s1600-h/aag.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367039188294948690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuNtLnr11I/AAAAAAAAAZs/eh3i5WI55c4/s320/aag.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuNW2kLN0I/AAAAAAAAAZk/cNCtAxtyWPo/s1600-h/aaf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367038804685961026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuNW2kLN0I/AAAAAAAAAZk/cNCtAxtyWPo/s320/aaf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuPO7ExcpI/AAAAAAAAAZ8/KYO6kE58KaU/s1600-h/aaj.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367040867480728210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 434px; CURSOR: hand; HEIGHT: 332px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SnuPO7ExcpI/AAAAAAAAAZ8/KYO6kE58KaU/s320/aaj.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 23 de fevereiro de 1954 foi realizada a Exposição comemorativa ao Frei Paulo na Pinacoteca Municipal. Nada mais que uma singela e justa homenagem a um frei leigo, que graças ao seu desejo incansável, consiguiu atingir pontos que pouquíssimos conseguem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com sua simplicidade, sua doação, oconseguiu fazer oficiosamente uma escola de pintores em Piracicaba. Desta escola nasceram nomes que elevaram o nome de nossa cidade além dos simples muros que a cercam, e elas espalharam-se não apenas por São Paulo, mas por todo o Brasil, e inclusive cruzaram fronteiras atingindo outros paizes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na histórica última foto, temos da direita para a esquerda os senhores Benedito Evangelista Costa, Archimedes Dutra, Monsenhor José Nardin, pintor Angelino Stella, Eugênio Nardin, vice prefeito Américo Perissinoto, Álvaro Sega, Antonio Pacheco Ferraz, Hélio e Elias Rodrigues Conceição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus mais sinceros agradecimentos à Seminário Seráfico São Fidelis de Piracicaba, frei Sermo e à sua bibliotecária Araci Lopes pelo material disponibilizado; aos Frades Capuchinhos de Piracicaba na pessoa do frei Saul pelos depoimentos, ao Sr. Lauro Stipp que gentilmente apoiou a realização destas linhas, fornecendo o material necesário para que ela se tornasse uma realidade, e por último o Sr. Fabio Monteiro, que tem cedido parte de seu horário da Rádio Educativa para divulgação dos fatos que constituem-se nas raízes de Piracicaba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-7150761473842601744?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/7150761473842601744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=7150761473842601744' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/7150761473842601744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/7150761473842601744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2009/08/frei-paulo-maria-de-sorocaba.html' title='&lt;strong&gt;Frei Paulo Maria de Sorocaba&lt;/strong&gt;'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Sns1Wa_oVeI/AAAAAAAAAW0/1AIv2MjNX-4/s72-c/frei+Paulo+a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-4600518650129544507</id><published>2009-07-22T11:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T06:53:28.739-07:00</updated><title type='text'>ORQUESTRA SINFÔNICA DE PIRACICABA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.findmoremobi.org/" target="blank"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Website counter" hspace="0" src="http://www.bestcounters.info/1341894-386D7A163076335B893CD3EE9236A8E5/counter.img?theme=03&amp;amp;digits=4" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmdgiiIzZ7I/AAAAAAAAAQc/BCONwrl5v9k/s1600-h/rECORTE+JORNAL+1882.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361360027803412402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmdgiiIzZ7I/AAAAAAAAAQc/BCONwrl5v9k/s320/rECORTE+JORNAL+1882.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Piracicaba desde sua mais tenra idade, sempre foi uma cidade extremamente bem agraciada. E um destes foi o dom divino da música. Já no final do século XIX constava nesta cidade 50 residências com pianos. Podemos avaliar sua capacidade pelos anúncios de jornal, como este, retirado da "Gazeta de Piracicaba de 1882. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smdgz3qhOBI/AAAAAAAAAQk/BG7vCcr__OY/s1600-h/L%C3%A1zaro+Losano%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361360325639747602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smdgz3qhOBI/AAAAAAAAAQk/BG7vCcr__OY/s320/L%C3%A1zaro+Losano%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Piracicaba possuía uma Orquestra Sinfônica ainda no século XIX. Lazaro Lozano foi seu primeiro regente e a primeira apresentação pública ocorreu em 24 de março de 1900 na matriz de Santo Antonio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj_bt__6ZI/AAAAAAAAATA/nw5AMq2dGfA/s1600-h/FFabiano+Lozano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361816208054151570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj_bt__6ZI/AAAAAAAAATA/nw5AMq2dGfA/s320/FFabiano+Lozano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fabiano, irmão de Lázaro Lozano, era espanhol, nascido em 1865, professor de música, compositor, poeta e maestro. Em 1913 Fabiano fundou a “Orchestra do Theatro Cinema de Piracicaba”, que já estava estruturada em Piracicaba e era conhecida como “Orchestra de Fabiano Lozano” ou “Orchestra Lozano”. Dela participavam elementos como Erotides de Campos, Belmácio de Pousa Godinho, Benedito Dutra Teixeira.&lt;br /&gt;A primeira apresentação pública deu-se na Universidade Popular de Piracicaba no dia 12 de outubro de 1914, onde atualmente está a sede central do C.C.R. Cristóvão Colombo, na Rua Governador Pedro de Toledo com a Rua Prudente de Moraes. Não devemos confundir com a antiga sede alugada do Cristovão Colombo, que era na esquina da Rua Governador com a Rua São José, em prédio de propriedade do Dr. João José Correia. Lembro-me do fato pois quando criança, cheguei a assistir neste espaço diversos tipos de apresentações, entre elas de ballet. E neste local também foi sede do referido clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361361017009081762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 584px; CURSOR: hand; HEIGHT: 384px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmdhcHN0DaI/AAAAAAAAAQs/LvQJBjLgZ_U/s320/Orquestra+Fabiano+Losano.jpg" border="0" /&gt;Orchestra Losano&lt;br /&gt;Identificados, da E para D: 3⁰- Erotides de Campos 4⁰- Fabiano Lozano &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj8o5RWzRI/AAAAAAAAASo/8yXKzGCaj9U/s1600-h/Erotides+e+Lozano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361813135883160850" style="WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj8o5RWzRI/AAAAAAAAASo/8yXKzGCaj9U/s320/Erotides+e+Lozano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Detalhe da imagem anterior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361627363208322354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 110px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmhTrgIL3TI/AAAAAAAAARY/mISh76iS9OQ/s320/Carlos+Brasiliense.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também nas primeiras décadas do século XX viveu Carlos Brasiliense, um dos mais completos músicos de Piracicaba. Nascido em 1 de novembro de 1.894, era filho de Henrique Brasiliense e de Laura Kiehl Brasiliense. Era um autodidata que se deixou levar por uma profunda vocação musical, e todos os musicistas da época não hesitavam em chamá-lo de Maestro Carlos Brasiliense, ou moço, dizia Leandro Guerrini, “perfeito no solfejo rítmico, no solfejo tonal leitura de primeira vista, escola antiga, cheia de graça, de técnica de vivacidade.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SoQXibBBWBI/AAAAAAAAAao/0d1snats2pA/s1600-h/Melita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369442535867504658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SoQXibBBWBI/AAAAAAAAAao/0d1snats2pA/s320/Melita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Melita e CarlosBrasiliense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smhp9d1cveI/AAAAAAAAARg/jCnYuJ-WDiA/s1600-h/Iris+theatre1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361651861086322146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smhp9d1cveI/AAAAAAAAARg/jCnYuJ-WDiA/s320/Iris+theatre1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Maestro Carlos Brasiliense dirigiu a orquestra do Ísis Theatre, depois Politeama. Foi sua esposa Melita Brasiliense, mulher que se impôs pelo talento artístico e senso de caridade. Também foi professora de geografia no Colégio Piracicabano na década de 60. Carlos e Melita não tiveram filhos, mas adotaram algumas crianças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj90056wnI/AAAAAAAAASw/p-Yw0KjCvbw/s1600-h/Newton+Mello.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361814440381170290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smj90056wnI/AAAAAAAAASw/p-Yw0KjCvbw/s320/Newton+Mello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carlos Brasiliense foi o primeiro a colocar em pauta a música “Piracicaba”, de Newton de Mello, hino de nossa cidade. Também era membro da Orquestra Piracicabana. Tocava violino, rabecão, cello e viola. Faleceu em 16 de junho de 1953. Piracicaba começava a romper com seu passado. Carlos Brasiliense, ao morrer, já tinha sido esquecido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ouça o Hino de Piracicaba:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yE0scAeZOEE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yE0scAeZOEE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Newton de Mello&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmhsIqB1JaI/AAAAAAAAARo/ohMYxDfTxC4/s1600-h/Cult+Art%C3%ADstica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361654252361295266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmhsIqB1JaI/AAAAAAAAARo/ohMYxDfTxC4/s320/Cult+Art%C3%ADstica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 25 de maio de 1925 foi fundada também por Fabiano Losano a Sociedade de Cultura Artística.&lt;br /&gt;Em 6 de junho de 1929 músicos de Piracicaba preconisam a criação da Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Mas a idéia não criou raízes. Foi então denominada de Orquestra Piracicabana, que se filia à Sociedade de Cultura Artística.&lt;br /&gt;Fazem parte desta orquestra, Regina do Lozano, musicistas como os Dutra, Leontino Ferreira de Albulquerque, e Eduardo Salgado.&lt;br /&gt;Ainda em 15 de outubro de 1929 a Orchestra Piracicabana e o Orpheon Piracicabano apresentavam-se no Teatro Santo Estevão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maestro Losano viaja em 1931 para o nordeste, quando então assume a regência o Dutra. Mas este, logo nas metade dos anos de 40, para assumir cargo no Departamento de Cultura, em São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmkBjZU2P6I/AAAAAAAAATI/L3cw5fuhh0w/s1600-h/Orchestra+Piracicabana+1934.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361818538966663074" style="WIDTH: 560px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmkBjZU2P6I/AAAAAAAAATI/L3cw5fuhh0w/s320/Orchestra+Piracicabana+1934.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Orchestra Piracicabana em 1934 Regente: Benedicto Dutra Teixeira &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmiTM49f3GI/AAAAAAAAAR4/e8QmFgqp7fA/s1600-h/edgard+Branden.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361697206042614882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 103px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmiTM49f3GI/AAAAAAAAAR4/e8QmFgqp7fA/s320/edgard+Branden.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1946 a orquestra é reorganizada pela Cultura Artística, tornando-se autônoma por solicitação do Sr. Jaime Rocha de Almeida.&lt;br /&gt;Já ostentando o novo nome de Orquestra Piracicabana de Amadores, passa ser regida pelo maestro belga Edgard Von den Branden, que muda-se para Campinas algum tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361699931923281106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 464px; CURSOR: hand; HEIGHT: 376px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmiVrjqF9NI/AAAAAAAAASA/ihUDlVG7DyQ/s320/Orq+Piracicab+amadores+58.jpg" border="0" /&gt;Orquestra Piracicabana de Amadores 1958 regente: Benedito Dutra Teixeira&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmiWp5am58I/AAAAAAAAASI/BDJ85zFFTZs/s1600-h/Germano+Benencase+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361701002915801026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmiWp5am58I/AAAAAAAAASI/BDJ85zFFTZs/s320/Germano+Benencase+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 50, Dutra reassume a regência. Foi período de intensa atividade musical. Em 6 de janeiro de 1958 surge a Orquestra Rizzi, sob regências do Maestro Germano Benencase. Residia em Americana e era professor no Colégio Piracicabano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maestro Benencase&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361705767946035362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/Smia_QiWIKI/AAAAAAAAASQ/aZTMRi-Kr_w/s320/Rizzi1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962, com o falecimento de Benedito Dutra Teixeira, a Orquestra Rizzi realiza conserto em na Società Italiana di Mútuo Soccorso em homenagem a este grande maestro. Tamém na mesma época, a Orquestra Rizzi e Piracicabana de Amadores começam a se fundir. A união oficial somente daria-se em 1965, quando adotaram o nome de Orquestrade Amadores Benedito Dutra Teixeira, sob a direção de seu filho Rossini Rolim Dutra e Egildo Pereira Rizzi.&lt;br /&gt;Esta Orquestra participou, em 1967, das festividades do 2º centenário da cidade apresentando-se sob a regência de Rossini. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361710919476480018" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmifrHe6iBI/AAAAAAAAASg/Ju2TBjP6P-U/s320/Rossini+Rolim+Dutra.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egildo Rizzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;Rossini Rolim Dutra&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após este período, o interesse pela Orquestra permanece, de maneira efetiva, sob a liderança dos irmãos Rizzi – Reginaldo, Rodolfo e Egildo – aos quais se soma Hélio Manfrinato, no início dos anos 90, consolidando-se o movimento pela sua ampliação. Assim, em 1991, inicia-se nova fase na vida da Orquestra, que chega a 50 músicos e realiza vários concertos. A partir de então, Hélio Manfrinato passa a ser o regente titular. Em 1994, finalmente, o sonho dos anos 20 se concretiza e surge a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob a direção de Hélio Manfrinato, Olênio Veiga e Egildo Pereira Rizzi. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmkT8Z1xOwI/AAAAAAAAATY/p2uJdf0ruRA/s1600-h/olenio+Veiga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361838759810775810" style="WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmkT8Z1xOwI/AAAAAAAAATY/p2uJdf0ruRA/s320/olenio+Veiga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmkT8Z1xOwI/AAAAAAAAATY/p2uJdf0ruRA/s1600-h/olenio+Veiga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olênio Veiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Orquestra de Piracicaba – chamêmo-la assim, em uma síntese de suas diversas denominações e na caracterização de sua existência como um patrimônio da cidade – tem mais de um século de existência, marcados por vicissitudes e êxitos, em que não faltou a dedicação de seus músicos, entre eles Olênio Veiga, que dela participou de 1928 a 1997, e de professores da &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmicJnuKJ-I/AAAAAAAAASY/YOoE2ljiOCs/s1600-h/Helio+Manfrinato1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361707045479917538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 337px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmicJnuKJ-I/AAAAAAAAASY/YOoE2ljiOCs/s320/Helio+Manfrinato1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, como Eduardo Augusto Salgado, Alcides Guidetti Zagatto e Jaime Rocha de Almeida – para só mencionar os falecidos – assinalando o vínculo indelével dos agrônomos com a cultura piracicabana.&lt;br /&gt;Chega a Orquestra aos dias atuais (sob a regência de Egildo Pereira Rizzi, a partir de 15 de outubro de 1997) norteada pelos fundamentos que lhe são próprios desde o início, tendo promovido, nos últimos anos, espetáculos magníficos destinados à divulgação da música erudita, ao resgate da obra de autores nacionais e à valorização da cultura popular, de que foram exemplos, a partir de 1996, o Concerto da Cidade de Piracicaba e os espetáculos Alvorada de Lírios (comemorativo do centenário de nascimento de Erotides de Campos), Lendas do Brasil (comemorativo dos 500 anos do descobrimento do Brasil e do centenário da Orquestra) e Terra da Viola, em que se uniram, pela primeira vez, a espontaneidade da música caipira e a elaboração técnica da música sinfônica. Hélio Manfrinatto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FABIANO LOZANO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Músico, compositor, intelectual, pessoa a quebrar os alguns dos muitos tabus sociais que cercavam famílias e jovens ao início do século XX. Fabiano Lozano nasceu na Espanha, em 1884, e chegou ao Brasil aos 13 anos, vindo a residir em Piracicaba. Diplomado aos 19 anos, retornou a seu país, onde aperfeiçoou-se em piano, harmonia, regência, no Conservatório de Música e Declamação de Madri.&lt;br /&gt;E, de volta ao Brasil, passou a dedicar-se ao ensino como professor primário, a partir de Piracicaba. Não se tratava, entretanto, de um artista comum. Em torno de si, Fabiano Lozano, como professor do Colégio Piracicabano, reunia jovens , intelectuais. Muitos são os relatos dos saraus que promovia, numa atmosfera onde a música era ponto central. Com esse perfil, não foi difícil que uma de suas alunas por ele se apaixonasse: trava-se da filha de uma família de imigrantes norte-americanos de Santa Bárbara D'Oeste. E, ao casar-se com Dora Pyles, o músico espanhol também quebrava outro tabu: tratava-se do primeiro casamento na colônia dos americanos com alguém que não fosse do próprio grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em 1914, a Escola Complementar transformou-se em Escola Normal, Fabiano assumiu a cadeira de música e iniciou o Orfeão Normalista, apontado por muitos como o primeiro esforço de movimento coral articulado em uma escola. E sua trajetória foi cada vez mais rápida e ascendente: fundou em 1915 a Orquestra Lozano e, no Colégio Piracicabano, passou a oferecer um curso de piano em dez etapas.&lt;br /&gt;Lozano também foi o criador do Orfeão Piracicabano (Na foto, à frente do Orfeão Piracicabano, o primeiro do Brasil), para aproveitar vozes privilegiadas que ele encontrara na cidade. Queria, ele, um grupo mais estável que o Orfeão Normalista, cuja mudança de componentes era freqüente, em função do rápido período escolar de seus cantores.&lt;br /&gt;Mas, para Piracicaba, o fato mais significativo daquele espanhol que encantava a todos foi sua responsabilidade na criação da Sociedade da Cultura Artística. Foi em sua casa, em 25 de maio de 1925, que uma reunião preparatória deu início ao movimento. Seu primeiro presidente foi Antonio dos Santos Veiga e, a partir de então, concertos se sucederam em Piracicaba, transformando a cidade do interior em ponto convergente de grandes artistas do país, como Magdalena Tagliaferro - que em 1951 tocou justamente em homenagem a Fabiano Lozano - Guiomar Novaes, Bidu Sayão, Camargo Guarnieri, Anna Stella Schic, Iara Bernete.&lt;br /&gt;Os três primeiros concertos tiveram, entretanto, a presença de Fabiano Lozano: todos foram dados pelo Orfeão Piracicabano a quem Mário de Andrade, em 1928, assim se referiu: " é o primeiro coro artístico do Brasil. Não é o primeiro em data, mas o primeiro em valor. O Prof. Lozano é animador admirável dessa moçada piracicabana. A ele cabe o mérito indelével dos primeiros prazeres corais que o Brasil pode criar". Muitos foram os jornais da época que registraram a ovação dedicada ao grupo, quando de sua apresentação no Teatro Municipal de São Paulo, o que pode incrementar ainda mais a luta desenvolvida por seu maestro em favor do canto orfeônico em todo o país.&lt;br /&gt;Tornando-se cada vez mais conhecido por suas composições e arranjos, Lozano respondeu pela chefia do Serviço de Música e Canto Coral do Departamento do Estado de São Paulo. E foi mais além: convidado, transferiu-se para Pernambuco, onde orientou o ensino de música e canto coral nas escolas públicas de todo o Estado. Só foi aposentar-se depois de 45 anos de atividades junto ao magistério paulista, depois de ter formado também o Orfeão do Professorado Paulista . Deixou muitas obras, inclusive dirigidas ao ensino da música no ensino básico e médio, assim como várias publicações específicas para canto orfeônico, sempre priorizando a educação musical das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, outra debutante do início do século XX em Piracicaba também não deixou de contribuir para o movimento musical. Pelas suas fileiras passaram os seguintes agrônomos, a quem temos de agradecer a colaboração de terem, além de profissionais da terra, terem abraçado seus sonoros instrumentos. Entre o período de 1906 a 1995 estes foram as pessoas que atuaram: Alberto Seccarelli, Alcides Guidetti Zagatto, Antonio Cobra Neto, Eduardo Augusto Salgado, Evandro Almeida, Franz Filipe Cury Usberti, Frederico Zink, Hélio Almeida Manfrinato, Jaime Rocha de Almeida, José Alfredo Usberti Filho, José Vizioli, Justo Moretti Filho, Mário Romanelli, Osires Tolaine, Roberto Usberti, Ronald Castellari, Vinicius Cotrim do Nascimento e Warwick Manfrinatto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1992&lt;br /&gt;Coral Luiz de Queiróz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É composto de aproximadamente 45 pessoas, entre alunos de graduação, pós graduação, professores, funcionários do campus e dependentes, além de algumas pessoas da comunidade piracicabana.&lt;br /&gt;Regência de Nelson Norberto de Sousa Vieira Sobrinho&lt;br /&gt;Formado pela Faculdade de Música da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.&lt;br /&gt;Fez o curso clássico de piano no Conservatório Musical de Campinas e aperfeiçoamento com o pianista Eduardo Martins em São Paulo.&lt;br /&gt;Foi aluno de Liana Amarante, com quem educou a voz.&lt;br /&gt;É barítono e fez o curso de canto lírico também no Conservatório Musical de Campinas.&lt;br /&gt;Está há 3 anos trabalhando como Regente do Coral Luiz de Queiróz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orquestra Piracicabana de Amadores &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Recém criada Orquestra, com aproximadamente 25 músicos, muitos de renome da cidade ex-integrantes da Orquestra Fabiano Losano (década de 30), Orquestra Piracicabana (década de 60) e Orquestra Rizzi (década de 50), mesclada com jovens músicos.&lt;br /&gt;Hélio de Almeida Manfrinato foi aluno de violino do maestro Germano Benencase até 1941.&lt;br /&gt;Participou da Orquestra Piracicabana, como 2 violino, sob regência do maestreo Benedito Dutra.&lt;br /&gt;Com a vinda do maestro van Den Branden a Piracicaba, e a seu convite, passou à viola da mesma orquestra.&lt;br /&gt;Com o mesmo instgrumento colaborou com na sinfônica da Escola de Música de Piracicaba, sob a regência do maestro Ernest Mahale.&lt;br /&gt;Foi regente do Coal Willian Koger da Igreja Metodista de Piracicaba por mais de 30 anos.&lt;br /&gt;Participou em 1980, juntamente com Zilmar Marcos e João Barbosa Duarte, na formação do Coral Luiz de Queiróz, sendo seu regente até 1983.&lt;br /&gt;Atualmente é regente da Orquestra Piracicabana de Amadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os mais sinceros agradecimentos ao&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Maestro Egildo Pereira Rizzi&lt;br /&gt;Eng. Agron. José Carlos de Moura&lt;br /&gt;Orquestra Sinfônica de Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bibliografia:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Revista da Cultura Artística&lt;br /&gt;Folders cedidos por Rodolfo Renzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-4600518650129544507?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/4600518650129544507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=4600518650129544507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/4600518650129544507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/4600518650129544507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2009/07/orquestra-sinfonica-de-piracicaba.html' title='ORQUESTRA SINFÔNICA DE PIRACICABA'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SmdgiiIzZ7I/AAAAAAAAAQc/BCONwrl5v9k/s72-c/rECORTE+JORNAL+1882.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-7167286625517880090</id><published>2009-04-15T18:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T14:09:49.231-07:00</updated><title type='text'>EROTIDES DE CAMPOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.findmoreedu.org/" target="blank" &gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Website counter" hspace="0" vspace="0" border="0" src="http://www.totallyfreecounter.com/891081cbhknp/counter.img?theme=03&amp;digits=4"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href="http://www.totallyfreecounter.com/"&gt;Free Counter&lt;/a&gt;&lt;br&gt;The following text will not be seen after you upload your website, please keep it in order to retain your counter functionality &lt;br&gt; &lt;a href="http://www.xn--asino-gya.com" target="_blank"&gt;fun video poker&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325111672055223858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaY2iIjVjI/AAAAAAAAANo/_wQybq2UIks/s320/Fig+01.jpg" border="0" /&gt;No universo da música constam várias peças com o nome Ave-Maria. Muitos célebres são as de Charles Gounoud, de Franz Schubert, Giuseppi Verdi, Bonaventura Somma, Giacomo Puccinni. Tratam-se de melodias que ultrapassaram as fronteiras dos paises de origens e tornaram-se canções do mundo musical. A França, Itália e Áustria presentearam o mundo através dos seus compositores, com estas canções clássicas.&lt;br /&gt;O Brasil também contribuiu com a sua Ave-Maria. Não no campo clássico, mas no popular. Falamos da célebre Ave-Maria composta por Erotides de Campos, nascido em Cabreúva, interior de São Paulo em 15 de outubro de 1896 e falecido em 20 de março de 1945. Compositor de marchinhas, sambas, choros, pianista e tocador de vários instrumentos, foi professor de física e química e passou parte da sua vida na cidade de Piracicaba. Em algumas composições, Erotides costumava assinar com o pseudônimo de Jonas Neves o que induziu muitas pessoas acreditarem que esse Jonas seria outro compositor, quando na verdade era o próprio Erotides.&lt;br /&gt;A valsa Ave-Maria foi composta em 1924 e gravada em disco de cera por Pedro Celestino, irmão do cantor e ator Vicente Celestino. Na época não obteve consagração popular.&lt;br /&gt;Mas, em 1939, o cantor Augusto Calheiros, de voz afinadíssima e dono de agudos peculiares, nascido em Maceió, em 05 de junho de 1891 e falecido no Rio de Janeiro em 11 de janeiro de 1956, gravou esta valsa e tornou-a conhecida nacionalmente. Nossos avós e nossos pais cantaram muito esta canção. Depois desta, outras ave-marias enriqueceram o cancioneiro popular brasileiro. Por exemplo: Ave-Maria no Morro, de Herivelto Martins, Ave-Maria dos Namorados, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia e Ave-Maria Sertaneja, de Júlio Ricardo e O. de Oliveira, tão bem interpretada por Luiz Gonzaga.&lt;br /&gt;Aqui, uma oportunidade para você que, porventura tenha ouvido seus avós ou pais cantarem esta canção, ou mesmo você tê-la ouvido no tempo do rádio sadio, vale a pena cantá-la, embora baixinho, para recordar um tempo bem vivido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a letra completa dela:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cai a tarde tristonha e serena em macio e suave langor despertando no meu coração a saudade do primeiro amor.&lt;br /&gt;Um gemido se esvai lá no espaço, nesta hora de lenta agonia quando o sino saudoso murmura badaladas da Ave-Maria.&lt;br /&gt;Sinos que tangem com mágoa dorida recordando sonhos da aurora da minha vida.&lt;br /&gt;Dai-me ao coração paz e harmonia na prece da Ave-Maria. No alto do campanário uma cruz simboliza o passado.&lt;br /&gt;De um amor que já morreu deixando um coração amargurado.&lt;br /&gt;Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia.&lt;br /&gt;A mensagem do meu passado quando o sino tange Ave-Maria&lt;br /&gt;Este som de profundo mistério faz pulsar meu coração quando penso tão triste e sozinho num passado de grata ilusão.&lt;br /&gt;Eu me lembro das tardes de outrora que contigo sonhava a poesia do amor que feliz te jurava ao murmúrio da Ave Maria.&lt;br /&gt;Se no que tange para amenizar a saudade nos tempos que vivi a sonhar, mil venturas de suave alegria minha alma ao som da Ave Maria.&lt;br /&gt;Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia a mensagem do meu passado quando o sino tange Ave Maria.&lt;br /&gt;Cai a tarde tristonha e serena em macio e suave langor despertando no meu coração a saudade do primeiro amor.&lt;br /&gt;Um gemido se esvai lá no espaço, nesta hora de lenta agonia quando o sino saudoso murmura badaladas da Ave-Maria.&lt;br /&gt;Sinos que tangem com mágoa dorida recordando sonhos da aurora da vida.&lt;br /&gt;Dai-me ao coração paz e harmonia na prece da Ave-Maria.&lt;br /&gt;No alto do campanário uma cruz simboliza o passado de um amor que já morreu deixando um coração amargurado.&lt;br /&gt;Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia a mensagem do meu passado quando o sino tange Ave-Maria.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;---&lt;o&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, as músicas de Erotides de Campos tem o toque imortal da genialidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaZVlj9EhI/AAAAAAAAANw/xsInx5ca6uk/s1600-h/Fig+00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325112205551407634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaZVlj9EhI/AAAAAAAAANw/xsInx5ca6uk/s320/Fig+00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Erotides de Campos foi piracicabano por escolha e vivência, tendo nascido em Cabreúva.&lt;br /&gt;Ainda menino, veio morar em Piracicaba em companhia do tio, Luis da Silveira Neves, em 1908. Desde criança, sua vocação para a música despertou a atenção de professores e da família. Aos pais, músicos e muito pobres, não escapou o talento precoce do filho, que aos 8 anos de idade, já estudava piano com Francisca Júlia da Silva, poetisa de renome e pianista, ao mesmo tempo em que cursava escola municipal de Cabreúva.&lt;br /&gt;Em 1905, um padre salesiano, ouvindo falar dos dons do menino, levou-o a estudar no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo. O seu virtuosismo na flauta, apesar da tão pouca idade, surpreendeu a todos. Mas, passando as férias em Cabreúva, em 1907, Erotides foi atacado por tifo e teve que abandonar os estudos em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaZ4IJOsMI/AAAAAAAAAN4/Zmank_vkFko/s1600-h/Fig+03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325112798950109378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaZ4IJOsMI/AAAAAAAAAN4/Zmank_vkFko/s320/Fig+03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegando a Piracicaba, Erotides de Campos integrou a já famosa orquestra piracicabana que se apresentava nos cines Iris e Politeama. A orquestra, entre outros, contava com a participação de Osório de Souza, Melita e Carlos Brasiliense, João Viziolli, Renato Guerrini. Participou, também, da banda União Operária.&lt;br /&gt;Estudou na Escola Normal - atual "Sud Mennucci" - onde chamou a atenção do também músico Honorato Faustino, que passou a estimulá-lo. Formou-se em 1918 e foi lecionar na escola da estação de Monjolinho, em São Carlos. Conseguiu a segunda nomeação, retornando a Piracicaba onde lecionou no Grupo Escolar de Tanquinho e, depois, no de Dois Córregos. Em 1921, casa-se com Maria Benedita Germano.&lt;br /&gt;Por alguns anos - de 1923 a 1932 - ficou em Pirassununga, atendendo ao convite do então prefeito e futuro interventor de São Paulo, Fernando Costa. Mas volta a Piracicaba em 1932, nomeado como professor de Química do Curso Complementar, anexo à Escola Normal.&lt;br /&gt;Destacou-se não apenas como professor e músico, mas, também, como homem voltado à caridade. Ele, com sua mulher Tita, foram os criadores do "Culto à Saudade", que criou o costume de os vicentinos, no Dia de Finados, postarem-se à porta do cemitério, colhendo donativos para os necessitados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaaVc8jhRI/AAAAAAAAAOA/Q9TAb-bZEyc/s1600-h/Fig+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325113302750299410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaaVc8jhRI/AAAAAAAAAOA/Q9TAb-bZEyc/s320/Fig+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;São mais de 230 as composições de Erotides de Campos, entre peças editadas e não editadas. São berceuses, canções, choros, dobrados, charlestons, elegias, valsas e outras formas musicais. Suas partituras foram ilustradas por desenhistas famosos, como Belmonte, Carnicelli, Valverde e Vantik. Entre os parceiros de Erotides, quase sempre autores dos versos, estão Benedito Almeida Júnior, Elias de Mello Aires, Francisco Lagrecca, Leandro Guerrini, Nilton Almeida Mello, Silvio Aguiar Sousa, entre outros.&lt;br /&gt;Usando pseudônimos, Erotides de Campos acabou sendo vítima de um grande equívoco: a sua mais famosa composição, a "Ave Maria", foi composta com o nome de Jonas Neves, na verdade parte de seu nome, Erotides Jonas Neves de Campos. Isso lhe custou a retenção, após sua morte, dos direitos autorais pela SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais). Apenas em 1985, o jornalista Luiz Thomazi conseguiu desfazer o equívoco, permitindo, à viúva Tita, usufruir dos direitos autorais.&lt;br /&gt;Entre as centenas de composições, destacam-se, além da "Ave Maria", "Murmúrios do Piracicaba", Alvorada de Lírios, Uma Barquinha Azul.&lt;br /&gt;Erotides de Campos morreu repentinamente, em 20 de março de 1945, quando elaborava a capa do "Cancioneiro Escolar", com músicas suas. Homem humilde, recatado, mulato, Erotides de Campos recebeu a homenagem de Piracicaba num enterro em que se revelou a comoção popular. Seu nome foi dado a uma rua da cidade, ao grupo escolar de Paraisolância e a uma sala de música o do I. E. "Sud Mennucci". No cemitério da Saudade, foi erguido um mausoléu com as primeiras notas musicais da "Ave Maria" inscritas em mármore&lt;br /&gt;Em Piracicaba, foi instituída a Semana de Erotides de Campos, que tem sido esforçadamente levada à frente pelo biógrafo de Erotides, José Carlos de Moura, engenheiro agrônomo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotografias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- Erotides de Campos moço, quando estudava na Escola Normal-1921&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2- Erotides (em destaque) em 1905 na Banda Orfelina, de Cabreúva&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3- Erotides com Nelson Gonçalves "Ao distincto amigo Erothides de Campos, uma recordação de grata amizade. São Paulo 1 de outubro de 1936 Nelson"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4- Erotides de Campos e sua esposa no Rio de Janeiro "Rio 1 de janeiro de 1929"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Memorial de Piracicaba 2002/03, de Cecílio Elias Netto&lt;br /&gt;Alvorada de Lírios Obra musical de Erotides de Campos. Publicação da FEALQ Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiróz 1996 Coordenação José Carlos de Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agradecimentos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que permitiram a síntese de textos, fotos, letras e músicas, em especial ao Dr. José Carlos de Moura, ao maestro Egildo Rizzi, da maestrina Helen Sanches, Caco Piccoli e o jornalista Cecílio Elias Neto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma lei promulgada em 1996 institui a Semana Erotides de Campos entre 9 a 15 de outubro, onde acontecem apresentações musicais do referido compositor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos estes fatos demonstram mais uma vez o compromisso dos cidadãos de Piracicaba nas mais diferentes esferas, e outros também que não da cidade, em colaborar nas mais diversas formas no sentido de divulgar e manter à tona na memória da população o que esta cidade acobertou em seu seio com tanto carinho e que a honra sobremaneira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-7167286625517880090?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/7167286625517880090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=7167286625517880090' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/7167286625517880090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/7167286625517880090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2009/04/erotides-de-campos.html' title='EROTIDES DE CAMPOS'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SeaY2iIjVjI/AAAAAAAAANo/_wQybq2UIks/s72-c/Fig+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-916242071822392033</id><published>2009-04-04T05:34:00.000-07:00</published><updated>2011-01-27T09:40:10.621-08:00</updated><title type='text'>MANOEL MARTHO</title><content type='html'>Veja mais em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HGcprf8l_ec"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=HGcprf8l_ec&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddUhltXDzI/AAAAAAAAANA/hiUoMMEd5ko/s1600-h/008-L.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 236px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320814420796313394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddUhltXDzI/AAAAAAAAANA/hiUoMMEd5ko/s320/008-L.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;MANOEL MARTHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.footballerfinder.com/" target="blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" hspace="0" alt="Website counter" src="http://www.totallyfreecounter.com/862347itakcn/counter.img?theme=01&amp;amp;digits=4" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;Piracicaba é uma cidade quase que milagrosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Milagrosa no sentido de ter sido chamada de Ateneu paulista nas primeiras décadas do século XX: seu nível de ensino era um dos melhores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Milagrosa por ser local escolhido como residência do primeiro presidente civil do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Milagrosa por ter existido pessoa como Luis de Queiróz, quinto filho do Barão de Limeira e neto do Marquês de Valença.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Herdando as propriedades do pai, escolheu esta cidade para instalar seus negócios. Assim foi criada uma fábrica de tecidos, e Piracicaba já em 1893 possuía energia elétrica graças a este gênio empreendedor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddU7qx6e4I/AAAAAAAAANI/lLg2X2wWcFw/s1600-h/Martho+L%C3%A1zaro.BMP"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320814868834188162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddU7qx6e4I/AAAAAAAAANI/lLg2X2wWcFw/s320/Martho+L%C3%A1zaro.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;E seguramente o maior legado que deixou, não apenas para esta cidade, mas inclusive elemento de orgulho para todo o Brasil, foi lançar as raízes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, referência mundial em ensino e pesquisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Milagrosa por ter vivido um também aqui Estevam Ribeiro de Sousa Rezende, o Barão de Rezende. Os frutos de seu trabalho renderam a Piracicaba o Engenho Central, o desenvolvimento do transporte fluvial, o Teatro Santo Estevam, o ramal da Estrada de Ferro Ituana, a ponte sobre o Rio Piracicaba.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ingerência de sua filha ocasionou a construção do Sanatório São Luiz (para tuberculosos), da Igreja Imaculada Conceição, na Vila Rezende e também estímulo no Instituto Baronesa de Rezende. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos continuar a relacionar um infindo rol de nomes benfeitores da antiga “Villa da Constituição”. Mas nosso interesse no momento fundeia-se nos talentos artísticos que aqui nasceram, palmilharam estas ruas e deixaram suas marcas indeléveis, marcando a memória de diversas gerações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddVjKULHSI/AAAAAAAAANQ/QHkgTCkVnWc/s1600-h/Martho+Serm%C3%A3o+montanha.BMP"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320815547314281762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddVjKULHSI/AAAAAAAAANQ/QHkgTCkVnWc/s320/Martho+Serm%C3%A3o+montanha.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;Para iniciar esta série de personalidades, escolhemos nada mais nada menos que um pintor. Seu nome é Manoel Martho. A preferência à sua pessoa é porque ainda está entre nós. Prestar homenagem póstuma a quem quer que seja não é concludente em nossa visão. O importante é a pessoa receber os lauréis que tenha direito pelo seu desempenho, dedicação e fibra para atingir o almejado, e não seus familiares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Optamos por Martho porque era a criança pobre, de família também nas mesmas condições. Com seus desejos e sonhos, lutava no seu dia a dia para levar alguns vinténs para casa e auxiliar na manutenção da mesma. Explorar sua jornada infanto-juvenil nos traz à mente as “Aventuras de Tom Sawyer” de Mark Twain, evocando as mirabolantes peripécias deste personagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Optamos por sua pessoa, pois, enfrentando todas as adversidades de uma vida atribulada, nunca deixou seu sonho morrer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddaZYogtzI/AAAAAAAAANg/31zjihODMwg/s1600-h/x+Nh%C3%B4+Efig%C3%AAnio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320820876917126962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddaZYogtzI/AAAAAAAAANg/31zjihODMwg/s320/x+Nh%C3%B4+Efig%C3%AAnio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais, nossa opção foi baseada na coragem e singeleza que teve dissecar de forma crua a nua sua luta pessoal e familiar voltadas para a subsistência. E em nenhuma ocasião de sua narrativa vemos ocorrer sequer uma palavra que possa ser encarada como queixa ou revolta de sua situação menos privilegiada que ele e sua família estiveram submetidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Martho formou-se professor e em 1952 assumiu a cadeira na cidade de Nova Granada, noroeste paulista. Foi onde conheceu Lourdes Vicente Santana com quem viria a casar-se um ano depois. Em 1961 fixou residência em São José do Rio Preto, onde vive até os dias atuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em seu livro intitulado “Auto-retrato” (Editora Degáspari 2008 Piracicaba) podemos mergulhar neste mundo quase onírico e nos deleitar com a história de um homem que fez de seus sonhos infantis seu motivo existencial, e trilhando pelos mais diversos caminhos, com o apoio de pessoas como Prof. Leandro Guerrini e sua esposa, Eugênio Nardim, Frei Paulo, a Família Dutra e muitas outras pessoas, atingiu o ponto desejado. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddWL25DfXI/AAAAAAAAANY/Gy8_0_i-1XQ/s1600-h/x+casario+mod.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320816246474898802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddWL25DfXI/AAAAAAAAANY/Gy8_0_i-1XQ/s320/x+casario+mod.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com suas cores intensas e vibrantes, retratou o mundo em que viveu e vive, ocupando seu lugar no espaço e na história. É uma mensagem de otimismo e uma lição de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isto e tudo mais, nada mais justo que falar: é um homem que veio e venceu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quadros&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ressureição de Lázaro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sermão da Montanha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nhô Efigênio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Casa do Povoador" de Piracicaba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Manoel Martho faleceu em 14 de janeiro de 2011 às 17 horas, tendo sido sepultado na cidade de São José do Rio Preto, no cemitério São João Batista, às 15 hs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-916242071822392033?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/916242071822392033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=916242071822392033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/916242071822392033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/916242071822392033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2009/04/manoel-martho.html' title='MANOEL MARTHO'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6vu1OnCcxI4/SddUhltXDzI/AAAAAAAAANA/hiUoMMEd5ko/s72-c/008-L.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-6464214028082450630</id><published>2009-01-10T15:40:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T11:24:16.629-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lar Velhinhos Piracicaba'/><title type='text'>CENTENÁRIO DO LAR DE VELHINHOS DE PIRACICABA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="Lar dos Velhinhos de Piracicaba" href="http://www.lardosvelhinhospiracicaba.org.br/"&gt;Lar dos Velhinhos de Piracicaba&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lardosvelhinhospiracicaba.org.br/"&gt;http://www.lardosvelhinhospiracicaba.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Av Torquato Silva Leitão, 615 Piracicaba - SP&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;CEP 13416-215&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(0xx)19 3402-7747&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.easy-hit-counter.com/counter/?id=40115&amp;style=17" width="83" height="21" border="0" alt="www.easy-hit-counter.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;font size="1" face="Arial"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com" target="_blank"&gt;www.easy-hit-counter.com&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;LAR DOS VELHINHOS DE PIRACICABA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Lar dos Velhinhos de Piracicaba é uma instituição secular, fundada em 1906 pelos hercúleos esforços de Pedro Alexandrino de Almeida, bancário e comerciante que exercia suas atividades em Santos, São Paulo e Piracicaba no começo do século XX.&lt;br /&gt;Para condignamente comemorar o Centenário do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, foi lançado o livro “Lar dos Velhinhos de Piracicaba a Saga e a Senda de um Ideal”.&lt;br /&gt;O livro, com 253 páginas no formato A4, capa dura, explora desde os meandros de sua fundação e manutenção nas primeiras fases de sua existência até os dias atuais.&lt;br /&gt;Fartamente ilustrado, com mais de 500 imagens, algumas coloridas, outras em sépia, desvenda a intimidade de sua existência e manutenção. Disseca o pensamento de uma série de pessoas que estiveram à sua frente lutando por sua sobrevivência nas fases mais difíceis, como nas guerras e períodos recessivos que assolaram o século XX.&lt;br /&gt;Mostra os profissionais abnegados, médicos e odontologistas que nunca deixaram de fornecer a devida assistência aos idosos. Desnuda as obras de arte que sua galeria encerra, de grandes pintores que colaboraram no seu patrimônio artístico. Expõe o altruísmo das Irmâs, algumas que passaram quase toda sua vida cuidando destes necessitados.&lt;br /&gt;A título de ilustração transcrevemos na íntegra o prefácio, redigido por Antonieta Rosalina da Cunha Losso Pedroso, Diretora do Jornal de Piracicaba, bem com da professora e historiadora Marly Therezinha Germano Perecin, pessoa extremamente competente, que abraçou Piracicaba como sua cidade e seu berço. Há alguns textos e fotos que foram disponibilizadas a título de curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PREFÁCIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este alentado volume, cujos dados foram competente e minuciosamente recolhidos por Olívio N. Alleoni, retrata com fidelidade a pujança da história do Lar dos Velhinhos, desde os seus primórdios, constituindo-se um marco importante de seus cem anos de serviços à comunidade de Piracicaba e região, fincado a 26 de agosto de 2006. Hoje, um ano após a efeméride, esse precioso documento é lançado a público com o registro absolutamente completo do século que se encerrou. O livro, muito bem elaborado, relata com detalhes a vida da Instituição, seus primeiros abrigados, os funcionários, os voluntários colaboradores, os abnegados e perseverantes dirigentes, a longa lista de generosos contribuintes para a manutenção do Lar, os doadores mais destacados, a laboriosa atividade das Irmãs da Congregação Franciscana do Coração de Maria, que a ela se agregaram em 1917.&lt;br /&gt;Imortalizados em registro especial para figurarem eternamente ao lado de Pedro Alexandrino de Almeida, fundador emérito do aprazível Asylo de Velhice e Mendicidade, construído à sombra das jabuticabeiras que emprestavam um ar romântico ao lugar, desfilam, pela acurada pena do autor, os nomes dos pioneiros Raphael Marques Cantinho, Juiz de Direito da Comarca; João de Moraes Barros, João Pedro Dória Rodrigues da Costa; Álvaro de Carvalho, diretor do JP; Orlando de Mattos Brito; Pedro de Camargo; Carlos Zanotta e Antonio Augusto de Barros Penteado, que presididos em assembléia pelo primeiro, vieram a constituir a primeira diretoria do Lar.&lt;br /&gt;O propósito de Pedro Alexandrino vingou. A partir do anúncio no periódico da cidade que chamou a atenção do público piracicabano para comparecer contribuindo para a compra do lugar e soerguimento do Asylo de Velhos o sonho não parou. Tijolos foram doados, areia, cimento, cal acumulados e a obra começou com a ajuda de Deus e a boa vontade dos homens. Em 1907, o prédio iniciou as suas atividades abrigando 11 velhinhos necessitados. Waldyr Martins Ferreira, um dos mais ativos presidentes que tomou em suas mãos as rédeas do Lar, em belo artigo fez questão de mencionar que o Lar não era uma “estação de última parada”, onde os velhos conduzidos pelo “comboio da vida” iriam aportar para a “derradeira viagem”. Ele chamou o Lar de “A Casa de Deus aberta aos homens”, uma casa para onde a estrada da vida os foi levar, cheia de carinho e fé inquebrantável no amor a Deus e ao próximo.&lt;br /&gt;Hoje, graças a Jairo Mattos e sua fabulosa equipe, o abrigo de velhos não é mais um lugar de abandono e esquecimento, onde espera e dor habitam os corações. O Lar não é só um depósito: é uma cidade com habitantes vivos que entram e saem, com moradias de todos os tipos, diferenciadas ao gosto de quem nelas vive. Não é mais feito de pavilhões femininos e masculinos apenas onde se lobrigava ver a fisionomia de cada conformado cidadão aguardando o fim de sua existência. Quando se adentra aos limites do Lar percorrem-se ruas, encontram-se árvores, arbustos, flores rasteiras e trepadeiras saltitantes. Há um belo lago, em frente à Igreja, onde se realizam missas e casamentos. Um coreto aguarda as bandas, e crianças soltam seus gritinhos, buscando pássaros, e depois correndo para os braços do vovô, da titia e da velha senhora que as aguardam sorrindo e satisfeita para cobrar os seus beijos em troca de saborosas guloseimas. O Lar tem refeitório, tem médico, tem dentista, fisioterapeuta, mas as chaminés das casas, dos alegres bangalôs expelem fumaça, denunciam comida gostosa, saindo das panelas, salivando as bocas, despertando desejos, inspirando cobiças vindas dos cheiros exalados dos quitutes saídos das receitas coletadas de há muito.&lt;br /&gt;Esta, a realidade do abençoado Lar. Pedra sobre pedra foi erguida neste século de luta e realizações. Trezentos e noventa e quatro abrigados gozam da sua estrutura bem-feita e bem planejada. Olívio Alleoni recolheu toda a sua história, inseriu depoimentos preciosos e fez de seu livro um álbum de recordações. Ele é um ponto de partida para um novo século que se inicia. É um testemunho vivo do passado e do presente. Muitos nomes estão impressos aqui evidenciando o trabalho, a generosidade e o desprendimento desses abnegados que ajudaram a transformar a humilde e despretensiosa Casa de Deus na cidade pulsante exposta aos nossos olhos, para orgulho, para felicidade, para conforto e apaziguamento de nossas almas.&lt;br /&gt;José Barbosa Ferraz, década de 20; José de Souza Gomes Coelho, décadas de 30 e 40; Luciano Guidotti, década de 50; Jorge Cesar de Vargas, década de 60; e Jairo Ribeiro de Mattos, trazido por Aristides Giusti na década de 70, atravessando a de 80 e a de 90 até os nossos dias, preenchendo com seu fôlego e dedicação também a década primeira deste século!&lt;br /&gt;As personalidades que compuseram as 62 diretorias do Lar estão fielmente nomeadas neste documento do centenário. Vários outros presidentes aqui vieram e daqui se foram. Não estão esquecidos. Foram todos soldados do bem, imortalizados com os seus companheiros nas páginas da história. Ressaltamos os que se doaram por décadas e rendemos nossas homenagens ao “homem que sempre cultivou rosas”, que nesses 40 anos permaneceu inquebrantável à frente do lar. A festa é de todos; mas o filho de Dona Antoninha há de ser lembrado com justiça como o grande arquiteto da Cidade Geriátrica e ela, sua extraordinária mãe, na certa está lhe enviando todas as rosas que pôde colher lá em cima, muitas rosas, rosas perfumadas, como bênçãos extravasadas de seu amor, regadas a lágrimas de pura alegria pela felicidade que este seu dileto filho lhe deu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antonietta Rosalina*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Antonietta Rosalina da Cunha Losso Pedroso, diretora do Jornal de Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VISÃO DE UMA HISTORIADORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um médico e escritor piracicabano, Olivio Nazareno Alleoni, vem completar com este livro, “Lar dos Velhinhos de Piracicaba”, a trilogia de excelentes trabalhos sobre a nossa sociedade de cultura (Uma Fresta para o Passado-2003 e Cururu em Piracicaba-2006). Certamente a série ainda está incompleta e outros estudos terão seqüência oportuna.&lt;br /&gt;Em relação ao “Lar dos Velhinhos de Piracicaba”, Dr. Olivio venceu o desafio de pontuar com fidelidade o secular desenvolvimento de uma sociedade filantrópica e beneficente que, havendo sido conduzida sob a proficiente administração de gestores, tão dedicados quanto visionários, teve de aguardar décadas para alcançar a atual configuração e maturidade. Para traçar o quadro evolutivo que permite clarear as diferentes fases deste processo, o autor cita conscienciosamente as suas fontes manuscritas e impressas, oferece informações abundantes, uma antologia de crônicas, um catálogo de obras de arte e seus autores, um inventário das Diretorias e beneméritos, bem como a relação das queridas Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, que ali se encontram desde 1917.&lt;br /&gt;Os leitores poderão colher uma completa descrição física do Lar – patrimônio originalíssimo do coração piracicabano –, para ser apreciada por todas as idades e observadores, até mesmo por quem enfoca olhar de turista. Paisagismo e beleza natural, fé e arte sacra, calor humano e desvelos, interagem de baixo da harmonia arquitetônica habilmente distribuída pelo conjunto das edificações: os pavilhões, os chalés e os flats, as dependências utilitárias, a Igreja e a gruta, o lago e o salão de festas, o bazar, o museu e as oficinas.&lt;br /&gt;Ao citar números, o autor evidencia a presença de um verdadeiro regimento de funcionários contratados e colaboradores voluntários, de amigos dedicados e defensores intransigentes, diretores em permanente defesa do interesse da Casa. Não omite detalhes que desvelam a vida social dos abrigados, que incluem até mesmo a colônia de férias de Praia Grande. Lembro-me de ouvir o Jairo (o presidente Jairo Mattos) dizer aos ex-alunos da Escola Sud Mennucci: “Quero que os velhinhos conheçam e desfrutem o mar”.&lt;br /&gt;Pois bem, o autor demonstra tudo isto e deixa aberta as possibilidades do leitor vir a conhecer muito mais. Exatamente porque a Instituição guarda sua história, enquanto haja contribuído para a construção de outras tantas histórias pessoais. A sociedade piracicabana necessita compreender a excelência do tema de que trata o autor e incorporá-lo às suas tradições, deve contextualizá-lo com o sentimento de alegria de quem recebeu maravilhoso presente.&lt;br /&gt;E não ter arrepios diante do passado. A Instituição nasceu em 1907, época em que eram de recente lembrança na cidade as epidemias de tifo, peste bubônica e varíola, relacionadas à falta de saneamento e estrutura urbana. Quando o mal veio a ser resolvido pelo médico sanitarista Dr. Paulo de Moraes Barros, entre 1899 e 1901, Piracicaba passou por um processo de remodelação e embelezamento assinalado pela construção de praças e jardins, o parque Barão de Rezende, parque Barão de Serra Negra, o jardim do Teatro Santo Estevão, o mirante do Salto, o portal do Cemitério da Saudade. Foi chamada de “a pérola dos paulistas”.&lt;br /&gt;Em 1907 a população urbana era avaliada em 16.000 habitantes e a educação levada bastante a sério a fazia modelar entre as cidades do Estado de São Paulo. Das suas antigas escolas saiu a inteligência que brilhou durante o século XX em todas as áreas do conhecimento, que ajudou a construir o grande Brasil. Mas nem tudo eram flores naquele começo de século.&lt;br /&gt;Não obstante, os números otimistas das realizações urbanas eram visíveis por todo o País. E Piracicaba não fazia excessão às seqüelas da tremenda chaga social proveniente dos séculos da economia escravista que marcou a Colônia e o Império. O mal estava em toda a parte e nas cidades paulistas acoplava-se às improvisações da política imigracional. Os jornais da época davam conta do inventário de desgraças e do desajuste das populações incorporadas aos espaços urbanos, num cenário tão surpreendente quanto preocupante, proporcionado pela economia cafezista que, se tinha algum êxito no mercado internacional, submetia as finanças internas a crises formidáveis, levava a becos sem saída, refletindo perversamente sobre o conjunto da população.&lt;br /&gt;Chama a atenção do observador o fato de que quase a totalidade das entidades assistenciais de Piracicaba tenha surgido neste período final do século XIX e começo do século XX. As transformações e as crises geravam necessidades urgentes: Asilo São Lázaro (1885), Sociedade da Conferência São Francisco de Paula (1888), Hospital Psiquiátrico Barão de Serra Negra (1897), Hospital da Irmandade de Santa Casa (1893), Asilo de Órfãs Coração de Maria Nossa Mãe (1896-98), Sociedade Metodista de Senhoras e Agremiação Operárias Leigas do Bem (1897), Sanatório São Luiz (1902). O Asilo de Velhice e Mendicidade não seria exceção. As sociedades de assistência e proteção aos imigrantes têm origem neste mesmo período: Sociedade Italiana de Mútuo Socorro (1887), Sociedade Portuguesa de Beneficência (1897), Sociedade Beneficente Grêmio Hespanhol (1898), Sociedade Igualitária (1893) e Sociedade Beneficente Síria (1902). Esta seqüência, aliás incompleta, indicia o forte clima de insegurança e carências daqueles tempos e particulariza as questões gravíssimas de natureza socioeconômica.&lt;br /&gt;A comunidade que se via a braços com as mais profundas mudanças nos campos do trabalho e das idéias, com a transformação importante na economia e dificuldades financeiras, foi a mesma que buscou saídas para os efeitos desastrosos no corpo social, tentando por diversas formas se equilibrar no ritmo descompassado do “progresso”.&lt;br /&gt;Observe-se pelos indicadores assinalados às primeiras páginas do Livro de Matrícula da Instituição. Logo nos sete primeiros meses de funcionamento (1907), temos que dos 52 abrigados, 27 eram homens e 25 eram mulheres. Daquele total, 29 eram considerados brancos (55,76%) e 23 “de cor” (44,23%). A naturalidade é especificada: 46 eram piracicabanos (88,40%) e 06 eram procedentes “de fora” (11,53%). Finalmente, 42 eram brasileiros (80,76%) e 10 eram estrangeiros (19,23%) sendo 04 africanos, 01 espanhol, 03 italianos, 01 português e 01 alemão nesta pequena amostra, os índices porcentuais falam pelo período.&lt;br /&gt;Passemos a considerar que a sociedade piracicabana sempre contou com muitos corações iluminados pelo Divino Espírito Santo. Foi assim desde o século XVIII, quando a pequenina Freguesia de Santo Antônio se constituiu em abrigo dos perseguidos do poder colonial e refúgio dos infelizes egressos do Iguatemi, após a capitulação da fortaleza.&lt;br /&gt;No século XIX, quando o Oeste Paulista desenvolveu lavouras de exportação (cana, café), se adensou demograficamente e se politizou na direção do liberalismo republicano, o comprometimento com o trabalho escravo e a posterior introdução do capitalismo no campo determinaram fenômenos socialmente importantes. O episódio do Massacre de Cubatão (1883), conseqüente a uma fuga de escravos da região de Piracicaba, teve repercussão nacional e indiretamente acelerou o movimento da substituição do trabalho escravo pela mão-de-obra imigrante.&lt;br /&gt;Os esforços pela liberação na lavoura não resolveram o problema da sociedade desvalida, que se amostrava ao longo das estradas, nos largos e chafarizes, mendigando nas ruas ou nos anais da violência urbana, como lembram os cronistas da época. O Largo de Santa Cruz, o Itapeva na altura da rua Moraes Barros e a ladeira da rua do Sabão eram vitrines de horrores e sofrimento. Há fartos testemunhos deste período em Piracicaba.&lt;br /&gt;O bem-sucedido comissário de café e sócio majoritário do Banco Indústria e Comércio de Piracicaba, Pedro Alexandrino de Almeida, vivenciou aqueles dias. Bem poderia acomodar-se à felicidade terrena com que a vida lhe presenteara, com o aconchego da família, as alegres pescarias no Salto, ou a contemplação das graças naturais de sua bela cidade. Mas tinha a sensibilidade para o social e o quadro que se lhe antepunha demovia-o a tomar-se de cuidados pela velhice desamparada. Capaz de liderança, decidiu-se pela arregimentação de um grupo solidário à causa, suficientemente gabaritado para promover com êxito a experiência que já se realizava em outras cidades paulistas, a de fundar um instituição qualificada por Asilo dos Velhos, segundo os conceitos da época. A sociedade piracicabana correspondeu, as famílias mais representativas contribuíram financeiramente, a imprensa apoiou (Jornal de Piracicaba, Gazeta). Em pouco tempo formou-se uma Diretoria que adquiriu a Chácara das Jabuticabeiras nos “subúrbios da cidade, às margens do Rio Piracicaba”. A solene inauguração deu-se em 03/02/1907, terminadas as adaptações necessárias e alistados os onze primeiros abrigados, cinco homens e seis mulheres.&lt;br /&gt;Lançada a semente, deu-se início à luta desesperada pela sobrevivência da Instituição que não parava de crescer, fomentada pelas crises econômicas e políticas do país. O montante orçamentário decorria unicamente de doações. Os mais ilustres cidadãos serviam como diretores, os mais renomados médicos por ali passaram, Dr. Alfredo Cardoso, Dr. Oscarlino Dias, Dr. Torquato Leitão. Sacrifícios à causa nobre e gerenciamento sobre as pequenas rendas provenientes de mensalidades, rifas, solidariedades diversas e doações de gêneros, se conseguiam arrefecer as dificuldades da sobrevivência não supriam as carências organizacionais de uma instituição vocacionada para a caridade, mas que devia pautar-se por precípuas e específicas atividades de natureza geriátrica. Símbolo de dedicação deste período de sacrifícios e doações foi Nhonhô Coelho (José de Sousa Gomes Coelho), seu inesquecível presidente por mais de uma década (1935 a 1049).&lt;br /&gt;A segunda metade do século XX induziu à releitura do antigo projeto de benemerência e forçou transformações que promoveram um novo conceito de instituição. Melhoramentos incontáveis, racionalização administrativa e ampliações foram conduzidos por dois homens de grande visão, Luciano Guidotti e Jorge Cesar de Vargas. Como fruto desta ação modernizadora, ao Velho Asilo de Velhice e Mendicidade sucedeu com muita felicidade o Lar dos Velhinhos de Piracicaba.&lt;br /&gt;A partir de 1971 deu-se início à era Jairo Mattos, assim reconhecida porque acoberta o longo período até o presente, em que todas as Diretorias constituídas se envolveram denodadamente no projeto da Cidade Geriátrica. Criação sua, obra pioneira e modelar às instituições congêneres do país e do mundo, converteu-se no trabalho apaixonado das poderosas equipes encabeçadas pelas presidências de Jairo Mattos, Waldyr Martins Ferreira, Luis Pescarim, Mario Dresselt Dedini, Orlando Veneziano, Célio Soares Moreira e Yvens Santiago Marcondes.&lt;br /&gt;Grandes nomes se sucedem e às vezes se revezam no interior das Diretorias, perseguindo os objetivos do projeto, sintetizados pela busca do apriomoramento global da Instituição e pela sua auto-suficiência econômica. Esta luta guarda o saldo de sacrifícios e conquistas. Neste primeiro centenário traz a chama dos grandes realizadores, particularizando o idealizador da Cidade Geriátrica, e dispensando o concurso da memória, identificando-se com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piracicaba, 10 de julho de 2007&lt;br /&gt;Marly Therezinha Germano Perecin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SER IDOSO E SER VELHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sentido figurado é idoso o que tem muita idade; velho é o que perdeu a jovialidade.&lt;br /&gt;A idade causa a degenerescência das células; a velhice degenerescência do espírito.&lt;br /&gt;Você é idoso quando se pergunta se vale a pena; você é velho quando sem pensar, responde que não.&lt;br /&gt;Você é idoso quando aprende; você é velho quando já nem ensina.&lt;br /&gt;Você é idoso quando se exercita; você é velho quando só descansa.&lt;br /&gt;Você é idoso quando ainda ama; você é velho quando sente ciúmes.&lt;br /&gt;Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias lhe parecem o último dia de sua longa jornada.&lt;br /&gt;Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs; você é velho quando ele somente tem ontens.&lt;br /&gt;O idoso se renova em cada dia que começa. O velho se acha em cada noite que termina, pois enquanto o idoso tem seus olhos postos no horizonte, onde o Sol desponta e ilumina a esperança, o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.&lt;br /&gt;O idoso tem planos; o velho tem saudades.&lt;br /&gt;O idoso curte o que lhe resta da vida; o velho sofre o que o aproxima da morte.&lt;br /&gt;O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e plena de esperança. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega. Para o velho as horas se arrastam vazias de sentido.&lt;br /&gt;As rugas do idoso são bonitas porque foram sulcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.&lt;br /&gt;Em suma, o idoso e o velho podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idades diferentes no coração.&lt;br /&gt;Que você, idoso, viva uma longa vida, mas nunca fique velho. E você, velho, aprenda a ser idoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DECLARAÇÃO DE FRANCISCO LAGRECA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há o amparo que nasce da hipocrisia e há o que nasce da sinceridade. O primeiro é o fruto podre, caído das almas degeneradas; o segundo é a flor mais pura e mais formosa que todas as flores, e que só viceja no fundo dos corações verdadeiramente humanos. Neste Asylo se encontra o amparo que nasce da sinceridade. É um templo de infinito zelo e de infinita consolação, diante de cujos umbrais o meu pensamento se ajoelha reverente, e faz votos para que se prolonguem pela vida destes pobres asilados, a bondade, o carinho, as raras e imensas virtudes do seu fundador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Lagreca&lt;br /&gt;Piracicaba, 4 de abril de 1907. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-6464214028082450630?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/6464214028082450630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=6464214028082450630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/6464214028082450630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/6464214028082450630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2009/01/centenrio-do-lar-de-velhinhos-de.html' title='CENTENÁRIO DO LAR DE VELHINHOS DE PIRACICABA'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-2981428287511372251</id><published>2008-12-05T18:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T03:25:17.441-08:00</updated><title type='text'>MEMORIAL: CRAVEIRO E CRAVINHO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.easy-hit-counter.com/counter/?id=36056&amp;style=1" width="83" height="21" border="0" alt="hit counter"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;font size="1" face="Arial"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com" target="_blank"&gt;hit counter&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Craveiro e Cravinho&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Craveiro (Sebastião Franco 5-10-119131) e Cravinho (João Franco 06-09-1939) são dois ícones da moda de viola do Brasil. Nascidos em Pederneiras, cidade perto de Bauru, em área rural, eram em 9 irmãos.&lt;br /&gt;Como todas crianças da área rural nascida na primeira metade do século XX, já na meninice exerciam funções auxiliando a família, que no caso deles era trabalhar com leite (ordenhar vacas, encherem os latões e levá-los em carro de boi até ao posto de coleta).&lt;br /&gt;Tendo origem dentro de uma família que sabia cantar (assim era com o pai e a mae, e também avós), logo se integrou a esta atividade. O irmão começou a auxiliá-lo e assim surgiu a dupla. Mas naquele tempo isto não gerava recursos suficientes para subsistência, e assim aprendeu o ofício de marcenaria.&lt;br /&gt;Em 1957, logo após o casamento, veio morar em Piracicaba. E foi neste tempo áureo que veio a conhecer uma série de pessoas que o alavancaram na música. Com o cururueiro “Barbosinha”, ainda no tempo de Lazinho Marques e Nhô Serra, e depois tiveram um programa fixo na antiga rádio PRD6.&lt;br /&gt;Entre as pessoas que tiveram um papel preponderante no auxílio à música de raízes, que foram verdadeiros “mecenas” dos artistas que moravam em Piracicaba estão os nomes de Abel Pereira e seu filho Jaime Pereira.&lt;br /&gt;Do relacionamento com Nhô Serra (Sebastião da Silva Bueno) surgiu na década de 1960 uma música (Ponta de Faca) que gravamos juntamente com uma outra minha e do meu irmão (Mata Deserta), ainda em disco de massa (78 rpm ), com o Tedy Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ydg3c_lmwyc"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ydg3c_lmwyc" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Ponta de Faca&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte gravamos mais um disco, a Flor do Lodo, composição de Zezo Morales e Juquita e Julia, composição minha e de meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Us9cOkAswp0"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Us9cOkAswp0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Flor do Lodo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o trampolim de nossa carreira artística. Depois disto, começaram as apresentações. Começamos na TV Record, no programa Canta Viola, de Geraldo Meirelles. Depois vieram programas como “Almoço com as Estrelas”, Hebe, Gugu e uma série de outros. Por dois anos apresentamos o programa “Som Verde” na T.V. Bandeirantes.&lt;br /&gt;Perdemos a contagem de quantas vezes nos apresentamos na televisão, quantas apresentações fizemos em rádio e ao vivo. Afinal, são 50 anos de atividade musical quase ininterrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, foram em torno de 20 discos produzidos em nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para agradecer ao povo e a cidade de Piracicaba por todo o apoio que nos deram durante nossa vida, nada melhor do que oferecer o Hino de Piracicaba, composta por Newton de Mello, em 1931. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yE0scAeZOEE"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yE0scAeZOEE" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Hino de Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para brindar aos que apreciam a moda de viola, ainda fizemos este pequeno especial para vocês se deleitarem e rememorarem nussas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/97W6gHaB8gc"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/97W6gHaB8gc" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;"Petit Pourri"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderíamos deixar de fazer um agradecimento especial aos Irmãos Franco (Craveiro e Cravinho) por terem acedido em gravar as imagens nas diversas localidades para que fossem divulgadas, bem como terem consentido que as músicas "Ponta de Faca" e "Hino de Piracicaba" fossem colocadas na íntegra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-2981428287511372251?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/2981428287511372251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=2981428287511372251' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/2981428287511372251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/2981428287511372251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2008/12/memorial-craveiro-e-cravinho-em.html' title='MEMORIAL: CRAVEIRO E CRAVINHO'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-5708321920535017890</id><published>2008-12-05T18:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T19:41:35.709-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SEBASTIÃO DA SILVA BUENO: "NHÔ SERRA"&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bgTG82jKOpw"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bgTG82jKOpw" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Homenagem ao Cururueiro "Nhô Serra"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com/" target="_blank"&gt;&lt;img height="21" alt="www.easy-hit-counter.com" src="http://www.easy-hit-counter.com/counter/?id=35947&amp;amp;style=9" width="83" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.easy-hit-counter.com/" target="_blank"&gt;http://www.easy-hit-counter.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo do livro&lt;br /&gt;"Cururu em Piracicaba", de Olivio N. Alleoni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2.1- &lt;strong&gt;Nhô Serra, visto pelo filho Oscar Francisco Silva Bueno&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sebastião da Silva Bueno foi um caboclo que nasceu pelos lados do bairro da “Vicentada”, na Fazenda Figueira&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn1" name="_ednref1"&gt;[i]&lt;/a&gt; em 16 de junho de 1928.&lt;br /&gt;Era um caboclo que tinha a ambição de ser cantador, nasceu para ser cantador, “por causo” que já vinha duma geração de cantadores. Posso dizer que ele nasceu no meio da festa e viveu no meio da festa. Sebastião da Silva Bueno, Nhô Serra, quando veio ao mundo, já tinha o pai que cantava, a mãe que cantava, os tios que cantavam, nasceu no meio da viola e no meio do repente e do cururu.&lt;br /&gt;Antigamente se cantava muito louvando a parte religiosa. Tudo o que se fazia era cantado enaltecendo, e depois se brincava com os versos. Mas o costume que predominava na área rural era o seguinte: tinha-se uma colheita boa, fazia-se um mutirão, e depois havia festa com comida, bebida e cantoria. Qualquer festa por causa de um santo ou reza virava nisto também. Qualquer evento que havia, era isto o que acontecia. E na época, na primeira metade do século XX, a parte rural era bem mais habitada do que hoje.&lt;br /&gt;Sempre existia alguma festa, aqui ou acolá. Carne de porco ou vaca, alimentos raros no meio rural antigamente, nunca deixavam de faltar nas principais festas. Quando matava um boi ou porco, este era dividido para a colônia&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn2" name="_ednref2"&gt;[ii]&lt;/a&gt; inteira. Havia a comida, a bebida e o canto. E o cantar sempre foi diversão no meio rural. Era somente ter uma sanfona ou viola... E sempre havia alguém com uma.&lt;br /&gt;Não conheci meu avô, porque ele, Oscar Bueno, morreu com 45 anos. Mas conheci meu bisavô, que morreu de registro com 104 anos. Todos cantavam.&lt;br /&gt;Meu avô morava em uma casinha de barro e tinha um pé de fruta de pomba&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn3" name="_ednref3"&gt;[iii]&lt;/a&gt; de um lado e de outro uma barriguda ou uma paineira. Morava sozinho, e quando faleceu a casa caiu e as duas árvores morreram. Aquele lugar definhou e morreu junto com ele.&lt;br /&gt;A luz elétrica passava sobre a sua casa, até fazia “barriga” neste lugar. E ele nunca acreditou em energia elétrica, em rádio ou televisão. Nunca acreditou que o homem tivesse ido à lua.. Ele não conseguiu entender o rádio. &lt;em&gt;Cumo é que’ste pessoar pode tá dentro du rádio?&lt;/em&gt; Sempre viveu em seu mundo, com sua cultura. E sempre cantando.&lt;br /&gt;Cantava não o cururu que é cantado hoje. Cantava a batida antiga de viola com tambú&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn4" name="_ednref4"&gt;[iv]&lt;/a&gt; junto, em uma levada bem mais simples. E era cantada muito a “cana verde” &lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn5" name="_ednref5"&gt;[v]&lt;/a&gt; naquela época.&lt;br /&gt;Toda festa que ocorria reuniam-se, não vamos falar em dois, três cantadores, todo mundo entrava e cantava. É por isto que se falava roda de cururu. Cantava-se a levada que estava sendo feita. O ritmo e verso eram colocados pelo pedestre, que servia para várias coisas, desde a continuidade da parte religiosa até a profana. Naquela época não existia cantador melhor ou pior, todo mundo era igual.&lt;br /&gt;Quando Nhô Serra veio para a cidade cantou pela primeira vez em Capivari entre 1945 e 1948. Tinha ido para tocar viola, mas João Davi não pôde cantar aquela noite. Nunca havia cantado profissionalmente.&lt;br /&gt;Também já conhecia Chiquito do sítio. A primeira vez que cantou com ele foi também pelos lados da Vicentada&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn6" name="_ednref6"&gt;[vi]&lt;/a&gt;. Ali entre os dois nasceu uma amizade enorme, que durou décadas. Quando Chiquito começou a cantar ele já estava no rádio, cantando com o “Buenão”, seu irmão.&lt;br /&gt;Nesta época já existiam “os bambas” do cururu, que eram João Davi, Bastião Roque, Zico Moreira e Dito Silva. Não foi Nhô Serra que trouxe o cururu para a área urbana, mas sim este pessoal, inclusive no antigo teatro Santo Estevão&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn7" name="_ednref7"&gt;[vii]&lt;/a&gt;. A antiga Rádio PRD-6 aproveitava quando havia cururu no teatro para fazer também no seu auditório.&lt;br /&gt;Mas os “quatro bambas” eram “fechados”, só eles eram chamados na região toda para cantar. O primeiro a falecer foi Sebastião Roque, depois Dito Silva, João Davi e Zico Moreira. Quando um deles falecia logo era substituído. Assim é que entraram para o grupo Pedro Chiquito, Parafuso e Nhô Serra.&lt;br /&gt;Meu pai para se destacar teve que oferecer alguma coisa diferente. E entrou juntamente com o Chiquito para cantar. Ao entrarem modificaram um pouco o cururu, dando certo grau de humor. E outra coisa, começou a ser feito um cururu mais acessível, procurando dar ao povo o que ele realmente gostaria de ouvir.&lt;br /&gt;Chiquito chegava e estudava a festa para ver o que iria cantar. Dependendo do povo era o que cantava. Cantava muita história, cantava muito no Livro&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn8" name="_ednref8"&gt;[viii]&lt;/a&gt;. Ele inventava muitas histórias. O interessante que o cururu naquela época começava às 7h da noite e ia embora até outro dia. E o povo ficava.&lt;br /&gt;Antigamente, no cururu dos lados de Bofete, Laranjal, Conchas, quando chegava certa hora da noite havia um intervalo. O pessoal comia e depois voltava a cantar. E me lembro que se estendiam panos no chão para a criançada dormir. Ia toda a família e depois ficava a molecada a dormir no chão. Hoje isto não existe mais. Um cururu hoje para se durar duas horas tem que se fazer muita coisa&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn9" name="_ednref9"&gt;[ix]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Nesta época em que estamos a falar, foi quando se abriram as portas para o cururu. Meu pai trabalhou na Rádio Difusora, onde ele ficou várias décadas.&lt;br /&gt;O nome artístico “Nhô Serra” nasceu quando meu pai saiu do sítio e veio para a cidade. Isto foi na década de 40. No sítio tinha o apelido de Tiãozinho. O que mais gostava era contar causos, tocar viola e cantoria. O trabalho habitual nunca foi seu forte. Era uma pessoa cunhada para ser artista. Aonde chegava, começava a conversar e contar fatos, e tudo mundo parava de trabalhar. Começava a contar os causos e não parava mais.&lt;br /&gt;Contava muita coisa que acontecia da Ibitiruna &lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn10" name="_ednref10"&gt;[x]&lt;/a&gt; (antiga Serra Negra). Tudo o que ele inventava e acontecia, acontecia em Serra Negra. Quando chegou a Piracicaba, seu primeiro emprego foi na Dedini. Agora imaginem o Nhô Serra trabalhar na Dedini. Não tinha como. Ficava sentado com o povo conversando e contando seus causos. Tanto que não durou muito este seu emprego. Então, foi aí que começou o apelido. “Olha, o Serra vem vindo”...&lt;br /&gt;Nesta época, já havia entrado na rádio para cantar. Cantava com o “Buenão”, seu irmão mais velho (Antonio Cândido Bueno). No início era Tiãozinho e Buenão, depois mudaram o nome para Serra e Buenão. Mais uma alteração ainda foi necessária.. Foi o próprio pessoal da Rádio Difusora que sugeriu Nhô Serra. Então ficou a dupla Nhô Serra e Buenão. Meu tio cantava muito bem cururu. Ele era mais velho que meu pai. Mas houve um tempo em que mudou de religião e então nunca mais cantou&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn11" name="_ednref11"&gt;[xi]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Nesta época também começou a cantar com Pedro Chiquito. A turma de meu pai que era forte mesmo: Nhô Serra, Pedro Chiquito, Zico Moreira e Parafuso. Este foi um tempo forte.&lt;br /&gt;A amizade entre meu pai e Chiquito surgiu numa festa, cantando, no sítio. Só que nenhum dos dois lembrava qual foi o primeiro assunto que cantaram, não rememoravam a data, e nem como se conheceram. Apesar de ter sido uma amizade extremamente profunda, nenhum dos dois se lembrava como é que tinha sido o começo. Mas foi uma vida de amizade e não somente o profissional. Quando meu pai sofreu o “derrame” e voltou a falar, disse que tinha perdido metade do corpo, mas que não tinha problema porque ele ainda tinha a outra metade. Mas quando Chiquito morreu, disse: Lembra que quando tive o derrame, tinha perdido a metade do corpo? Agora que Chiquito foi embora, perdi a outra metade.&lt;br /&gt;Depois disto, meu pai perdeu o ânimo não queria cantar mais.. Mas a verdade é que eu nunca o deixei parar. Realmente Nhô Serra, cantou até o final da vida porque eu o colocava na cadeira de rodas e o levava, nem que fosse arrastado. E isto era sua justificativa existencial.&lt;br /&gt;O pessoal que estou dizendo que cantava, era requisitado na região toda. Por que o sucesso de Nhô Serra, Pedro Chiquito, o Luizinho Rosa, o Zico Moreira, Horácio Neto? Neste meio tempo, meu pai também lançou Jonata Neto e o Moacir Siqueira (chamava Moacir 70). Porque o sucesso?&lt;br /&gt;Ele tinha programas em Piracicaba, na Difusora (PRD-6), na PRF-8 em Botucatu, Rádio Convenção de Itu, Rádio Cacique em Sorocaba, na Rádio Globo em rede nacional, e finalmente em Capivari (apesar de ser bem menos). Os programas eram aos sábados e domingos, então era uma correria. Geralmente eram ao vivo. E quando não dava para fazer ao vivo, era gravado. Ele saía de um lugar e ia para outro. Mas a realidade é que para ele isto não era trabalho, era uma diversão. A sua atuação nos programas de rádio foi uma das pilastras que fizeram meu pai conhecido.&lt;br /&gt;Para mim meu pai foi o maior vendedor que existiu no mundo, ele conseguiu vender sua imagem, aquilo que não existia muito neste tempo, e principalmente na rádio. Mas quando ele chegava a uma região, ele acabava fechando muitas festas no lugar... A parte profissional e a capacidade de fazer amizades eram muito fortes nele.&lt;br /&gt;Tenho muito que agradecer à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Ele se aposentou pela Universidade de São Paulo, onde exercia as atividades de apontador. E soube usufruir de sua atividade muito bem. Devido à facilidade de relacionamento, mesmo depois dos alunos saírem formados, ainda mantinha contato com eles. A recompensa logo vinha. Era solicitado a comparecer por estas pessoas para animar festas. Foi assim que fez o seu nome e dos companheiros. Mas apesar disto, quem se destacava era ele. Era ele quem cantava, quem produzia. Então, fez o seu nome. Esta foi a segunda pilastra.&lt;br /&gt;A terceira pilastra foi a de estar sempre com ótimos cantadores e manter um objetivo, de dar ao público o que ele desejava ouvir, fazê-lo rir e se divertir.&lt;br /&gt;Se pudéssemos falar numa quarta pilastra, deveríamos relembrar do temperamento dele, sempre brincalhão, senhor da situação, e nunca mostrando irritação para o público.&lt;br /&gt;Meu pai na infância foi um “capeta”. De família pobre, nasceu na fazenda, namorou muito e casou-se tarde.&lt;br /&gt;Veio para a cidade por dois motivos: tentar ganhar a vida e porque seu pai ficou muito doente, necessitando ser tratado na cidade. Ele teve tanta sorte, que inicialmente conseguiu morar em uma casa, junto às antenas da antiga Rádio Difusora, na Avenida Independência, onde também era responsável pela manutenção delas. Depois, mudou-se para a Paulista. Foi lá onde eu nasci em 1964.&lt;br /&gt;Toda a vida ele foi cantador. Aonde chegava, cantava, onde tivesse uma viola, ele tocava. Se tivesse violão, ele tocava. Outra coisa que costumava fazer e o pessoal admirava: podia ser qualquer bailinho, qualquer festinha, ele pegava um caminhão de um companheiro, enchia de pessoas, de sanfona, violão e: Vamo lá que a gente faiz o baile... Levava quem tocava, quem bebia, quem comia, quem pagava, e fazia a festa mesmo.&lt;br /&gt;Tem uma passagem bonita para contar. E quem conta é o próprio Nhô Serra, num show que deu aos formandos da agronomia de 1987. E começou falando que era professô na escola de agricurtura: professô di vassora. E nem ensiná eu pude, porque num deu tempo. E prá entrá na scola foi uma confusão. Todo mundo queria entrá, e eu num podia sê, porque eu sou “anarfa”. Cumo é qui eu ia entrá? Mai um dia era aniversário do governadô, i eu fui cantá. E cantei assim:&lt;br /&gt;Querido Carvalho Pinto&lt;br /&gt;Quero que preste tenção&lt;br /&gt;A chave de meu São Paulo&lt;br /&gt;Entreguei na sua mão&lt;br /&gt;Quem ajudô a sarvá São Paulo&lt;br /&gt;Poderá sarvá a Nação&lt;br /&gt;Honesto Carvalho Pinto&lt;br /&gt;Se Deus quizé em 65&lt;br /&gt;Será u chefe da Nação.&lt;br /&gt;Ele mi abraçô eu i eu falei no seu ovido: E meu emprego? Segunda-feira eu tava nomeado. Eu fiquei lá té hoje. Agora saí aposentado...&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Meu pai foi indicado para trabalhar na agronomia, e era para trabalhar no campo. Ele chegou para minha mãe e disse: reze pra tudo qu’é santo que conhecê, acenda vela, faça promessa, porque si eu num consegui emprego hoje du jeito qu’eu quero agora, nunca mais...&lt;br /&gt;Pegou, colocou o melhor terno dele, de “linhão 120”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn12" name="_ednref12"&gt;[xii]&lt;/a&gt;, sapato de três cores no pé, “glostora”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn13" name="_ednref13"&gt;[xiii]&lt;/a&gt; no cabelo, bonitão, papel na mão da indicação, pegou e foi. Meu pai foi entrando, sem passar pelo departamento de recursos humanos, e foi entrando direto na diretoria.&lt;br /&gt;A hora que chegou lá, uma pessoa o atendeu:&lt;br /&gt;Pois não...&lt;br /&gt;Eu sou Sebastião Bueno, que fui indicado... E teve como resposta: Já estou sabendo do caso, sim...&lt;br /&gt;Entrou na sala e falou com o superior:&lt;br /&gt;Sabe aquele cantador indicado? Ele está aí. Como é que eu vou falar para ele que vai ter que abrir valeta no chão, com picareta? Vá ver a estica que o homem está, está parecendo deputado... Como é que vamos fazer?&lt;br /&gt;Mande-o entrar...&lt;br /&gt;Entrou na sala e perguntaram:&lt;br /&gt;Você tem noção o que veio fazer aqui?&lt;br /&gt;Num sei. Disseram que era pra vir aqui pra trabaiá...&lt;br /&gt;Ele tinha sido atendido na parte superior do edifício, onde tem um monte enorme de janelas, e então disse:&lt;br /&gt;Já vou mostrar para o senhor o que vai fazer... De manhã, o senhor vai abrir todas as janelas aqui. E depois, a hora que for embora, o senhor fecha todas elas de novo.&lt;br /&gt;Então, dizem que ele aposentou fazendo isto. Mas na realidade, como já anteriormente tinha sido dito, ele era apontador e bedel da ESALQ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Outra passagem interessante é uma trova feita no tempo da Constituinte (1988)&lt;br /&gt;Hoje nosso presidente&lt;br /&gt;Tá numa dura situação&lt;br /&gt;Porque a dívida du Brasiu&lt;br /&gt;Causa admiração.&lt;br /&gt;Do jeito que o Brasiu vai&lt;br /&gt;Dá um passo pra frente e treis prá traiz,&lt;br /&gt;Desse jeito num tá bom&lt;br /&gt;Precisa que o Presidente&lt;br /&gt;Deve prestá bem atenção.&lt;br /&gt;Oiá pro lavradô&lt;br /&gt;Que é a segurança da Nação.&lt;br /&gt;A riqueza é a fia&lt;br /&gt;Que vem por cima di tudo&lt;br /&gt;Os operários são os gaios&lt;br /&gt;Nesta grande construção&lt;br /&gt;O governo é u tronco&lt;br /&gt;Que segura u Brasiu na mão.&lt;br /&gt;E a lavora é a raiz&lt;br /&gt;Por baixo di tudo então.&lt;br /&gt;Mais o governo tem que sabê&lt;br /&gt;Qui se a raiz enfraquecê&lt;br /&gt;A árvore intera&lt;br /&gt;Cai nu chão.&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Nhô Serra sempre teve seu lado brincalhão... Quando chegava a hora do desafio, ele costumava perguntar para o povo se ele queria que fosse xingando, louvando ou agradecendo. E o povo: xingando... xingando... taca o pau, taca o pau... E meu pai: Prá que adiantô o papa vir nu Brasil intão? Oh povo sem religião memo...&lt;br /&gt;Hoje as coisas não mais assim. O cururu antigo era feito em cima de uma charada. Um falava e você tinha que descobrir o que o outro quis dizer. Aí você tinha que mostrar para o povo que havia entendido a charada, e respondia com outra charada. Este era o desafio antigo. Fazia uma crítica severa ou provocação e você tinha de sair dela com outra afronta. Não importava que o fato fosse verdade ou mentira. E tinha que fazer as coisas sem entrar na vida particular do outro. A “ofensa” que se fazia nunca tinha por finalidade realmente insultar os outros cantadores, mas sim criar um estado de espírito que motivasse a tomada de posição pela platéia, onde ela pudesse torcer por um ou outro cantador ou grupo de cantadores.&lt;br /&gt;Na realidade, o palco era um teatro, e o que se passava lá em cima não aumentava ou diminuía a amizade entre os cantadores.&lt;br /&gt;Hoje, aparentemente, o novo cantador vem com o assunto na cabeça, tudo planejado. Nada ou pouca coisa é criada na hora. Antigamente, os cantadores tinham uma atuação diferente.&lt;br /&gt;Nhô Serra entrava e saía ano, eram sempre quatro cantadores e dois violeiros. Era sempre assim, sem falhar. Quando um cantador ficava doente, ele colocava outro, do mesmo nível. Não colocava pitoco&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_edn14" name="_ednref14"&gt;[xiv]&lt;/a&gt; no meio. Existem ainda bons cantadores, que ainda mantêm a linha antiga do cantar.&lt;br /&gt;Alguns cantadores hoje competem muito entre si. O cururu não é assim. Temos que cantar para agradar o público. Não adianta nada os cantadores ficarem brigando entre si.&lt;br /&gt;Nhô Serra queria que o espetáculo sempre tivesse um determinado nível. Não queria divergências entre os que estivessem no palco. O alvo era o público, e nada mais. E foi assim que o Nhô Serra e os outros cresceram. Sem brigas, sem antagonismos. Na reunião antes do espetáculo, sempre dizia que iam cantar para alegrar e incentivar o povo, não importava quem ganhasse ou perdesse um desafio. Vamo fazê o povo sentí o gosto du cururu.&lt;br /&gt;.......................................................................................................................&lt;br /&gt;A jornada terrena de Sebastião da Silva Bueno, o Nhô Serra, encerrou-se s 19.30 do dia 23 de agosto de 1997.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;/a&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;[i] Região rural de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref2" name="_edn2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[ii] Denominava-se colônia o agrupamento de casas em área rural, onde habitavam diversas famílias que prestavam serviços a uma propriedade rural.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref3" name="_edn3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[iii] FRUTA DE POMBA: árvore de até 13 m (Tapirira guianensis), da família das anacardiáceas, nativa de áreas tropicais da América do Sul, com madeira avermelhada, rígida, de qualidade, folhas membranáceas, com folíolos variáveis em número e forma, flores verde-amareladas, em panículas, e pequenas drupas ovóides, muito procuradas por pássaros; bom-nome, camboatá, pau-pombo, tapirirá, tapiriri, tatapirica.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref4" name="_edn4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[iv] TAMBU: O maior dos tambores utilizados no jongo e no batuque paulista; tambor, guanazamba&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref5" name="_edn5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[v] CANA VERDE: é uma dança em desuso, hoje é considerada uma variação mais longínqua do Siriri. Também é dança típica da baixada cuiabana. Basicamente é uma dança de roda simples, onde homens, mulheres e crianças dançam numa fila, dando dois passos para cada lado. A duração da dança depende do fôlego dos cantadores, da suas possibilidades de desafio; e eles cantam sem parar, eis que cada um faz a segunda voz para o outro, alternadamente, enquanto se "atazanam". Julieta de Andrade - Pesquisa de Folclore em Mato Grosso&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref6" name="_edn6"&gt;[vi]&lt;/a&gt; Bairro rural de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref7" name="_edn7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[vii] TEATRO SANTO ESTEVÃO: teatro existente onde hoje é a Praça José Bonifácio, na altura da rua São José em Piracicaba. Foi demolido na década de 50.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref8" name="_edn8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[viii] Referência à Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref9" name="_edn9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[ix] Tive oportunidade de assistir em 2004 diversos cururus em Sítio Grande, área rural de Boituva, onde participaram Horácio Neto, Manezinho Paes, Cido Garoto e Dito Carrara. Os espetáculos iniciavaam-se às 21 h. somente terminando pelas 3 h. da manhã. E o mesmo foi observado nos cururus cantados nas Festas do Divino na região de Tietê e Conchas. Isto para mostrar que ainda existem bons espetáculos na área rural (Nota Autor).&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref10" name="_edn10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[x] Bairro rural de Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref11" name="_edn11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[xi] Fato similar ocorreu com Luizinho Rosa, que agora em 2003 só canta a carreira do sagrado.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref12" name="_edn12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[xii] Linho 120: referência a um tipo de linho importado, o melhor que existia na época.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref13" name="_edn13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[xiii] GLOSTORA: produto cosmético, brilhantina glostora, década de 1940.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2288565330222966718#_ednref14" name="_edn14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[xiv] O que não tem valor nem importância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-5708321920535017890?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/5708321920535017890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=5708321920535017890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5708321920535017890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/5708321920535017890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2008/12/sebastio-da-silva-bueno-nh-serra.html' title=''/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2288565330222966718.post-127262157445724649</id><published>2008-11-29T04:47:00.000-08:00</published><updated>2009-05-25T12:37:53.490-07:00</updated><title type='text'>CLEMÊNCIA PECORARI PIZZIGATTI (*1935  +2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;por Olivio N. Alleoni&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img height="21" alt="" src="http://www.easy-hit-counter.com/counter/?id=35902&amp;amp;style=1" width="83" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BJk4B4VuDcM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BJk4B4VuDcM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Trechos da entrevista de Clemência Pizzigatti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clemência Pecorari Pizzigatti é artista plástica e antropóloga piracicabana.&lt;br /&gt;Faço mosaicos há 50 anos. Executei uma série de trabalhos em São Paulo, na igreja em Penápolis (vitrais), em São Carlos. Piracicaba parece que me descobriu meio tarde, porque agora é que estou fazendo uma série de mosaicos na cidade.&lt;br /&gt;O primeiro executado foi no Mirante de Piracicaba em 1968. Depois executei uma série de trabalhos particulares em residências. O mosaico da Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Piracicaba foi executado em 2004, possuindo 50 metros quadrados. Foi feito outro serviço em um cemitério. Atualmente estou executando mais um trabalho em Piracicaba para a COPLACANA e atividades na cidade de São Pedro. Nesta última, foram executados 4 painéis e o coreto na praça. Agora estou fazendo o 5º painel. Estou lá há quatro meses. O sexto foi feito na feira do produtor.&lt;br /&gt;Durante todo este tempo, tenho feito exposições individuais e coletivas. A última foi o ano passado (2007) na semana da ecologia, quando foram expostas as mandalas de São Francisco, e Terra Água Ar e Fogo.&lt;br /&gt;Na igreja de Penápolis foram executados diversos vitrais, sendo que a busca da inspiração foi na Oração de São Francisco. Foi feita a Benção de São Francisco no Batistério. O Cântico do Sol de São Francisco é o tema dos vitrais. (Irmão água, Irmã Luz, Irmã Terra, Irmã Morte, Irmão Vento). Sou franciscana de corpo e alma. Acho São Francisco tão doce.&lt;br /&gt;Também voltei-me para a pintura No início foi aluna do Benedetti (Hugo José Benedetti: 1913-1977). Também fui aluna do Archimedes (Archimedes Dutra 1908-1983), do Dutra (João Dutra: (1893-1983), pintores clássicos de Piracicaba. Depois fui estudar artes na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo. Nesta fase, encantei-me por antropologia, tendo feito o Curso de Antropologia na USP. Na década de 60 fiz muitos modelos de nus. Foi uma época muito rica para mim.&lt;br /&gt;Depois concursei-me. Fui professora do Estado. Ganhei uma bolsa de estudos para ir para a Alemanha, mas acabei não indo porque foi na época da recessão, do golpe de estado e havia muitas dificuldades para sair do país.&lt;br /&gt;Nesta fase fiz pós-graduação na UNIMEP em filosofia. Sou atualmente aposentada da Federal de São Carlos e do Estado. Em São Carlos era professora de arte de terapia ocupacional. Minha cadeira era Recursos Terapêuticos. Entrei em São Carlos dando uma disciplina e deixei quatro disciplinas com as minhas assistentes. Foi um período muito rico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui muito privilegiada na vida. Conheço quase todo o Brasil. Só não conheço o pantanal. Fiz seis viagens ao exterior, todas muito bem escolhidas. Já pisei em quase todos os continentes, menos a Austrália.&lt;br /&gt;Mas imagine, só em Piracicaba devo ter tido mais de cinco mil alunos. Nunca me casei. Mas tenho meus sobrinhos que cuidam de mim hoje, com muito carinho.&lt;br /&gt;Gosto de coisas boas, coisas nobres. E dentro deste espírito, guardo com muito carinho os objetos de família. E entre estes, estão uma série de objetos feitos de cobre. O meu fraco mesmo são os copos de cristal. O copo, objeto translúcido, tendo como base a areia é muito nobre. A cerâmica é opaca e pesada, justamente ao contrário do cristal. Ele é ao mesmo tempo forte e frágil. E a função dele é tão nobre quando se usa, que chega a ter o cheiro de calor humano.&lt;br /&gt;Aquela peça pequena que você vê é Nossa Senhora grávida. Quando fui até Jerusalém, visitei uma bica, a Bica de Maria. Conta a lenda que ela estava subindo um morro para visitar Santa Isabel, e estando cansada, sentou em uma pedra. Milagrosamente, brotou água da pedra, e até hoje esta bica existe. Foi daí que surgiu a inspiração para esta imagem. Tenho também uma série de outras imagens.&lt;br /&gt;Esta “Mimi” foi meu tio que me deu. Foi inspirada em antigas imagens. Parece que ela da “Cartilha Sodré”.&lt;br /&gt;Os tachos de cobre são minha adoração. Antigamente costumava fazer doces nele. Cada um deles era utilizado para algo específico. Hoje, na sua grande maioria, estão aposentados.&lt;br /&gt;Trabalhei muito também com arte infantil. Isto fez com que transpusesse isto para minha arte também. Meus professores sempre me chamaram de expressionista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Leia também as informações no Blog do Jornalista João Umberto Nassif:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://blognassif.blogspot.com/2008/09/clemncia-pecorari-pizzigati.html"&gt;http://blognassif.blogspot.com/2008/09/clemncia-pecorari-pizzigati.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e as na página de Clemência Pizzigatti:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/clemencia/"&gt;http://paginas.terra.com.br/arte/clemencia/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2288565330222966718-127262157445724649?l=memorial-piracicaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/feeds/127262157445724649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2288565330222966718&amp;postID=127262157445724649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/127262157445724649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2288565330222966718/posts/default/127262157445724649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memorial-piracicaba.blogspot.com/2008/11/clemncia-pecorari-pizzigatti.html' title='CLEMÊNCIA PECORARI PIZZIGATTI (*1935  +2009)'/><author><name>oalleoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10175908417000203826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vkg_0UtJPDc/TdsxzHdZvVI/AAAAAAAABDQ/PyUzKg2x2Vk/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BOlivio1%2B0909.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
